Fujifilm lança ressonância magnética que reduz dependência de hélio para promover a sustentabilidade na área da saúde

De nome Echelon Synergy ZeroHelium, o aparelho de 1,5 Tesla representa o que a empresa diz ser “um avanço relevante na redução do impacto ambiental dos equipamentos de imagiologia médica, mantendo elevados padrões de desempenho clínico”.

Redação

A Fujifilm lançou uma nova máquina de ressonância magnética com a qual pretende reduzir a dependência do setor da saúde face ao hélio líquido, um recurso natural escasso, não renovável e classificado como mineral crítico.

De nome Echelon Synergy ZeroHelium, o aparelho de 1,5 Tesla representa o que a empresa diz ser “um avanço relevante na redução do impacto ambiental dos equipamentos de imagiologia médica, mantendo elevados padrões de desempenho clínico”.

Tradicionalmente, os sistemas de ressonância magnética dependem de grandes quantidades de hélio líquido para manter os ímanes supercondutores a temperaturas extremamente baixas, condição essencial para a obtenção de imagens de elevada qualidade. No entanto, a disponibilidade global deste recurso é cada vez mais limitada, tornando a sua utilização um desafio crescente para várias indústrias, incluindo a área da saúde.

Com a tecnologia ZeroHelium, a Fujifilm diz eliminar a necessidade de aproximadamente 2.000 litros de hélio líquido que são habitualmente utilizados em sistemas convencionais de ressonância magnética.

Em vez desse gás encontrado em depósitos subterrâneos de gás natural formados ao longo de milhões de anos, o novo equipamento usa um sistema de arrefecimento baseado em cobre, que, segundo a Fujifilm, é capaz de manter a supercondutividade do íman a cerca de 269 graus Celsius negativos. Esta arquitetura assegura estabilidade e desempenho na aquisição de imagem, simplificando a gestão e manutenção do equipamento, salienta a empresa.

O sistema integra ainda funcionalidades destinadas a aumentar a eficiência energética. De acordo com a informação avançada, o “ECO Mode Plus” ajusta automaticamente a potência de refrigeração necessária ao íman, evitando o funcionamento contínuo dos compressores e contribuindo para um consumo energético mais eficiente.

A nova máquina incorpora também tecnologia que permite melhorar a qualidade das imagens e reduzir o tempo de aquisição dos exames, ao complementar dados de amostragem reduzidos com informação processada por inteligência artificial.

Para Ricardo Amado, diretor de Sistemas Médicos da Fujifilm Portugal, o novo aparelho “representa uma nova geração de sistemas de ressonância magnética, desenvolvida para responder simultaneamente às necessidades clínicas, económicas e ambientais do setor da saúde”.

“Ao eliminar a utilização de hélio líquido, um recurso escasso e cada vez mais caro, esta tecnologia contribui para uma maior sustentabilidade e redução dos custos operacionais das instituições de saúde”, destaca o responsável.

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