Projeto bLueTIDE reúne escolas do primeiro ciclo para falar sobre biodiversidade e conservação marinha



Na passada sexta-feira, dia 17 de junho, o projeto bLueTIDE juntou 86 alunos da Escola Básica do 1º Ciclo n.º 2 – Filtro de Peniche e da Escola Ciência Viva de Vila Nova da Barquinha nas atividades “Ida à Maré” e “Festa na Praia”, para conhecerem e celebrarem a biodiversidade da zona, na Praia do Portinho da Areia Norte e na Praia Peniche de Cima, em Peniche. A visita à zona costeira rochosa permitiu dar a conhecer de uma forma divertida a grande biodiversidade característica destes ambientes, e na segunda atividade, os alunos assumiram o papel de alguns animais da zona entremarés rochosa, para de uma forma divertida trabalharem temas como a competição por alimento e espaço e a reprodução.

O bLueTIDE tem como objetivo abordar temas como a biodiversidade marinha e a conservação dos ambientes litorais marinhos através de atividades desenvolvidas para alunos do primeiro ciclo. No último ano e meio, a iniciativa já chegou a mais de 500 crianças de 12 escolas do país. A iniciativa portuguesa é promovida pela Incubadora do Mar & Indústria da Figueira da Foz, e tem como parceiro o MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, através do Politécnico de Leiria, da Universidade de Coimbra, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e da Universidade de Évora, sendo financiada pelo programa Crescimento Azul do EEA Grants.

Para Sónia Cotrim, investigadora do MARE, “Dar a conhecer a estes alunos e professores a grande biodiversidade das zonas entremarés é crucial para que se perceba o seu papel no equilíbrio ambiental das zonas costeiras. A biodiversidade é uma preocupação crescente da comunidade internacional, a extinção de espécies de animais e a perda de diversidade genética tem vindo a acelerar, podendo levar a algumas mudanças no funcionamento destes ecossistemas costeiros. Todos sabemos que a vida na Terra depende da natureza. É, por isso, importante compreender estes ecossistemas, saber o que os afeta. Só assim teremos uma geração mais azul, mais participativa, que saberá proteger estes sistemas naturais já bastante ameaçados”.

As atividades mais informais decorridas desde o começo do projeto realizaram-se sempre numa região costeira, tendo envolvido uma Escola Azul e uma Escola Não-Azul, considerando que uma das particularidades do projeto é o de estimular a cooperação entre ambas.

Com término previsto para janeiro de 2023, os promotores têm como objetivo dar continuidade às atividades através de ações como a formação para professores, de curta duração com seis horas, “Um Pé na Maré”, acreditada pela Ordem dos Biólogos. Até agora realizaram-se quatro ações de formação, estando a ser preparadas mais quatro ações para o próximo ano letivo.



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