Obesidade também afecta e mata os animais de estimação

Mais de 18 milhões de animais, só no Reino Unido, estão em risco de morte prematura, devido a dietas pobres caracterizadas basicamente por batatas fritas e bolos, afirma um novo relatório da PDSA. Um número sem precedentes de cães, gatos e coelhos são alimentados de forma perigosa que pode levar a artrites, diabetes e doenças cardíacas.

No Reino Unido, um número estimado de 18,5 milhões de animais estão a ser alimentados de forma inapropriada, sendo que 13,5 milhões são mesmo nutridos com “comida de plástico” – alimentos gordos ou açucarados.

Elaine Pendlebury, cirurgiã veterinária sénior na PDSA, disse: “A obesidade animal representa não somente riscos maiores para a saúde, como artrites, diabetes e doenças do coração, mas infelizmente significa também a decadência diária para milhões de animais de estimação que sentem a pressão de carregarem demasiado peso”.

Recorde-se que, em Portugal, 30% dos gatos e 40% dos cães são obesos.

Os cães obesos tornam-se incapazes de desfrutar dos passeios devido à rápida exaustão, e os gatos deixam de conseguir pular ou brincar. Quanto aos coelhos, passam a não se conseguir limpar correctamente. A qualidade de vida dos animais fica seriamente comprometida.

Alex German, um especialista em obesidade animal da Universidade de Liverpool, defende que a obesidade animal é “totalmente evitável”, desde que haja supervisão veterinária e dedicação por parte do dono.

Outras conclusões do relatório mostram que quase metade dos donos fornece alimentos não saudáveis aos seus animais, porque acredita estar a fazer com que estes se sintam felizes.

Cerca de 51% dos donos acredita que as pessoas com excesso de peso também estão mais propensas a ter animais de estimação gordos.

No âmbito do estudo foram entrevistados quase 4.000 donos de cães, gatos e coelhos, 466 médicos e enfermeiros veterinários e 553 crianças.

Foto: Sob licença Creative Commons

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