Consumer Choice premeia, pela primeira vez, 11 marcas com selo ‘Escolha Sustentável’

O CEO José Borralho contou, em conversa com a ‘Green Savers’, que o lançamento do selo de sustentabilidade se justifica “porque há muitos anos observamos, naquilo que são as preferências dos consumidores, o relevo que tem a sustentabilidade nas marcas”.

Filipe Pimentel Rações

Esta quarta-feira, a Consumer Choice (Escolha do Consumidor) Portugal premiou, pela primeira vez, 11 marcas com o seu selo ‘Escolha Sustentável’, lançado no ano passado.

De acordo com a organização, o objetivo é distinguir produtos, serviços ou medidas que “contribuem ativamente para a sustentabilidade a nível social, ambiental e económico”.

Do rol das primeiras premiadas pelo selo ‘Escolha Sustentável’ fazem parte a Prio, a Fidelidade, a GlobalTribe, os Laboratórios Expanscience, a Óculos para Todos, a Saint-Gobain, a Goldenergy, a iServices, a Norauto, a Phenix Portugal e a Trivalor.

A cerimónia de entrega dos prémios da Consumer Choice, já na 12.ª edição, decorreu em Lisboa, na zona de Marvila, e o CEO da empresa, José Borralho, contou, em conversa com a ‘Green Savers’, que o lançamento do selo de sustentabilidade se justifica “porque há muitos anos observamos, naquilo que são as preferências dos consumidores, o relevo que tem a sustentabilidade nas marcas”.

Embora reconheça que a sustentabilidade não seja ainda “a primeira razão de escolha” dos consumidores, começa a ter já grande peso na tomada de decisão. O responsável explica também que a iniciativa pretende dar visibilidade aos esforços que as marcas têm vindo a fazer no campo da sustentabilidade, onde, até agora, “não havia um prémio, um sistema de avaliação que reconhecesse esse esforço”.

A avaliação foi feita por dois painéis: um composto por especialistas em sustentabilidade nas suas várias vertentes (ambiental, social e económica) e outro constituído por uma seleção de consumidores. Na nota final, a avaliação dos especialistas teve um peso de 60% e a dos consumidores os restantes 40%.

Para poderem receber o selo de sustentabilidade, as marcas tinham de ter, no mínimo, uma nota final de 70%.

A necessidade da avaliação por parte de especialistas surge porque “os consumidores não têm ainda muita literacia no que toca à sustentabilidade e há muitas coisas que ainda não conseguem avaliar”, elucida José Borralho.

O responsável revela-nos que a Consumer Choice recebeu 25 candidaturas de avaliação para o seu selo ‘Escolha Sustentável’, sendo que 11 receberam a distinção, “o que, para uma primeira edição, é muito bom”.

Para as marcas que não receberam o selo, a Consumer Choice emitiu um conjunto de recomendações “para que possam melhorar” e, assim, aumentarem a probabilidade de, numa próxima edição do concurso, poderem receber o selo.

José Borralho acredita que o selo de sustentabilidade ajudará a fortalecer os esforços de mudança das marcas para práticas que ajudem a proteger o planeta e as sociedades nas quais operam.

Literacia para a sustentabilidade devia começar nas escolas

No que toca à sustentabilidade, José Borralho diz que “sou muito defensor da escola”, apontando que “mudar comportamentos” na idade adulta “é uma coisa muito complicada”.

Recordando o exemplo da reciclagem, promovida em ambiente escolar, afirma que “para outras áreas, como a sustentabilidade, temos de à escola”, pois “temos de começar a formar as próximas gerações”.

“Há muita sensibilização ainda para fazer e acho, sinceramente, que nos programas de cidadania das escolas devia haver um foco muito maior na sustentabilidade”, salienta o responsável, acrescentando que “acho que vivemos sempre, no espectro político, na perspetiva do ‘há que fazer’, no campo das intenções, mas somos muito pouco ativos na concretização”.

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