Conhecimento sobre incêndios deve evoluir para melhorar respostas, dizem cientistas

Investigadores da Universidade de Waterloo (Canadá), especializados em incêndios, dizem que o nosso conhecimento sobre esses fenómenos tem de evoluir para que a prevenção e o combate possam ser melhorados.
Numa altura em que vários países pelo mundo fora, incluindo Portugal, estão a braços com fogos de grandes dimensões que não parecem querer dar tréguas, Beth Weckman, uma das responsáveis pelo laboratório de investigação sobre fogo nessa universidade canadiana, explica que “o nosso entendimento dos combustíveis florestais e de como ardem não é atualizado há décadas”.
A especialista diz que as alterações climáticas não influenciam apenas as temperaturas, mas também causam alterações na composição das florestas, o que, por sua vez, afeta a forma como os incêndios se desenvolvem.
“Os incêndios apresentam muitos problemas dinâmicos, mas a maior parte do nosso conhecimento e modelos baseia-se no entendimento da composição de combustíveis florestais e das suas interações ambientais há 50 anos”, diz Vinny Gupta, outro dos responsáveis do centro de investigação.
“Saber o que alimenta os incêndios e os seus impactos nas comunidades, na saúde e resiliência humanas é vital para informar e desenvolver modelos que apoiem a evacuação localizada, estratégia de combate ao fogo e estruturas de proteção”, afirma o investigador.
A dupla alerta também que cada vez mais as áreas urbanas estão a expandir-se para zonas rurais, não apenas no Canadá, mas até um pouco por todo o mundo, pelo que “os riscos para os residentes, para as suas casas e bairros estão a aumentar”. Por isso, apelam à atualizam urgente do conhecimento.