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Tag Archive | "radioactividade"

Macacos da região de Fukushima com componentes anormais no sangue


Os macacos da região de Fukushima estão a apresentar anomalias na composição sanguínea que estarão ligadas ao acidente radioactivo ocorrido em 2011, na central nuclear. De acordo com um novo estudo, os macacos japoneses estão a apresentar níveis mais baixos que os normais na contagem de glóbulos brancos e vermelhos e de hemoglobina. Os investigadores alertam que esta contagem anormal pode tornar a espécie mais susceptível a doenças infecciosas.

Além da baixa quantidade de glóbulos, os primatas apresentam ainda césio radioactivo no sangue. Os cientistas compararam 61 macacos que vivem a 70 quilómetros de Fukushima com 31 macacos que vivem na península de Shimokita, a mais de 400 quilómetros da central nuclear, refere o Guardian.

Os macacos de Fukushima tinham uma baixa contagem de glóbulos e a presença de césio. Os macacos de Shimokita tinham uma contagem sanguínea normal e não foi detectada a presença de césio radioactivo nos seus organismos.

De acordo com Shin-ichi Hayama, professora na Nippon Veterinay and Life Science University, em Tóquio, durante o Inverno os macacos japoneses alimentam-se de cascas e folhas de árvore, locais onde o césio se acumula em concentrações elevadas. Como tal, o especialista indica que são necessário mais estudos para realmente comprovar de que forma a radioactividade de Fukushima está a interferir com a saúde dos macacos japoneses da região.

Foto:  precipices / Creative Commons

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Chernobyl: radioactividade continua a assombrar árvores e animais (com FOTOS)


Passaram quase 30 anos desde o desastre nuclear de Chernobyl, que causou uma catástrofe sem precedentes, causou danos incalculáveis na Europa, ainda sentidos hoje em dia.

Embora o sítio já não seja habitado desde essa altura, a verdade é que os animais, árvores e outras plantas continuam lá – e ainda apresentam sinais de envenenamento provocados pela radiação.

Os pássaros de Chernobyl têm o cérebro significativamente menor do que aqueles que vivem em áreas não contaminadas pela radiação. Por outro lado, há lá menos insectos ou javalis do que o habitual e as árvores crescem mais lentamente.

De acordo com um novo estudo publicado na Oecologi, decompositores – organismos como micróbios, fundos e alguns tipos de insectos – também sofreram com a contaminação.

Estas criaturas são responsáveis por um componente essencial em qualquer ecossistema, que é a reciclagem de matéria orgânica e a sua devolução ao solo. Problemas com um processo de nível tão básico, podem, de acordo com os autores do estudo, causar efeitos em todo o ecossistema.

A equipa decidiu investigar esta questão devido a uma observação peculiar. “Realizámos pesquisas em Chernobyl desde 1991 e tem-se notado uma acumulação significativa de lixo ao longo do tempo”, referiram os investigadores, de acordo com o The Ecologist.

Para além disso, as árvores na Floresta Vermelha – uma área em que todos os pinheiros ficaram vermelhos e morreram logo depois do acidente – não parecem estar melhor.

“Para além de algumas formigas, os troncos das árvores mortas estão praticamente iguais desde que os encontrámos pela primeira vez”, disse Timothy Mousseau, um biólogo da Universidade da Carolina do Sul, e principal autor do estudo.

Para saber se o aumento aparente de folhas mortas no chão da floresta – e se os pinheiros aparentemente petrificados seriam indicativos de alguma irregularidade –, Mousseau e os seus colegas resolveram fazer alguns testes de campo.

Os resultados dessas pesquisas revelaram que, em áreas sem radiação, 70% a 90% das folhas se decompõem após um ano. No entanto, em locais onde a radiação era mais activa, 60% das folhas mantêm a sua massa original.

Zona em risco de incêndio

Os estudos revelaram também que, embora os insectos tenham um papel significativo na decomposição das folhas, os micróbios e fungos desempenham uma função muito mais importante.

“A essência do nosso resultado revelou que a radiação inibia a decomposição microbiana da serapilheira sobre a camada superior do solo”, afirmou Mousseau.

Isto significa que os nutrientes não se estão a desenvolver de forma eficiente devido ao solo, o que pode ser umas das causas por trás das taxas que revelam o crescimento lento das árvores em Chernobyl.

Outros estudos revelaram também que a zona de Chernobyl está em risco de incêndio, o que será ainda um problema mais preocupante ao nível da destruição ambiental, pois os incêndios podem redistribuir os contaminadores radioactivos para zonas fora da área de exclusão.

Mousseau acrescenta que “existe uma crescente preocupação que recai sobre a possibilidade de um incêndio catastrófico nos próximos anos”.

Infelizmente, ainda não se encontrou uma solução óbvia para o problema em questão, para além da necessidade de manter um olhar rigoroso sobre a zona de exclusão para tentar extinguir rapidamente possíveis incêndios.

Agora, vários outros estudos estão a desenvolver-se em Fukushima, no Japão, para perceber se esta região está também a sofrer com uma zona microbiana morta. Veja algumas das fotos de Chernoby, 28 anos depois, ou veja a galeria abaixo.

Foto: Kyle Taylor, Dream It. Do It. / Creative Commons

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Japão encontra substância altamente tóxica em águas subterrâneas de Fukushima


Níveis elevados de uma substância tóxica chamada estrôncio-90 foram encontrados em águas subterrâneas na central nuclear de Fukushima, no Japão, local de um dos maiores desastres ambientais das últimas décadas.

A informação foi revelada pela própria empresa responsável pelo local, a Tokyo Electric Power, (Tepco) que explicou que o estrôncio-90 é um subproduto da fissão do urânio e plutónio em reactores nucleares – assim como armas nucleares.

Esta descoberta poderá complicar os esforços da Tepco em obter aprovação de lançar esta água contaminada no Oceano Pacífico, uma vez que se julgava que esta água tinha baixos níveis de radiação.

“Esta água contaminada não deve ser liberdade no Oceano. Eles têm de a manter em algum lugar, mas ela não deve escapar da fábrica”, explicou Michiaki Furukawa, químico nuclear e professora da Universidade de Nagoya.

Já se sabia que tinham sido encontrados, na água subterrânea da fábrica à beira-mar, altos níveis de trítio, uma substância menos nociva.

Segundo a Tepco, o ertrôncio-90 encontrado em águas subterrâneas da fábrica não terá vazado para o oceano. Mas esta informação poderá não estar 100% correcta.

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Cientistas japoneses encontram borboletas mutantes perto de Fukushima (com FOTOS)


As borboletas encontradas nos arredores de Fukushima, cidade japonesa que passou por uma tragédia nuclear a 11 de Março de 2011, tinham mais mutações – uma perna, antena extra ou asas alteradas – que as borboletas analisadas antes do desastre.

As conclusões são de um grupo de cientistas que, dois meses depois da tragédia, estudou as suas consequências na biodiversidade.

As conclusões, publicadas no Scientific Reports, avisam que as borboletas encontradas em Fukushima tinham ainda asas mais pequenas e irregularidades nos olhos. “Depois de levarem essas borboletas para laboratório, os pesquisadores descobriram que a primeira geração [de borboletas pós-Fukushima] tinham várias anormalidades não existentes na geração anterior, como antenas mal-formadas”, explicou a Scientific Reports.

Por outro lado, as “borboletas adultas recolhidas próximo de Fukushima, seis meses depois dos testes iniciais, tinham mais do dobro das possibilidades de terem mutações que as encontradas pouco tempo depois do acidente”, continuou o artigo.

Os cientistas concluem que não só as borboletas “apanhadas” na tragédia nuclear ficaram com mutações, mas essa taxa de mutação aumentou durante os meses seguintes.

As borboletas são muito comuns, pelo que se torna fácil compará-las. Daí, de resto, que elas tenham sido escolhidas como ponto de análise.

Finalmente, e de acordo com o agregador GOOD, os autores recusaram especular se esta tendência poderá também notar-se, futuramente, nos seres humanos.

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Radioactividade de Fukushima já chegou à Califórnia


Biólogos norte-americanos encontraram níveis significativos de radioactividade em algas pardas na costa da Califórnia. Segundo estes especialistas, a radioactividade está relacionada com o desastre nuclear de Fukushima, em Março de 2011.

“A radioatividade da central nuclear de Fukushima viajou pela atmosfera ao longo do Pacífico até a costa americana em questão de dias, após o terremoto e do tsunami de 11 de Março”, revelaram os professores Steven Manley e Christopher Lowe, dois biólogos marinhos da Universidade de Long Beach, Califórnia.

Foi detectada a presença de iodo 131 em amostras de sargaços da Califórnia logo um mês após o tsunami. O iodo 131 é um isótopo radioactivo libertado em acidentes nucleares, e o sargaço, ou Macrocystis pyrifera, é uma das plantas que mais acumula iodo, destaca o estudo publicado na revista Environmental Science & Technology.

Foram medidos significativos níveis de radioactividade no tecido da Macrocystis pyrifera recolhidas nas praias desde Laguna Beach, no sul, até Santa Cruz, na região de São Francisco.

“Provavelmente (a radioactividade) não é nociva aos seres humanos, devido aos seus níveis relativamente baixos, mas pode ter afectado certos peixes que se alimentam das algas”, explicou o biólogo Steven Manley.

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Crianças de Fukushima transportam aparelhos de medição de radioactividade


As autoridades de Fukushima vão distribuir, a cerca de 34 mil crianças, dos quatro aos 15 anos, aparelhos de medição de radioactividade, com o objectivo de medir a sua exposição à radioactividade, analisar os dados e, simultaneamente, tranquilizar as famílias. Os aparelhos serão ainda entregues aos pais de crianças com menos de três anos, caso estes os peçam, segundo o portal Veja.

Ao longo de três meses, a partir de Setembro, os aparelhos serão transportados nas mochilas dos mais novos e os dados serão analisados uma vez por mês pelo município daquela cidade do norte do Japão, que, a 11 de Março passado, foi vítima de um desastre nuclear, depois de uma central ali próxima ter ficado danificada após o sismo.

Os pais das crianças têm demonstrado muita preocupação em relação à exposição dos seus filhos a altos níveis de radioactividade, que podem aumentar as probabilidades de desenvolver-se leucemia ou outros tipos de cancros. De acordo com a agência de notícias japonesa Kyodo, alguma escolas terão mesmo tomado a iniciativa de remover o solo contaminado ou até proibir os alunos de usar os pátios exteriores.

Apesar da capital da província com o mesmo nome se situar fora da zona de exclusão de 20 quilómetros em redor da central nuclear, a Greenpeace apelou recentemente ao governo de Tóquio para ordenar a retirada de crianças e grávidas. No entanto, até ao momento, só o Ministério da Educação garantiu que iria cumpror o limite de exposição à radioactividade dos alunos de 1 millisievert, ou menos, por ano, nos espaços escolares.

Os trabalhos para estabilizar a central de Fukushima 1 continuam, com a empresa proprietária do complexo a planear tapar os edifícios dos reactores com uma estrutura de aço, que terá 42 metros de comprimento e 54 metros de altura. No entanto, a Tepco explicou que esta é apenas uma medida temporária de emergência, até que sejam iniciadas as medidas a médio prazo.

Mais de 124 mil pessoas foram desalojadas pelo sismo e tsunami que aconteceu no Japão a 11 de Março e, consequentemente, pela crise nuclear de Fukushima. A 2 de Junho, mais de 41 mil pessoas ainda viviam em centros de acolhimento e 32.500 viviam com familiares e amigos, revelou a estação de televisão japonesa NHK.

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