A Enagás Renovable vai mobilizar cerca de mil milhões de euros até 2030 para colocar em funcionamento as centrais de hidrogénio verde e biometano que tem atualmente em Espanha.
O Grupo Enagás anunciou em meados de abril a venda de 40% da sua filial Enagás Renovable ao fundo especializado em hidrogénio Hy24, que passou assim a controlar 80% do capital, do qual também saíram recentemente a Navantia e a Pontegadea.
O presidente executivo (CEO), Antón Martínez, agradeceu a ambas as empresas pelo apoio financeiro que lhes prestaram nesta fase.
Questionado sobre uma possível mudança de nome, agora que já não são uma filial da Enagás, que mantém 20% do capital, o CEO não quis antecipar cenários, mas também não fechou a porta a essa possibilidade “no futuro”.
Cerca de 70% da energia consumida em Espanha continua a ser gás natural e produtos petrolíferos, que são importados ou requerem petróleo bruto importado para serem refinados, segundo os dados apresentados pelo CEO.
O modelo de produção de biometano e hidrogénio desenvolvido pela empresa “desvincula o custo energético da geopolítica”, ao produzir combustíveis renováveis em Espanha para proteger o país de futuras crises energéticas, além de contribuir para o desenvolvimento industrial e criar emprego, afirma.
A Enagás Renovable define-se como um produtor independente de energia e criador de mercado de moléculas verdes, como o hidrogénio verde e o biometano, que atua em toda a cadeia de valor, desde a promoção, financiamento e construção até à operação e venda, com acordos de compra e venda a longo prazo.
A empresa conta com uma carteira de mais de 20 projetos em 10 comunidades autónomas, que incluem a primeira central de hidrogénio renovável à escala industrial em Espanha, localizada em Maiorca.









