Galiza: de adega em decadência a fantástica casa moderna

Como uma antiga adega e estábulo em mau estado, na nossa vizinha Galiza, são hoje uma das mais fantásticas moradias de pedra que já por aqui partilhámos.

Green Savers

No Green Savers somos fãs de projectos arquitectónicos que recuperam casas antigas e os transforam em moradias contemporâneas, centros culturais ou comunitários. O mais recente acrescento à longa lista de projectos de reabilitação e recuperação arquitectónica situa-se na região de Ribeira Sacra, na Galiza, e transformou uma antiga adega em mau estado – A’Bodega – numa casa de pedra contemporânea.

O projecto foi desenhado pela Cubus Arquitectura, de Barcelona, que renovou este antigo armazém de vinho, bebidas espirituosas e carne e o pôs à disposição de uma – sortuda – família, num total de três quartos, várias áreas de estar e terraços isolados.

Originalmente, o edifício consistia em paredes de pedra tradicionais, sem argamassa, com um pé direito com o dobro da altura, uma vez que era utilizado também como palheira. O espaço agora alberga duas suítes, enquanto o outro espaço disponível, onde se guardavam os animais e ficava a adega, funciona como sala de estar e inclui o terceiro quarto.

Segundo o Inhabitat, a moradia encontra-se parcialmente enterrada, sendo quase invisível do lado da estrada. Assim, os dois volumes têm a fachada este virada para a magnífica paisagem galega. Para compensar a falta de aberturas de um dos lados, a casa tem duas grandes claraboias para trazer luz natural para o interior.

“Ao esvaziarmos os cantos pudemos criar pátios que nos oferecem vistas diagonais, luz interior e ventilação cruzada”, explicaram os arquitectos ao Inhabitat. “Esta estratégia tem como pano de fundo não as janelas mas o vazio das fachadas, dando a sensação de uma casa sem janelas mas estabelecendo uma relação continua entre a paisagem, interior e exterior”.

Para construir o tecto, os arquitectos utilizaram ardósia reciclada de uma antiga casa vizinha. O interior é dominado pela madeira, mobiliário moderno e a cerâmica tradicional.

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