Apenas 7,7% dos fundos foram para a Ação Climática, alerta a ZERO

O relatório “Climate and energy transition: the untapped potential of EU funds” indica que Portugal, tal como outros países, investem apenas uma pequena parte dos seus fundos para a ação climática.

Green Savers

A ação climática deve ser uma prioridade para os países europeus, especialmente numa época em que a recuperação económica se pode aliar à sustentabilidade e contribuir para uma futura neutralidade carbónica.

O Projeto LIFE Unify, parceiro da Associação ZERO, fez uma análise da utilização de fundos europeus na ação climática e concluiu que, os países da União Europeia (UE) usam pouco os Fundos de Coesão e Desenvolvimento Regional para esse fim. Portugal, usou apenas 7,7% dos fundos no investimento de energias renováveis, eficiência energética e investigação e inovação.

O Presidente da Direção da ZERO, Francisco Ferreira, explica que para o país “alcançar o objetivo de neutralidade carbónica deve redirecionar mais os fundos da UE para a ação climática. Fazer isso é a melhor maneira de impulsionar a recuperação da economia.”

O relatório “Climate and Energy Transition: the untapped potential of EU funds” revela que, no total, os países da UE mobilizaram apenas 9,7% dos fundos em energia limpa, no período de 2014-2020. Além disso, o documento indica também as áreas onde os países devem investir agora, devido à crise económica gerada pela covid-19, cumprindo ao mesmo tempo os compromissos ambientais.

A ZERO apela que no futuro orçamento de 2021-2027 os Estados-membros optem por financiar as áreas ligadas à sustentabilidade ambiental, económica e laboral, que impulsionem um crescimento equilibrado e mais ecológico, nomeadamente, a mobilidade elétrica, as energias renováveis, a economia circular e a adaptação às alterações climáticas.

Em parceria com Associação ZERO.

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