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Os animais salvos durante o Sandy (com FOTOS)


Durante os próximos dias, provavelmente semanas, os media norte-americanos irão publicar várias notícias e selecção de fotos relacionadas com o furacão Sandy. É normal, foi um dos maiores desastres naturais que já atingiram aquele País e, sobretudo, a sua principal cidade, Nova Iorque.

Hoje, o nosso já conhecido Huffington Post explica que vários habitantes da Grande Maçã organizaram rondas de ajuda a quem mais afectado ficou pelos danos da tempestade. Entre estas organizações destaca-se a ASPCA (The American Society for the Prevention of Cruelty to Animals), cujos colaboradores montaram estações veterinárias de emergência em diversos centros de evacuação de áreas afectadas.

A ASPCA afirma que já tratou mais de 400 animais em Nova Iorque e parte de Long Island. Veja algumas das fotos.

 

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Almáa Sintra Hostel lança Nature Sketching Tour


O Almáa Sintra Hostel, que está inserido no Parque Natural Sintra-Cascais e que foi a primeira unidade hoteleira, em Portugal, a fazer um biodiversity check, criou uma nova actividade em parceria com a Quercus, o Nature Sketching Tour.

Posicionada entre o pedestrianismo, as visitas guiadas, a fotografia de natureza e o urban sketching, esta iniciativa – também chamada “circuitos guiados de desenhos da natureza” – permite ao turista conhecer a paisagem através de um artista-guia e olhar com especial atenção e contemplação os elementos naturais característicos do local em visita. E desenhar, mesmo que o turista não tenha trazido os seus materiais.

O nature sketching está a popularizar-se em vários países do mundo, devido sobretudo ao sucesso global do urbansketching, que terá começado em Espanha, como uma espécie de mapeamento das ruas e casas da cidade pelo artista, para criar um olhar mais atento através do registo em caderno. Associado ao uso do diário gráfico ou diário de viagem, está cada vez mais divulgado e é um excelente exercício para fruir e contemplar activamente os espaços em que se vive.

“Gostaríamos que outros hotéis em todo o país promovessem este tipo de serviço: é ecológico, pode criar algum trabalho a artistas e ilustradores de natureza e pode também reverter para a conservação de valores naturais e serviços de ecossistema” explica Paula Silva, coordenadora do projecto Empresas e Biodiversidade na Quercus.

“Desenhar a natureza pode parecer de alguma forma um voltar atrás na história, porque temos a fotografia e já passou o tempo de os nobres registarem as paisagens em telas durante as suas viagens”, explica Telma Costa, do grupo de trabalho da Quercus em Desenho de Campo e Ilustração Científica, que tem promovido vários workshops na área.

“Mas o registo ao ar livre, em esboço ou aguarela que não se pretende muito acabado ou sequer perfeito, obriga a observar muito mais atentamente as cores, formas e luz da natureza e a sintetizar de forma prática e pessoal o que se vê”.

Uma percentagem do valor por turista aderente será entregue à Quercus para acções de conservação da Micro-Reserva da Peninha, localizada no Parque Natural Sintra-Cascais. As Micro-reservas da Quercus foram distinguidas este ano com uma Menção Honrosa no âmbito Prémio BES Biodiversidade.

“O Almáa foi a primeira unidade hoteleira de Portugal a fazer um biodiversity check, de onde saíram várias recomendações, entre as quais a de desenvolver a oferta de serviços associados à biodiversidade local. É interessante pensar que seremos provavelmente a primeira unidade hoteleira do mundo a fazer desconto para nature sketchers”, explicou João de Mello, dono e gerente do Almáa.

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Descobertas nove novas espécies de tarântulas no Brasil


Nove novas espécies de tarântulas foram descobertas no leste brasileiro, duplicando o número de espécies conhecidas naquela área. No entanto, segundo os investigadores, estas tarântulas estão ameaçadas ou mesmo em perigo de extinção.

As espécies agora descobertas incluem quatro Typhochlaena, vista pela última vez em 1850. Assim, são agora conhecidas cinco Typhochlaena, num total de 40 espécimens recolhidos.

As outras espécies encontradas são também raras e ameaçadas, devido à perda de habitat ou tráfico ilegal de animais exóticos.

De acordo com os investigadores que coordenaram a operação, esta descoberta prova que há muitas outras espécies de tarântulas – e não só – por descobrir na floresta amazónica, um autêntico epicentro de biodiversidade.

Leia a notícia do Scientific American, com mais informações sobre as tarântulas.

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Estudo demonstra como e quando evoluiu a capacidade de ver


A opsina, uma proteína sensível à luz e que é chave na nossa visão, poderá ter evoluído mais cedo e com menos mudanças genéticas do que se pensava, segundo um novo estudo da National University of Ireland e da University of Bristol.

O estudo, que foi publicado na segunda-feira na PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), utilizou simulações em computador para chegar a uma imagem detalhada de como e quando as opsinas evoluíram, nos animais e seres humanos.

As origens de evolução da visão têm sido alvo de um longo debate, sobretudo devido aos relatórios inconsistentes das relações filogenéticas entre os animais que mais cedo possuíram opsinas.

Neste estudo, os investigadores começaram por fazer uma análise computacional de todas as hipóteses de evolução das opsinas existentes até à data. A análise incorporou toda a informação genómica disponível de todas as linhagens de animais relevantes, incluindo um novo grupo sequenciado de Oscarella Carmela e os cnidários, um grupo de animais marinhos que, acredita-se, possuiu os primeiros olhos do mundo.

Utilizando esta informação, os investigadores desenvolveram um cronograma com um antepassado da opsina, comum a todos os grupos que apareceram há 700 milhões de anos. Esta opsina era considerada “cega”, mas ainda assim passou por mudanças genéticas durante os 11 milhões de anos em que transmitiu a capacidade de detectar luz.

“A grande importância do nosso estudo teve como pano de fundo o facto de termos encontrado a mais antiga origem da visão, e que ela se originou apenas uma vez nos animais. Isto é uma descoberta fantástica porque implica que o nosso estudo descobriu, como consequência, como e quando a visão evoluiu nos seres humanos”, explicou Davide Pisani, um dos investigadores.

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Alterações climáticas podem alterar cadeia alimentar marinha


O aumento da temperatura dos oceanos está a colocar em causa a cadeia alimentar dos Oceanos, a começar nos fitoplânctones, conjunto de organismos aquáticos microscópicos, com capacidade fotossintética, e que vivem dispersos na água, flutuando.

Ora, os fitoplânctones são a base da pirâmide da cadeia alimentar marinha, pelo que é de temer uma disrupção, a curto prazo, neste sistema.

“Os fitoplânctones evoluíram muito bem nas temperaturas correntes, mas se não o continuarem a fazer, o aquecimento deste século irá levar a que a sua diversidade nos oceanos tropicais decresça consideravelmente”, explicou Mridul Thomas, autor do estudo da Michigan State University.

Para além de serem a base da cadeia alimentar marinha, estes microrganismos consomem perto de metade do dióxido de carbono que entra na atmosfera, levando-o consigo, para o fundo do mar, quando morrem.

Por isso, disrupções significativas no mundo dos fitoplânctones podem ter uma enorme repercussão no fornecimento de alimento global e na quantidade de dióxido de carbono que fica na atmosfera, acelerando assim as mudanças climáticas.

Ainda que esta teoria seja “especulativa”, como afirma Michael Lemonick, do site Climate Central, a verdade é que os fitoplânctones são altamente sensíveis à temperatura da água. A sua taxa de crescimento reduz-se consideravelmente quando a temperatura da água muda, especialmente quando fica mais quente.

É possível que estes pequenos organismos se adaptem também ao aumento das temperaturas dos Oceanos, mas podem não fazê-lo naturalmente.

“As cadeias alimentares são muito complicadas. Se os fitoplânctones são afectados, isso afectará muitas outras espécies”, conclui Colin Kremer, co-autor do estudo.

Leia – ou releia – a notícia da revista Science.

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Tubarão-touro tem a mordida mais forte


Apesar do seu pequeno tamanho – dois metros, em média – o tubarão-touro é a espécie de tubarão com a mordida mais forte, concluiu um estudo da Universidade da Florida, Estados Unidos.

O estudo foi realizado por investigadores alemães e norte-americanos e levou ao exame da mordida de 13 espécies. Surpreendentemente, não foi a mordida do tubarão-branco ou tubarão-martelo, que chegam, respectivamente, aos 7,5 e seis metros, considerada a mais forte.

O tubarão-touro adapta-se facilmente a ambientes diferentes: a espécie tanto pode viver em água salgada como doce, em grandes profundidades ou regiões mais raras.

O estudo não conseguiu descobrir porque razão este pequeno tubarão tem a mordida mais forte, mas há uma teoria. Como o tubarão-touro gosta de viver em águas turvas, que têm uma visibilidade mais difícil, eles têm de desenvolver uma mordida forte para não deixarem fugir as presas.

Os investigadores realçam, porém, que um tubarão-branco de 7,5 metros terá sempre uma mordida mais forte que um tubarão-touro pequeno, nem que seja pela diferença de tamanhos. O estudo compara pesos semelhantes, e aí o touro é mais forte.

Leia o estudo.

“Tem tudo a ver com a profundidade das mandíbulas, para além de que os tubarões-touro têm cabeças muito longas”, explica Philip Motta, um dos biólogos marinhos responsáveis pelo estudo. “Vimos tartarugas cortadas ao meio com uma mordidela de tubarão-touro, e é preciso muita força para o fazer”, continuou.

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