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Tag Archive | "energia nuclear"

Fukushima terá 100% de energia renovável até 2040


A província de Fukushima, no norte do Japão, devastada há quase três anos por um sismo e de seguida por um tsunami – que causaram efeitos nefastos à sua central nuclear –, prometeu tornar-se 100% sustentável até ao ano de 2040, refere um artigo publicado na CleanTechnica.

Fukushima pretende usar energia renovável que será gerada através de iniciativas das comunidades locais de toda a província – onde vivem cerca de dois milhões de pessoas. A promessa, anunciada numa conferência durante esta semana, vai contra os planos do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe de voltar a usar energia nuclear em todo o país.

“O governo japonês é muito negativo”, afirmou Tetsunari Iida, director do Instituto de Políticas de Energia Sustentável. “Os governos locais como o de Fukushima ou o de Tóquio são muito mais activos e progressistas que o governo nacional que está ocupado por pessoas da indústria”.

Paralelamente, o antigo primeiro-ministro japonês, Morihiro Hosokawa, foi candidato de uma plataforma anti-nuclear à presidência da câmara de Tóquio. A eleição, que decorreu a 9 de Fevereiro último, era tida como um referendo à tentativa governo japonês reiniciar os reactores nucleares e, no futuro, toda a energia nuclear do país. Hosokawa perdeu, mas disse que iria continuar a sua luta anti-nuclear.

“Tóquio anda a colocar as centrais nucleares e os resíduos nucleares em outras regiões, ao mesmo tempo que desfruta da conveniência da electricidade enquanto grandes consumidores”, disse Hosokawa numa conferência de imprensa durante o passado mês de Janeiro. “O mito de que a energia nuclear é limpa e segura terminou. Voltar a activar as centrais nucleares seria um crime contra as gerações futuras”.

Foto: hige-darumaひげだるまattractive woman Version / Creative Commons

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Coreia do Sul fecha reactores nucleares e avisa para falta de energia no Inverno


A Coreia do Sul desactivou hoje dois reactores nucleares cujos componentes anexos não tinham recebido certificação oficial, anunciaram as autoridades. Os dois reactores, que pertencem à central de Yeonggwang, podem ter peças defeituosas.

Este encerramento levará a central nuclear a ficar sem trabalhar até ao início do próximo ano, o que levou o ministro da Economia e Conhecimento sul-coreano, Hong Suk-Woo, a avisar para uma falta de energia eléctrica “sem precedentes” no País durante o Inverno.

“Precisamos de controlos de segurança exaustivos nos dois reactores, onde existem abundantes componentes não certificados. É inevitável que tenhamos escassez de electricidade sem precedentes durante o Inverno”, advertiu Suk-Woo.

O operador da central, a Korean Hydro & Nuclear Power Co, descobriu que oito fornecedores venderam um total de 7.682 itens com certificados de qualidade falsificados. As vendas ocorreram entre 2003 e 2012 – ou seja, continuaram no pós-Fukushima.

O valor total das vendas chegou aos €584 mil (R$ 1,5 milhões).

Os dois reactores representam cerca de 5% do total de fornecimento de energia da Coreia do Sul, o que irá provocar uma grave crise energética no País, até porque as temperaturas de algumas regiões chegam a vários graus negativos durante o Inverno.

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Japão: lobby da indústria convence Governo a adiar fim da energia nuclear


O Governo japonês adiou o desligamento de todos os seus reactores nucleares, que deveriam ser progressivamente encerrados até 2040. Segundo o Guardian, o ministro da Indústria japonês, Yukio Edano, já confirmou que é impossível cumprir este prazos.

“Não podem ser apenas os governantes a tomar a decisão de sermos livres de energia nuclear durante a década de 2030. Também depende na vontade dos consumidores [de electricidade], da inovação tecnológica e do ambiente internacional para a energia durante a próxima década ou duas”, explicou o responsável.

O volte-face surgiu depois de líderes industriais e de negócios terem afirmado que a mudança poderia ser negativa para a economia, ao forçar as empresas a mudarem a produção para o estrangeiro devido ao alto preço de petróleo e gás importado.

Em Março de 2011, recorde-se, o Japão sofreu um dos piores desastres nucleares da história, em Fukushima, o que levou o seu Governo a repensar os planos para a energia nuclear – e apressar o desligamento de todos os reactores. Planos que foram agora postos de lado, ainda que o Governo continue a garantir que é apenas uma questão de tempo até todos os reactores nucleares sejam desligados.

“O nosso objectivo passa por termos zero energia nuclear na década de 2030, mas nunca dissemos que o conseguiremos atingir. [Sabemos que esse] é o desejo da grande maioria dos japoneses”, explicou o primeiro-ministro, Katsuya Okada.

Apenas dois dos 50 reactores nucleares japoneses foram desligados depois da tragédia de Fukushima, por razões de segurança. Por outro lado, há dois novos reactores em construção, que podem durar até 2050. No mix energético do Japão, a energia nuclear corresponde a uma quota de 30%.

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Japão já não tem energia nuclear. Electricidade pode faltar no Verão.


No sábado, o Japão desligou-se da energia nuclear. É a primeira vez em quarenta anos que o Japão não tem nuclear – há 54 reactores parados – pelo que as autoridades receiam não ter electricidade suficiente para os picos de consumo no Verão.

O último reactor a ser desligado foi o número 3 da central nuclear Tomari, na província de Hokkaido. O reactor, o único em funcionamento em todo o país, começou agora um período de 70 dias de trabalhos de manutenção, deixando um vazio nuclear com consequências difíceis de prever.

A última vez que o Japão ficou sem energia nuclear foi em Maio de 1970, quando os únicos dois reactores do país – nas províncias de Ibaraki e Fukui – foram encerrados para manutenção, segundo a Federação das Companhias Eléctricas do Japão, citada pela agência Reuters.

Antes da catástrofe de Fukushima, causada pelo tsunami a 11 de Março de 2011, os 54 reactores japoneses eram responsáveis por 30% da electricidade a nível nacional. O objectivo do país, aliás, era apostar em força no nuclear, fazendo subir essa percentagem até aos 50% em 2030.

É claro que, desde Fukushima, o maior acidente nuclear desde Chernobil, em 1986, a política energética do país mudou. Um por um, os reactores japoneses foram encerrados.

Assim, da noite para o dia, o Japão está confrontado com a necessidade de encontrar uma alternativa para suprir 30% do seu consumo eléctrico, que vinha do nuclear, de modo a evitar cortes no abastecimento – que não estão fora de questão este ano.

A 1 de Maio foi relançada a iniciativa Cool Biz, que permite aos funcionários em escritórios do Governo trabalharem sem gravatas e arregaçar as mangas, para enfrentar o calor sem ares condicionados. As empresas também têm adoptado formas de poupar electricidade, como as lâmpadas LED.

Veremos então como serão os próximos meses para o País. Se conseguir resistir a reactivar a energia nuclear, o País nipónico pode tornar-se num case study de política energética. Caso contrário, será uma questão de tempo até o nuclear voltar a surgir nas agendas dos países desenvolvidos.

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Alemãs RWE e E.ON desistem de planos para construir centrais nucleares no Reino Unido


As empresas de energia alemãs RWE e E.ON abandonaram o projecto Horizon, de construção de reactores nucleares da próxima geração, de acordo com um comunicado colocado no site da joint-venture. Segundo um analista da indústria, a principal causa desta desistência terá sido o abandono do Governo alemão da aposta na energia nuclear, anunciado após o desastre de Fukushima, no Japão.

“Esta é uma consequência óbvia do que aconteceu na Alemanha no ano passado. É um estrago incrível – não imaginamos a importância que isto tem para a economia do norte de Gales. Este programa é maior que todos os Jogos Olímpicos, e o Governo tem agora de tentar encontrar outro comprador”, explicou ao Guardian a mesma fonte.

A RWE confirmou a sua desistência da joint-venture Horizon esta manhã, colocando à venda a sua quota. A E.ON, outra acionista do projecto, fará o mesmo.

Segundo o The Guardian, o projecto não será abortado. Pelo contrário, as infraestruturas deverão ser compradas pela francesa EDF. As duas primeiras centrais nucleares de última geração vão ser construídas em Wylfa, no País de Gales, e Oldbury, Gloucestershire.

A Horizon planeia ter 6.000 MW em novas centrais, em Inglaterra, até 2025.

“A desistência da E.ON e da REW é muito desapontante, mas os parceiros explicaram claramente que esta decisão foi baseada em pressões feitas noutras áreas do seu negócio, e não por causa de dúvidas que tivessem sobre o papel do nuclear no futuro energético do Reino Unido”, explicou o ministro inglês da Energia, Charles Hendry.

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Opinião GS: Um ano depois de Fukushima, a Alemanha está cada vez menos refém do nuclear


“A transição para uma nova política energética é o projecto do século para os alemães. É a atitude certa e é fazível. Mas, em termos de implementação, grande parte do trabalho ainda está por fazer. O calendário é apertado e a expansão da rede o maior dos desafios. E os outros países estão a observar muito de perto a forma como a Alemanha está a trabalhar”.

A frase pertence a Michael Süß, CEO da Siemens para a área da energia e membro do conselho de gestão, e revela bem a forma cautelosa como a Alemanha reagiu a um acontecimento que, directamente, não a atingiu: a tragédia de Fukushima.

A distância entre Tóquio e Berlim são 8.900 quilómetros mas, nesse 11 de Março de 2011, encurtou-se drasticamente. Ao som das sirenes que acordaram Fukushima e as cidades contíguas, outras sirenes – menos literais – tocaram a 9.000 quilómetros de distância.

A razão não era para menos. Poucos meses antes, a chanceler Merkel tinha renovado o compromisso nuclear alemão. Depois do desastre japonês, o Governo alemão mandou fechar provisoriamente – e depois permanentemente – oito centrais nucleares.

Semanas depois, outra boa nova. Até 2022, a Alemanha vai abandonar a energia nuclear e encerrar as suas 18 centrais nucleares. O projecto, como revelou Michael Süß, é desafiante e todas as outras potências nucleares estão de olho no País. É que os objectivos são mesmo complexos: a nova política energética alemã prevê o corte das emissões de CO2 em 80% até 2050 e aumentar a quota das renováveis, até à mesma data, em 80%.

Dentro de dez anos, um total de 20 GW de capacidade suportada, actualmente, pelas centrais nucleares, terá de ser gerada através de outra fonte. O volume de investimentos também será brutal: €20 mil milhões (R$ 47,3 mil milhões) por ano.

Para completar esta transição energética alemã, a cereja no topo do bolo: em Setembro de 2011, a Siemens anunciou que deixaria de colaborar com a energia nuclear. Estavam lançados os dados.

Entretanto, os primeiros resultados da nova política energética alemã já são visíveis. A quota da energia nuclear caiu dos 22 para os 18%, devido sobretudo ao fechamento das oito centrais nucleares. A percentagem das renováveis no mix energético, por outro lado, subiu dos 16% em 2010 para os 20% em 2011, impulsionada pelo solar fotovoltaico.

São boas notícias, mas ainda há muitos desafios. Esta transição tem de ser inteligente e baseada na eficiência energética e de recursos e na inovação tecnológica. E há vários riscos: o burocrático, relacionado com o tempo previsto para planeamento e aprovações; o da falta de capacidade para investimento; e o da competitividade da indústria alemã, caso os custos energéticos sejam demasiado elevados.

Leia o relatório da Siemens sobre a transição energética alemã e vejas as histórias que a multinacional partilhou no seu site sobre o mesmo tema.

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