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Geração que nasceu durante ou depois dos anos 80 não sabe coser nem costurar


A Geração Y, ou os Millennials, não tem nenhuma noção básica de costura ou reparação de roupas, de acordo com Pamela Norum, professora de têxteis da Universidade Missouri-Columbia, nos Estados Unidos, que estudou mais de 500 norte-americanos desta e de gerações passadas sobre os seus hábitos de vestuário.

A conclusão é norte-americana mas, pensamos, pode ser reencaminhada para outros continentes ou países, incluindo Portugal. De acordo com Pamela, existe cada vez mais um hiato geracional de conhecimento entre duas gerações imediatamente coladas.

Assim, a geração que nasceu nos anos 80 e décadas seguintes não sabe coser, reparar roupas, costurar ou mesmo lavá-las e engomá-las.

Os resultados do estudo da professora norte-americana foram relatados no jornal Familiy and Consumer Sciences Research Journal e, para Pamela, não foram surpreendentes. “Em 2012, os americanos criaram mais de 14,3 milhões de resíduos de têxteis. Muitos destes estão relacionados com roupas deitadas ao lixo devido a pequenos problemas, facilmente costuráveis. Se os proprietários desta roupa tivessem competências poderiam facilmente repará-los”, explicou a autora.

Segundo Pamela, esta é uma questão não apenas geracional mas também ligada à sustentabilidade. “Se queremos virarmo-nos para práticas mais sustentáveis em todos os aspectos, precisamos de avaliar não apenas a forma como tratamos das nossas roupas mas também como educamos as gerações mais jovens para fazê-lo”, concluiu.

Foto: Dunna1 / Creative Commons

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Animais de estimação são peça fora do baralho no surto de ébola


“Os animais de estimação não são um risco significativo para o ébola nos Estados Unidos”, de acordo com a Associação de Medicina Veterinária Americana, o Centro para o Controlo de Doenças e o Departamento de Estado da Agricultura.

De acordo com um comunicado das três organizações, citado pelo The Dodo, a hipótese de um norte-americano contrair o vírus do ébola através de cães, gatos ou outros animais é muitíssimo baixo.

“O risco de uma pandemia de ébola afectar várias pessoas nos Estados Unidos é muito baixo. Assim, o risco de um animal de estimação ser afectado é também muito baixo, uma vez que ele teria de estar em contacto com sangue ou fluídos corporais de uma pessoa com ébola. Até em áreas de África onde o ébola está presente não têm havido notícias de cães ou gatos ficaram doentes com ébola”, explicou o Centro para o Controlo de Doenças norte-americano, CDC.

Por outro lado, num acto improvável de um cão ou gato encontrar alguém com ébola, não é claro se o animal será um risco para os humanos. Um estudo de 2005, citado pelo Washington Post, descobriu anticorpos nos cães gaboneses, depois um surto de ébola – ou seja, os animais estiveram expostos à doença, mas não existe nenhuma prova de que os caninos estivessem infectados ou contagiosos.

Para os animais de estimação dos trabalhadores expostos ao ébola – como por exemplo nos casos de Dallas, Estados Unidos – a Associação Veterinária de Pequenos Animais aconselha que estes sejam colocados em quarentena e não sejam automaticamente eutanasiados.

Foto: Marina del Castell / Creative Commons

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Portugal é o país da Europa com menos mulheres nos conselhos de administração


Em 2006, Portugal e o Luxemburgo eram os únicos dos países europeus sem mulheres nos conselhos de administração das grandes empresas, de acordo com um estudo da Egon Zehnder, empresa de recursos humanos e headhunting.

O estudo analisou 17 principais países da Europa – todos a União Europeia – e dava conta de uma tendência machista na forma como os portugueses e luxemburgueses olham para a gestão de empresas e desenvolvimento profissional das mulheres.

O estudo foi repetido este ano e, sem surpresas, Portugal continua no fim da lista – até o Luxemburgo, que connosco partilhava o último lugar, já tem nove mulheres em cargos de topo nas grandes empresas.

Segundo o estudo, desenvolvido também pela Egon Zehnder e citado hoje pelo Financial Times, Portugal terá hoje quatro mulheres nos conselhos de administração das principais empresas.

Países como a Espanha, Reino Unido, Bélgica e França evoluíram bastante nos últimos oito anos, colocando várias mulheres em cargos decisivos.

No que toca à relação à correlação entre mulheres em cargos de administração não-executivo e de direcção-executiva (CEO), Portugal continua no fundo do ranking: segundo a Egon Zehnder, existem zero CEO mulheres em Portugal e apenas oito em cargos de administradoras não-executivas.

A grande conclusão do estudo, porém, é global. O número de mulheres em cargos de topo é brutalmente baixo na Europa, incluindo em países que lideram o ranking: a Noruega tem 39 mulheres nos conselhos de administração das suas grandes empresas, mas o número não deixa de ser baixo em relação aos congéneres do sexo masculino que por lá andam.

Veja os dois rankings no Financial Times.

Foto: Daniel Ramirez / Creative Commons

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Mais de metade dos portugueses gostaria de viver fora da cidade


A maioria dos portugueses gostaria de viver fora da cidade, de acordo com um estudo da Bloom Consulting que procurou fazer uma análise às tendências migratórias nos principais centros urbanos portugueses.

De acordo com o estudo, o elevado custo de vida é o principal motivo que levaria os cidadãos portugueses a migrar para o campo – 18% dos questionados assim responderam. Seguem-se razões como a chegada da reforma – 13% -, o congestionamento automóvel – 11% -, a insatisfação com o emprego – 9% – e a alteração no número de elementos do agregado – 6%.

“Os resultados do relatório são bastante claros relativamente à importância que o interior pode voltara ter”, explicou Filipe Roquette, director-geral da Bloom Consulting. “As respostas recolhidas mostram uma inversão da tendência da antiga e pesada migração rural para uma onda de migração urbana”, continuou.

“Embora com escalas diferentes, será, sem dúvida, um fenómeno a ter em conta nas decisões estratégicas, não só a nível local, mas global”, concluiu o responsável.

Para a maioria dos inquiridos, sair da cidade é uma opção: agora ou mais tarde, 58% dos entrevistados gostaria de o fazer.

A proximidade com a natureza é o principal motivo para uma mudança para o meio rural, com 19% das respostas. Seguem-se o estilo de vida fora da cidade e o menor custo de vida, ambos com 15% das escolhas.

Para 10% dos inquiridos, um melhor emprego seria o motivo, o mesmo número de pessoas que se mudaria para o meio rural para ter o tipo de habitação pretendida.

O início de um novo projecto seria outra das justificações (7%), bem como a chegada da reforma (7%). Seguem-se a vontade de viver junto de familiares (6%), a alteração do número de elementos no agregado familiar (5%) e a familiaridade com o novo local (5%), entre outros.

Foto: Alentejo, Miguel Virkkunen Carvalho / Creative Commons

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Azeitonas cantam “Ray-dee-oh” em versão que incentiva a reciclagem (com FOTOS)


Novos refrões e rimas. Valeu tudo para colocar os jovens de Norte a Sul do País a cantar pela reciclagem e pelo ambiente, num desafio lançado pela Sociedade Ponto Verde no âmbito do Recicla Challenge, uma das actividades que integrou o Roadshow Projeto 80.

A letra vencedora foi escrita por um grupo de alunos da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu do Agrupamento de Escolas Nº1 de Abrantes. Ontem, a equipa subiu ao palco para cantar com Os Azeitonas a música “Ray-dee-oh” com a nova letra, apelando à proteção do ambiente e à reciclagem.

O êxito da banda portuguesa contou com a sugestão de 99 letras diferentes da autoria dos alunos das 18 escolas que integraram o Roadshow Projeto 80 – Edição 2013/2014. A letra premiada foi escolhida pelos Azeitonas e pela Sociedade Ponto Verde de entre as versões que receberam mais votos na página de Facebook da SPV.

“Este desafio de escrita criativa pretendeu, acima de tudo, colocar os mais jovens – futuros decisores dos seus próprios lares e que desempenham um papel muito importante como influenciadores no processo de separação – a pensar sobre aquilo que podemos fazer para melhorar o ambiente, as nossas comunidades e a economia com um exercício lúdico e educativo. Estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos e, nesta nova edição, esperamos continuar a sensibilizar para estes temas”, salientou Luís Veiga Martins, director-geral da Sociedade Ponto Verde.

A nova edição do Projeto 80 arrancou ontem na Escola Secundária Inês de Castro, em Canidelo, Vila Nova de Gaia. A iniciativa tem como objectivo desafiar Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário e grupos informais de alunos a apresentarem projetos que promovam o empreendedorismo, a economia verde, a cidadania e o voluntariado, a biodiversidade e a importância dos recursos naturais.

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Espanha: agência de turismo contrata sem-abrigo como guias turísticos


Criada pela consultora de pesquisa de mercado Lisa Grace, a empresa Hidden City Tours acabou de ser apresentada mas já está a dar que falar no sector de turismo. Especializada em turismo e cidades, a Hidden City Tours emprega – apenas – sem-abrigo para guias turísticos.

A agência promete fazer tours inéditos por cidades como Barcelona, experiências que nenhuma outra operadora oferece. A ideia é oferecer aos turistas um passeio que mostre o lado humano de Barcelona e permita aos sem-abrigo um mercado de trabalho – afinal, quem conhece melhor as cidades do que os que nela dormem. Literalmente.

A equipa dos Hidden City Tours é formada por quatro ex-sem-abrigo – e dizemos “ex” porque, naturalmente, já se podem dar ao luxo de não ser: José R, Jamón, Juan e José F. Eles foram todos selecionados por Lisa Grace num abrigo local e passaram por uma formação de 80 horas para se profissionalizarem com a actividade.

Os city tours são feitos por pequenos grupos de turistas, ou seja, quantas mais pessoas os procurarem, mais sem-abrigo serão beneficiados pela iniciativa. E mercado é coisa que não falta, como explica o Planeta Sustentável: Barcelona é a quarta cidade mais visitada da Europa, recebendo cerca de oito milhões de turistas todos os anos – o número de sem-abrigo também é bastante elevado: cerca de oito mil.

Basta agora perceber qual o papel de Lisa em todo este processo – e se a envolvência de sem-abrigo no projecto não passa de uma estratégia de marketing para arrancar em força no mercado.

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