Foi hoje publicado o Boletim de Eletricidade Renovável mensal da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), que indica que nos primeiros sete meses do ano, 70% da eletricidade gerada em Portugal Continental foi de origem renovável.
Os dados mostram que entre os meses de janeiro e julho de 2021 foram gerados 28 560 Gigawatt-horas (GWh) de eletricidade, correspondendo 19 980 GWh às energias renováveis. A incorporação renovável evitou a emissão de 7,6 Megatoneladas de dióxido de carbono (MtCO2eq), tal como o gasto de 325 milhões de euros em licenças de emissão de CO2 e 1050 milhões de euros na importação de eletricidade proveniente de combustíveis fósseis.
De acordo com a APREN, Portugal foi o quarto país com maior incorporação renovável na geração de eletricidade, sendo apenas ultrapassado pela Noruega, pela Áustria e pela Dinamarca, que obtiveram 99,5%, 83,9% e 71,4%, respetivamente. As fontes renováveis que mais se utilizaram foram a hídrica (34%) e a eólica (26%), vindo apenas posteriormente a biomassa e a solar, com percentagens inferiores a 10%.
No mesmo período, foi registado um preço médio horário no Mercado Ibérico de Eletricidade em Portugal de 63,2 euros por Megawatt-hora (MWh), o que colocou o país como o terceiro com o preço médio de eletricidade mais elevado. Em segundo lugar está Espanha, com 63,5 euros por MWh, e em primeiro Itália, com 71,7 euros por MWh.
“Apesar da elevada incorporação renovável em Portugal, o preço da eletricidade no mercado spot ibérico tem estado em alta, fruto da tendência de crescimento do preço das licenças de emissão no mercado europeu de licenças de CO2 e da subida do preço do gás natural”, explica a Associação no Boletim.










