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Projecto de reutilização deixa Lisboa e chega pela primeira vez a Guimarães


O Troca-te, projecto que promove a reutilização em Portugal, vai sair pela primeira vez de Lisboa, chegando no próximo sábado, 17 de Novembro, a Guimarães. O evento realiza-se entre as 15h e as 19h na Fraterno, o Centro Comunitário de Solidariedade e Integração Social, a convite da AVE.

O Troca-te prevê a troca de livros, CD, filmes ou roupa, levando a que o conceito de reutilização contribua para um mundo sustentável.

Como entrada no evento poderão ser doados bens alimentares, que serão reencaminhados para quem mais precisa. Todos os excedentes de artigos que não forem trocados serão também doados à Fraterna, que os distribuirá a terceiros.

Segundo explica a organização, às 18h será exibido o documentário Living Without Money – ou Viver Sem Dinheiro – onde é dado o testemunho de alguém que há 16 anos vive apenas de trocas.

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“Agricultural Montain”: a torre de palha que está em exposição em Guimarães (com fotos)


“Agricultural Montain”, que foi construída com fardos de palha e que está em exposição na Veiga de Creixomil, em Guimarães, foi um dos cinco vencedores do concurso “Performance Architecture”, organizado pela Capital Europeia da Cultura 2012.

O projecto, com 12 metros e meio de altura, que tem aguçado a curiosidade dos que por ali passam, foi criado pelo colectivo Intervenção Urbana Temporária (IUT), constituído pelos arquitectos Nuno Cruz, Bruno Gomes e António Lopes.

“Depois de várias propostas, achámos que seria interessante fugir um bocado do centro da cidade, onde imaginámos que a maior parte das propostas iriam incidir”, refere Nuno Cruz ao justificar a escolha pelo local. O objectivo é “trazer a cultura ao universo rural e agrícola”, pois, à semelhança de todo o Vale do Ave, “Guimarães tem umas características especiais que combinam o rural e o urbano, em pano de fundo”, explica o arquitecto.

A escolha de fardos de palha permitiu criar “um grande volume sem grandes custos e sem que danificasse o terreno”, garante. Além disso, é um material que os arquitectos consideram possuir características especiais em termos de textura e também de cor: “Se vir este projecto com a luz do pôr-do-sol, ele fica com um “dourado fantástico”.

Para além da visibilidade exterior, a montanha de fardos de palha tem uma função lúdica e interactiva, explica o Público.  ”Nós privilegiamos essa relação com a palha e, portanto, é suposto as pessoas irem para lá, subirem as escadas, o que obriga a pôr as mãos na palha”, algo que “as crianças adoram”, revela o arquitecto.

A instalação é composta por dois espaços fundamentais: a escadaria, onde as pessoas podem estar a “apreciar as vistas e a relaxar”, e um espaço interior, de reflexão, onde se pode estar “calmamente, sem o ruído dos carros que passam na via rápida”, clarifica Nuno Cruz.

A “Agricultural Montain” vai permanecer até meados de Setembro em Guimarães, dependendo das condições climatéricas.

 

 

 

 

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Shelter byGG: um quarto ao ar livre que vai estar em Guimarães até Dezembro


A partir da próxima semana, vai ser apresentado em Guimarães o Shelter ByGG, um objecto escultório habitável, da autoria de Gabriela Gomes. O projecto vai poder ser visto na cidade até Dezembro, no âmbito da Capital Europeia da Cultura.

“Gabriela Gomes criou um módulo habitável, convidando-nos a dormir numa escultura instalada no espaço púbico. O módulo tem um quarto duplo com WC integrado, pensado para o conforto e a privacidade dos utilizadores. A componente estética não ficou esquecida e é um dos pontos fortes deste projecto”, pode ler-se no comunicado à imprensa.

Na construção e funcionamento deste “casulo/quarto”, são visíveis as preocupações ambientais, nomeadamente a sustentabilidade pela utilização de materiais não poluentes e recicláveis (CORwall, Aglomerado Expandido de Cortiça, OSB e madeira) e ecoeficiência energética pelo uso da energia solar (painéis fotovoltaicos) e iluminação com tecnologia LED.

Este projecto vai de encontro à linha de trabalho da autora que tem como marca característica “converter objectos escultóricos em objectos de design” e transformá-los em produtos do quotidiano.

O Shelter byGG, considerado um “objecto itinerante”, será, numa primeira fase,  instalado e apresentado na Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, mas a sua fácil deslocação num TIR permitirá que circule posteriormente por outros lugares sem necessidade de infraestruturas.

Até ao final do ano, os mais aventureiros vão inclusive poder desfrutar de uma noite diferente neste espaço, bastando, para tal, fazer a reserva para duas pessoas no site do projecto. O preço por noite é de €100 (257R$) e inclui tisanas biológicas, frutas desidratadas naturais, água, compotas e sabonetes enriquecidos com shea butter.

 

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Carris chega a Guimarães em parceria com a Arriva


A Carristur e a Arriva lançaram hoje o Guimarães Tour, um circuito turístico em sistema hop-on hop-off que será realizado num minibus descapotável e passará pelos principais monumentos e zonas de interesse turístico da actual Capital Europeia da Cultura.

O Guimarães Tour começa a viagem no Largo do Toural, passando sucessivamente pelo Largo República do Brasil, Teleférico, o Paço dos Duques de Bragança e o Castelo de Guimarães. Vai funcionar de terça-feira a domingo, com uma duração aproximada de 45 minutos.

O circuito terá nove partidas diárias da Alameda de São Dâmaso – 9h30, 10h30, 11h30, 12h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30 e 18h30.

Os bilhetes têm a validade de 24 horas e custam €10 por adulto (R$25,8), €5 (R$12,9) por criança dos 4 aos 12 anos e €7,5 (R$19,4) na vertente Desconto (ou seja, quando são comprados quatro ou mais bilhetes).

O grupo Arriva é parceiro da Carristur nesta exploração. É um dos maiores grupos de serviço de transporte na Europa, sendo detentor dos TUG, operação urbana no concelho de Guimarães.

No primeiro trimestre de exploração do circuito, a informação turística a bordo será disponibilizada por uma guia-intérprete que dará a conhecer, em três idiomas (Português, Espanhol e Inglês), a história, as curiosidades e os pormenores que fazem de Guimarães uma das cidades mais especiais do nosso País.

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Fibrenamics organiza workshop sobre aplicação das fibras na engenharia civil


A Universidade do Minho, através da Tecminho, e a Fibrenamics estão a organizar um workshop sobre construção civil, um evento que abordará temáticas relacionadas com a aplicação das fibras na engenharia civil. O evento realiza-se a 20 de Junho em Guimarães.

Segundo explicou a organização ao Green Savers, o workshop tem como ponto de partida a partilha de ideias sobre os últimos avanços científicos que possibilitam a geração de conhecimento entre as comunidades científica e empresarial.

Confirmadas estão já as presenças de Cristina Pereira, da Universidade do Minho – que irá abordar os varões em material compósito para a monitorização e reforço do betão –; Joaquim Barros, da mesma universidade, que falará sobre a utilização de fibras no desenvolvimento de novos sistemas construtivos e na reabilitação do património construído; Joana Sousa Coutinho, da FEUP, que explicará a utilização de cofragens de permeabilidade controlada e Filipe Dourado, da S&P Reiforcement, que vai falar sobre o uso de materiais compósitos na reabilitação de estruturas.

Veja aqui o programa.

A iniciativa é coordenada pelo professor Raul Fangueiro e as inscrições são gratuitas – mas carecem de confirmação obrigatória através do email fibrenamics@fibrenamics.com – ou pelo telefone 253 510 204.

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José Mendes, vice-reitor da Universidade do Minho: “[Braga] terá um futuro risonho”


“O ecossistema de inovação e empreendedorismo da Universidade do Minho inclui um universo de 120 empresas, que empregam mais de 2.000 pessoas e geraram em 2010 um volume de negócios de cerca de €360 milhões”. As palavras são de José Mendes, vice-reitor e responsável pelas áreas de Inovação & Empreendedorismo da Universidade do Minho.

Numa entrevista exclusiva ao Green Savers, o responsável abordou os projectos de inovação da universidade, o investimento em start ups e a relação entre a academia a região. “[Braga] tem um potencial muito interessante e um futuro risonho. Assim as políticas públicas o permitam”.

A Universidade do Minho (UMinho) é muito activa nos projectos relacionados com a inovação na sustentabilidade. A que se deve a aposta tão grande nesta área?
A inovação e o empreendedorismo estão no ADN da UMinho desde a sua criação. Tipicamente, a Universidade aposta na inovação de base tecnológica. O que acontece é que emergiram nos últimos anos sectores como as tecnologias limpas (cleantech), nas quais se expressa muitas das inovações desenvolvidas nesta instituição.

Tenho notado também que há vários projectos de empreendedorismo, normalmente desenvolvidos por ex-alunos da UMinho, que são apoiados por vós (exemplo: Plantit). Como decidem em que projectos investem? Como fazem essa selecção, essa triagem?
O empreendedorismo da UMinho expressa-se de três formas diferentes: o percurso formal de criação de empresas spin-off, a criação espontânea de empresas por membros da comunidade académica e a participação da própria universidade em empresas/fundações/associações. Apenas neste último caso há lugar à participação no capital social por parte da UMinho.

Nos outros casos, há proximidade e apoio da Universidade, por exemplo através de licenciamento de tecnologia patenteada, mas as empresas são detidas pelos alunos, ex-alunos e investigadores. Em todos os casos há lugar a uma avaliação do mérito dos projectos, nomeadamente o requisito de ser assente em conhecimento.

Para além da Plantit, que outros projectos foram ajudados pela UMinho nos últimos anos? E qual o total do investimento?
O ecossistema de inovação e empreendedorismo da UMinho inclui um universo de 120 empresas, que empregam mais de 2.000 pessoas e geraram em 2010 um volume de negócios de cerca de €360 milhões. O apoio da Universidade não está quantificado porque é normalmente indirecto, através de acesso ao conhecimento e à incubação.

Como decorre, normalmente, este processo? É o empreendedor que vai ter com o UMinho? Que critérios tem de preencher?
Normalmente o empreendedor apresenta o seu projecto de empresa à TecMinho, que é a interface universidade-indústria detida pela UMinho, a qual mediante avaliação lhe atribui o estatuto de empresa do ecossistema de inovação e empreendedorismo da Universidade do Minho.

Para a UMinho investir num projecto destes, é obrigatório que o empreendedor tenha sido aluno da universidade?
A UMinho não investe directamente. Nos casos em que presta apoio, o empreendedor tem de ser estudante ou investigador da Universidade.

Qual a importância da sustentabilidade e dos projectos relacionados com o desenvolvimento sustentável para a UMinho?
A própria Universidade mantém um programa de eficiência energética e patrocina estudos de avaliação da qualidade de vida nos campi de Braga e Guimarães.

A UMinho tem ganho um grande mediatismo a nível nacional, ocupando um lugar, em termos de inovação, até agora detido pelas universidades de Lisboa, Coimbra e Aveiro. Esta afirmação está correcta? A que se deve esta emancipação nacional?

Não é correcto que as universidades de Lisboa, Coimbra ou Aveiro detivessem lugares de maior destaque nacional em matéria de inovação e empreendedorismo. De forma nenhuma. A UMinho é pioneira em Portugal na actividade de transferência de tecnologia, detendo a mais antiga estrutura autónoma para o efeito. É actualmente a Universidade que mais receitas gera em matéria de licenciamento e venda de patentes.

Se considerar, por exemplo, o Concurso Nacional de Inovação do BES, o mais importante em Portugal e que é aberto a universidades, inventores e empresas, sem restrições, verifica que a UMinho tem exercido uma presença dominante: em sete anos foi por duas vezes vencedora do Grande Prémio (duas últimas edições) e venceu o prémio sectorial por dez vezes.

Acresce que as duas maiores transacções de startups tecnológicas que aconteceram em Portugal tiveram origem na UMinho: a Enabler, que foi comprada pela indiana Wipro; e a Mobicomp, que foi comprada pela americana Microsoft.

Onde vê a UMinho, ao nível do empreendedorismo e inovação, dentro de 10 anos?
A UMinho continuará a enriquecer o seu ecossistema de inovação e empreendedorismo e espera manter na próxima década o papel de líder que já conquistou.

Com a cidade de Braga a afirmar-se como um pólo tecnológico e de inovação – entre outros – como podem a região e os seus habitantes ganhar com este florescimento? Ou seja, como pode a UMinho contribuir para o desenvolvimento e retenção de talentos na região e garantir mais emprego qualificado aos seus habitantes?
A combinação de população jovem, formação em todas as áreas do conhecimento (da medicina às engenharias, humanidades e artes), a presença de mais de 1.000 doutorados, um tecido empresarial muito dinâmico e inovador e aquele que é provavelmente o melhor programa de empreendedorismo do país confere à região um potencial muito interessante e um futuro risonho. Assim as políticas públicas o permitam.

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