No dia 15 de janeiro, numa das ilhas de Tonga, o vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha’apai entrou em erupção. Logo de seguida foi registado um tsunami “incomum” no Oceano Pacífico que afetou várias partes do mundo, inclusive Portugal.
Para os cientistas esta foi considerada a “maior explosão atmosférica da história”, já que teve “um alcance global, velocidade de propagação mais alta, altura de ondas inesperadas no campo distante e uma duração sem precedentes”, sublinha o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Como explica o investigador do IPMA, Rachid Omira, que liderou um estudo que analisou este fenómeno, “A violenta explosão do vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha’apai no Pacífico Sul foi uma fonte de ondas atmosféricas perceptíveis e um tsunami global excepcionalmente rápido com dissipação mínima no campo distante. Esta foi a primeira vez que um tsunami desencadeado por um vulcão foi registado globalmente por instrumentação moderna e densa em todo o mundo, proporcionando assim uma oportunidade única de investigar os processos de acoplamento ar-água na geração e propagação do tsunami.”
“Uma onda atmosférica em movimento rápido capaz de excitar a superfície do oceano e ‘bombear’ nele a sua energia foi a nossa explicação para este tsunami, que ‘saltou’ de um oceano para outro e atingiu a costa de Portugal 10 horas antes do esperado”, esclarece Rachid Omira.










