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Tag Archive | "mobiliário"

PLY&co: mobiliário ecológico de fácil montagem made in Portugal (com FOTOS)


Paulo Costa é arquitecto há 15 anos e sempre sentiu a necessidade de combater o desperdício de materiais. Assim, este arquitecto portuense resolveu criar a PLY&co, uma linha de mobiliário ecológico produzida pelo seu atelier de design e arquitectura, o Peel Living Projects.

A linha ecológica lançada por Paulo Costa é composta por bancos e cadeirões facilmente desmontáveis – tudo é produzido em Portugal com matérias-primas nacionais. A linha divide-se nos bancos Sit’Abit Stool, em tamanho pequeno e grande, e nos cadeirões Sit’Abool. Tanto os bancos como os cadeirões podem ser produzidos a partir de contraplacado de madeira natural de bétula ou cortiça. Em qualquer dos casos, a matéria-prima provém sempre de locais ecologicamente sustentáveis, com certificação do Foresty Stewarship Council (FSC).

Os acabamentos são feitos com recurso a uma cera natural, que protege a cor do mobiliário e evita que se risquem, o que prolonga a vida útil do objecto. As peças de mobiliário são comercializadas em embalagem plana, o que permite reduzir o volume de transporte e armazenamento em cerca de um quinto, bem como a quantidade de cartão para a embalagem e as emissões de dióxido de carbono associadas.

Além da componente ecológica, o que torna esta linha de mobiliário interessante é o facto de a sua montagem ser o mais simples possível, recorrendo à técnica de encaixe. A desmontagem é tão fácil como a montagem: basta desencaixar as peças.

Paulo Costa desenvolveu ainda uma linha de molduras ecológicas feitas em cortiça, a Insta Cork. Veja alguns dos produtos, que podem ser encomendados aqui.

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MIT investiga móveis inteligentes para cidades do futuro (com FOTOS)


Uma das grandes tendências do planeta, há muito anunciada, está relacionada com a migração de pessoas das zonas rurais para as cidades. No entanto, as grandes urbes, sabemos também há muito, pouco têm vindo a fazer para se prepararem para a invasão populacional dos próximos anos, quer ao nível da mobilidade ou sustentabilidade urbana.

Ainda assim, há hoje universidades e institutos tecnológicos que estão preocupados como o estilo de vida que estes novos citadinos irão encontrar nas grandes urbes: do emprego à habitação.

O grande problema passa pela forma como o cidadão irá gerir esta trilogia essencial no dia-a-dia: casa, trabalho e lazer. Hoje, há duas tendências: quem passa bastante tempo no trânsito para ir trabalhar, uma vez que não abdica de uma casa espaçosa e, muitas vezes, suburbana; e quem abdica do espaço para viver bem perto do centro da cidade.

É para ambos que o MIT Lab Media lançou o CityHome, um projecto que está a investigar um móvel inteligente que se adapta a todas as divisões da casa. Segundo o MIT, é provável que, no futuro, existem apartamentos com não mais de 20 metros quadrados, por isso é melhor inovar enquanto há tempo.

Este móvel parece-se mais com um smartphone – uma iHome – que com um móvel tradicional. Controlado por gestos, toque ou voz, ele mexe-se constantemente, através de um motor interno que permite transformar uma divisão em cozinha, sala ou casa de banho em poucos segundos – como pode ver aqui.

Ao ser digital, o sistema pode também permitir o download de aplicações para controlo doméstico. “Ele funcionaria muito bem em cidades onde os mais jovens são pressionados a sair, devido aos preços altos do mercado”, explicou Kent Larson, pesquisador-chefe do MIT Lab Media. Com esta solução, e para além de pouparem dinheiro na renda de casa, os consumidores precisam de estar constantemente a comprar móveis, aliviando a carteira e o ambiente.

Se, como muitos dizem, as grandes cidades serão cada vez mais parecidas com as metrópoles asiáticas, onde milhões de pessoas vivem em espaços exíguos, o melhor será mesmo procurar uma alternativa. Para que a nossa qualidade de vida não deixe a desejar.

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Catraia: recuperar o seu mobiliário antigo nunca foi tão fácil (com VÍDEO)


Em Setembro de 2012, a jovem Iolanda Ferreira decidiu lançar a marca Catraia e dedicar a sua criatividade a recuperar e reinventar móveis antigos – e de qualidade.

“Podemos ter uma peça que tem – ou tinha – uma determinada função, e adaptá-la aos tempos actuais e espaços que as pessoas têm em casa”, explicou Iolanda Ferreira ao Economia Verde.

“A Catraia recupera os móveis e reinterpreta-os, dando-lhes uma nova vida e, por vezes, novas funcionalidades”, frisou a responsável, que trabalha na Oliva Creative Factory, uma antiga fábrica de fundição abandonada, em São João da Madeira, recuperada para dar lugar a novas empresas.

Aos 24 anos e com um mestrado em design de interiores de equipamento, Iolanda dedica os seus tempos livres à Catraia. “Por vezes encontramos peças lindíssimas no lixo ou em lojas de segunda mão. A nossa ideia à combater isso, parar com o consumismo de mobiliário novo e aproveitar o que as pessoas têm em casa”, afirmou Iolanda.

Para além de reaproveitar móveis antigos, a Catraia introduz novos materiais, da região, no mobiliário. Sediada em São João da Madeira, não é de estranhar que a Catraia utilize a cortiça em muitas das suas renovações de mobiliário.

“É um conceito ecológico que se adapta ao mobiliário ao nível dos pormenores, estofos, entre outras coisas”, explicou Iolanda ao Economia Verde.

A Catraia tem um catálogo próprio, de peças recuperadas por Iolanda, mas faz propostas a móveis de pessoas interessadas no seu trabalho. Neste caso, são as pessoas que enviam fotos do móvel em questão, ficando Iolanda com o trabalho de fazer a proposta e o orçamento. Caso ambos sejam do agrado do cliente, a Catraia recupera o móvel.

Siga a Catraia no Facebook  e recorde também as criações de Sadilha Raab, em Montemor-o-Novo, e os objectos com sete vidas da Once Upon a Trash. Veja o episódio 217 do Economia Verde.

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Kit de mobiliário transforma lojas vazias em pólos comunitários


Uma ecléctica equipa de arquitectos, designers, planeadores urbanos e cineastas estão a dar uma nova vida às lojas desocupadas do bairro de Lower East Side, em Nova Iorque, graças ao seu kit de móveis armazenados num cubo. A caixa fácil de transportar – denominada Made in the Lower East Side (miLES) Storefront Transformer – está subdividida, de forma a conseguir passar em qualquer porta e desdobrar-se numa série de partes funcionais que incluem estantes, mesas, cadeiras, palco, iluminação, WiFi, projectores e até amplificador de som.

“O nosso objectivo é utilizar lojas vagas e criar um bairro que seja uma incubadora de ideias”, explicou Eric Ho, um dos muitos co-criadores do projecto miLES. “Ao criar uma plataforma comum para as diferentes partes interessadas, a comunidade, as pequenas empresas e os criativos podem trabalhar com os proprietários para criar um espectro diversificado e inovador de espaços vizinhos que podem ser usados por todos.”

A equipa uniu-se no âmbito do OpenIDEO’s Vibrant Cities Challenge, que pretende suscitar ideias e conceitos de revitalização das comunidades nas cidades. Com mais de 200 lojas vazias no popular bairro de Manhattan, a iniciativa miLES oferece aos proprietários a possibilidade de alugarem os seus espaços, ao mesmo tempo que permite a colaboração e incubação de projectos, tal como o desenvolvimento da economia local.

Depois de ter lançado com sucesso a sua primeira loja-piloto na passada Primavera, a equipa está agora a reunir apoios através de uma campanha no Kickstarter para criar um protótipo dinâmico para este Inverno. Ao longo de sete semanas, o miLES quer demonstrar o impacto do seu produto, dando a uma mesma loja uma série de diferentes programações que incluem uma livraria de banda desenhada, uma redacção editorial, um espaço de aulas práticas criativas e um espaço de trabalho artesanal. Cada semana terá um novo tema.

Esta é uma ideia incrível que permite criar de forma simples espaços de comércio, eventos, ensino e escritórios, pondo fim à dificuldade de mobilar e inaugurar os edifícios das cidades.

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Mobiliário com embalagens da Tetra Pak? Sim, é possível.


Actualmente, há poucos objectos que não possam ser feitos a partir da reciclagem de embalagens da Tetra Pak. Como mobiliário, por exemplo.

A dica é do blog Cielbleu, que divulga peças de design sustentável únicas, e foi descoberta pelo Protege o que é Bom. A peça chama-se Dala – é uma peça de mobiliário exterior – e foi criada a partir da reciclagem das embalagens de Tetra Pak.

Segundo explica o Protege o que é Bom, Dala significa “fazer” em senegalês e “tomar” em tagalog, principal língua para um terço dos filipinos. É que o designer norte-americano Stephen Buck, autor da peça, passou mais de uma semana nas Filipinas, onde aperfeiçoou a sua técnica com artesãos locais.

Leia toda a história no Protege o que é Bom.

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Uma cadeira plantada e que nasce da terra (com FOTOS)


Se há ideias que não são massificáveis e dificilmente colocadas em prática, esta é uma delas. No entanto, servem para não só estabelecerem até onde vai a imaginação e criatividade dos nossos designers como para chamar a atenção para o dia-a-dia sustentável.

Este projecto é um deles: uma cadeira natural – cadeira de quinta, como o seu autor lhe chama -, que vive e cresce propositadamente em forma de peça de mobiliário por culpa de uns moldes em aço. Quando o molde é retirado, voilá, temos uma cadeira.

A criação de Werner Aisslinger foi revelada na Semana de Design de Milão e tem uma questão moral implícita. Segundo Aisslinger, deveremos rever a forma como consumimos madeira. Em vez de a importarmos, porque não recorrermos a esta matéria-prima localmente?

O designer alemão diz que esta forma de trabalhar o mobiliário minimiza a utilização de recursos e os resíduos causados, fazendo desta cadeira uma alternativa excepcionalmente sustentável. Mas isso já é discutível.

Aliás, o próprio designer o admite. “O conceito desta cadeira de quinta é tão simples como radical. Uma cadeira de plantação produzida num laboratório agrícola é uma utopia de futuro”, pode ler-se no seu site.

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