Posted on 09 Maio 2013. Tags: Alentejo, alimentação, economia local, gastronomia
Acabou de ser lançado, na Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz (FIAPE), um novo produto português e com grande potencial de exportação, ou pelo menos os seus responsáveis acreditam que sim – as Açordas Rápidas.
As açordas são disponibilizadas em frasco, bastando juntar-lhe meio litro de água a ferver e o complemento que se quiser – ovo escalfado, bacalhau, atum, pão ou qualquer outro. O novo produto alentejano existe nas versões coentros e poejos e custa €5,70. Na feira, o preço de lançamento na feira será de €4.
A açorda deriva de um tempero pré-romano que atravessou os séculos e chegou até aos nossos dias com os mesmos ingredientes. Ao longo do tempo, representou um papel fundamental na cultura alimentar do Alentejo, tornando-se num ícone da gastronomia alentejana.
Tentando manter a simplicidade de paladares que esteve na génese do seu aparecimento, surge agora este formato, num frasco de vidro que apresenta a tradição numa versão contemporânea. O projecto resulta de uma parceria entre Joaquim Arnaud, produtor de Mora, e Compotas e Chutneys, produtora de Estremoz.
A FIAPE 2013, local de lançamento, ocorre de 8 a 12 de Maio e tem como objectivos o desenvolvimento económico e a promoção turística do concelho de Estremoz e da região Alentejo, através da divulgação das suas actividades económicas a nível local, regional, nacional e internacional.
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Posted on 09 Maio 2013. Tags: alfândega da fé, central fotovoltaica, economia local, Energias Renováveis
O município de Alfândega da Fé, no distrito de Bragança, instalou a primeira central fotovoltaica num recinto desportivo municipal, em Portugal. O sistema fotovoltaico tem uma potência instalada de 22 kWp e foi instalado pela empresa PH Solar, que tem sede nesta vila, nos edifícios de apoio ao Estádio Municipal da Alfândega da Fé.
A central deverá produzir, anualmente, cerca de 30 MWh de energia, que é injectada na rede eléctrica com base no decreto-lei da miniprodução.
Esta é o primeiro de sete sistemas fotovoltaicos de miniprodução previstos para diversos edifícios municipais de Alfândega da Fé, com uma potência total de 145 kWp. As centrais fotovoltaicas vão produzir anualmente cerca 40% da energia consumida nos edifícios do município da Alfandega da Fé.
A PH Solar, através da sua empresa mãe, Painel da Harmonia, é responsável pelo projecto de engenharia, instalação dos sistemas e investimento de €210 mil. Em contrapartida, o município fica com uma parte das receitas obtidas pela venda da energia eléctrica, que servirá como renda cobrada pela utilização das coberturas dos edifícios.
Com a finalização deste projecto, a Painel da Harmonia irá atingir, em meados de 2013, uma capacidade instalada em sistemas fotovoltaicos de 850 kWp em coberturas de edifícios. A partir do segundo semestre de 2013, a empresa irá concentrar-se no investimento e desenvolvimento em sistemas fotovoltaicos em regime de auto-consumo directo, bem como na comercialização de energia verde a consumidores residenciais
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Posted on 08 Maio 2013. Tags: agricultura, economia local, economia verde, Eugénia Torres, Sabores da Geninha
Até 2008, a doméstica Eugénia Torres passou vários anos a confeccionar bolos, compotas e frutos secos – todo o tipo de doces regionais para a região de Figueira de Castelo Rodrigo e arredores.
Um dia, deu a provar as suas célebres amêndoas doces a responsáveis da câmara de Figueira, que lhe deram autorização para vender em postos de turismo oficiais. O sucesso dos produtos de Eugénia levou a câmara a sugerir a expansão do negócio, financiada, em parte, com a candidatura a um fundo comunitário.
Da Europa chegaram €50 mil – 50% do investimento total – e Eugénia Torres passou a proprietária da marca Sabores da Geninha. Na sua nova fábrica, Eugénia chega a produzir 80 kgs de amêndoas doces por dia e conta com a ajuda da irmã e da sobrinha – uma empresa familiar, portanto.
As amêndoas são quase todas compradas a produtores regionais. Tudo o que Eugénia Torres precisa para confeccionar as suas compotas biológicas existe num raio de poucos quilómetros. Toda a produção é artesenal - Eugénia só usa máquinas para cortar a fruta.
“Os produtos não levam corantes nem conservantes. Os frascos ficam sem vácuo, pelo que aguentam muito tempo”, explicou Eugénia ao Economia Verde. Os doces têm a validade de dois anos.
Há já 80 produtos com a assinatura dos Sabores da Geninha, que são vendidos na fábrica, em feiras por todo o País e através da internet. A doméstica que se tornou empresária quer levar os sabores do Vale do Coa além-fronteira – nesta Páscoa, a Suíça foi um sucesso. Os agricultores de Figueira de Castelo Rodrigo agradecem.
Publicado em Economia Verde, Portugal
Posted on 27 Abril 2013. Tags: desenvolvimento rural, economia local, economia verde, estudantes erasmus
Um programa de Erasmus intensivo levou 50 alunos e professores europeus a aldeias da Guarda e à vila de Figueira de Castelo Rodrigo, dinamizando a economia local e dando a conhecer um outro Portugal a estes estudantes estrangeiros.
Mas o que realmente fica destes dias de visita intensiva ao mundo rural português é a cooperação e troca de ideias, com vista a renaturalizar áreas e criar negócios ligados à natureza.
“O trabalho principal [deste grupo] é ter novas soluções para a economia e alternativas que poderão ser aplicadas nesta região”, explicou ao Economia Verde um dos anfitriões do projecto, o português João Quadrado, da Associação Transumância e Natureza.
Os estudantes visitaram a região e plantaram árvores na primeira reserva privada português, a Reserva Natural da Faia Brava. Conheceram também produtores locais. “Aprendi muito sobre a vida rural e também acerca das questões que estão em risco, como o despovoamento rural”, explica Lesley Walet, uma estudante holandesa que está a estagiar com a Associação Transumância e Natureza.
Neste projecto participam estudantes de biologia, engenharia do ambiente, agricultura, comunicação e economia. O objectivo é que as diferentes experiências e áreas de estudo cheguem a ideias novas de desenvolvimento rural.
Este problema, de resto, não é exclusivo de Portugal, pelo que novas soluções poderão ser utilizadas numa parte substancial da Europa rural. René van der Duim, professor na Universidade de Wageningen, na Holanda, e participante no projecto, explica que as pessoas estão dispostas a pagar bastante dinheiro para ter acesso a esta paisagem – rural – exclusiva, mas a questão do desenvolvimento rural é complexa. “Os jovens que queiram investir e aceitar o desafio têm muitas possibilidades para explorar”, avança.
Este tema, como sabem os leitores mais antigos do Green Savers, é-nos muito caro. Vejam, por isso, o episódio 54 do Economia Verde.
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Posted on 15 Abril 2013. Tags: economia local, interior do país, loja online, Serra da Estrela
Já abriu a primeira loja online de produtos regionais de Manteigas. A loja visa promover e revender produtos de elevada qualidade da Região da Serra da Estrela.
A Rotas & Sabores Regionais nasceu em Dezembro de 2012 pelas mãos de um jovem casal que decidiu fixar-se em Manteigas e promover o que a Serra tem de melhor.
A opção passou por trabalhar directamente com produtores regionais, seleccionados criteriosamente, respeitando os seus costumes, saberes, experiência e conhecimentos, de forma a obter produtos de excelência.
No seguimento da criação do espaço comercial físico, surgiu agora a ideia de tornar acessível a toda a população em geral, distante do interior do país, os produtos naturais da Serra da Estrela.
A loja online garante entregas em 24 horas para todo o país e também para a Europa. Os artigos disponíveis incluem chás, vinhos, queijos, doces, artesanato, entre muitos outros.
Visite a página do Facebook ou o site do projecto.
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Posted on 11 Abril 2013. Tags: cogumelos, desenvolvimento regional, economia local, interior do país
Chaves será a base de uma unidade de produção de cogumelos de grande escala, um projecto que poderá criar 200 empregos. Segundo o Jornal de Notícias o investimento será realizado na zona industrial da cidade, numa área de 50 mil metros quadrados, e espera acolher entre 36 e 40 investidores, que estão a ser captados por uma empresa de capitais holandeses.
Segundo um dos administradores do projecto, a produção anual poderá atingir os seis milhões de quilos de cogumelos brancos. O objectivo é que o negócio funcione como uma cooperativa empresarial.
“Ensinamos a produzir, garantimos o escoamento e prestamos assistência para que os jovens possam beneficiar do programa de apoio ao desenvolvimento rural (PRODER), para a construção do armazém onde será feita a produção”, explica o empresário.
O projecto prevê ainda a construção de uma estrutura com uma área frigorífica para armazenar a produção, que se destinará quase exclusivamente à exportação.
Neste momento, o projecto aguarda luz verde da Câmara Municipal, que está em vias de aprovar a constituição do direito de superfície. Nesta primeira fase, o acordo prevê, segundo o vereador António Cabeleira, o direito de superfície da área por um período de entre 20 e 30 anos, a um preço de €0,10 o metro quadrado.
O projecto será apresentado ao público no próximo dia 20 de Abril, sábado, numa sessão de esclarecimento que terá lugar no Auditório do Centro Cultural de Chaves.
Foto: Sob licença Creative Commons
Publicado em Interior do País