Nova espécie de aranha descoberta na Colômbia batizada em homenagem aos Pink Floyd

Trata-se da espécie Pikelinia floydmuraria, que não só revela os hábitos de vida do animal, como também serve como homenagem à banda de rock britânica Pink Floyd e ao seu álbum “The Wall” de 1979.

Redação

Na cidade de Ibagué, na Colômbia, uma equipa de cientistas de instituições da América do Sul descobriu uma nova espécie de aranha que parece ter conseguido adaptar-se eficazmente a ambientes urbanos.

Trata-se da espécie Pikelinia floydmuraria, que não só revela os hábitos de vida do animal, como também serve como homenagem à banda de rock britânica Pink Floyd e ao seu álbum “The Wall” de 1979. O segundo nome da espécie (também conhecido, na gíria científica, por epíteto específico) resulta da combinação de duas palavras: “Floyd”, em referência ao grupo musical, e “muraria”, que deriva da palavra em latim para “parede” ou “muro”.

Esta espécie está associada a ambientes urbanos e vive sobretudo em fendas em muros e paredes. Alguns exemplares recolhidos pelos investigadores em 2024 e 2025 foram encontrados precisamente em paredes de edifícios, em muros perto de postes de iluminação e até em paredes de parques de estacionamento.

Fêmea (à esquerda) e macho (à direita) de aranha Pikelinia floydmuraria. Foto: Julio C. González-Gómez.

A equipa sugere que, dada a abundância de animais registada, a P. floydmuraria está bem adaptada a ecossistemas modificados pelos humanos.

Num artigo publicado recentemente na revista ‘Zoosystematics and Evolution’, revelam que essas aranhas são caçadoras exímias, alimentando-se sobretudo de insetos como moscas, besouros e formigas. São capazes de capturar presas seis vezes maiores do que elas e tendem a construir teias perto de candeeiros de rua, por exemplo, para poderem apanhar insetos que sejam atraídos pela luz.

Os autores deste estudo consideram que, por serem predadoras, as aranhas P. floydmuraria ajudam a manter sob controlo as populações de insetos que, sem essa predação, poderiam aumentar consideravelmente e afetar a saúde do ambiente urbano.

Apesar dessa grande importância, as aranhas P. floydmuraria medem apenas entre três e quatro milímetros de comprimento, com um corpo de um castanho-claro, quase bege, e patas esguias e longas, especialmente o par mais dianteiro.

Embora meçam poucos milímetros de comprimento, estas aranhas alimentam-se de insetos, como formigas e baratas, pelo que ajudam a manter saudáveis os espaços urbanos em que vivem, juntamente com os humanos. Foto: Foto: Julio C. González-Gómez.

A nova espécie é também aparentada de uma outra do mesmo género, a Pikelinia fasciata, que vive nas Ilhas Galápagos. Separadas pelo Oceano Pacífico e pela cordilheira dos Andes, as duas espécies são muito parecidas, pelo que os cientistas agora questionam-se sobre como acabaram tão distantes uma da outra.

Dadas as semelhanças, é possível que ambas as espécies tenham um antepassado comum ou, por outro lado, que sejam fruto de evolução convergente.

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