A primeira “Green School“, ou “Escola Verde” surgiu em 2008 na Indonésia, em Bali, e teve o apoio de personalidades como a primatóloga Jane Goodall e o oitavo Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon. Posteriormente surgiram também escolas, uma na Nova Zelândia, outra na África do Sul e outra no México, sendo as duas últimas as mais recentes.
Toda a estrutura é feita com bambu, madeiras e materiais de origem local, e faz parte do conceito serem construídas na natureza, longe da urbanização. O ano letivo começa em 2021, decorre de janeiro a dezembro, e esperam-se alunos entre os 3 e os 18 anos.
Quanto à aprendizagem, ao contrário das escolas comuns, não ocorre dentro de uma sala de aula. “A maior parte do nosso tempo é passado ao ar livre…é de acordo com as vivências, é voltado para a ação: trabalhar com a comunidade, com os animais, com as plantas, é criar”, explica Chris Edwards, Diretor da escola da Nova Zelândia.
A escola não quer que os alunos sejam enviados para longe da família como num colégio interno, pelo contrário; O convite é feito a toda a família, para que esta se mude para a região. É uma aprendizagem conjunta, e os pais têm inclusive um espaço para estar dentro do estabelecimento.
Embora não seja acessível a todas as famílias de momento, o grupo está a trabalhar para que com o tempo existam mais facilidades de adesão, como por exemplo, através de bolsas de estudo. O importante é que as novas gerações possam crescer num ambiente em que os valores culturais, a sustentabilidade ambiental, a criatividade e o pensamento crítico façam parte da sua educação desde o começo.
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