Purificadores de ar nas salas de aula não reduzem exposição a vírus

Um estudo internacional conduzido por investigadores dos Estados Unidos e da Coreia do Sul concluiu que os purificadores de ar com filtros HEPA (High-Efficiency Particulate Air) instalados em salas de aula não reduzem significativamente a exposição das crianças a vírus.

Redação

Um estudo internacional conduzido por investigadores dos Estados Unidos e da Coreia do Sul concluiu que os purificadores de ar com filtros HEPA (High-Efficiency Particulate Air) instalados em salas de aula não reduzem significativamente a exposição das crianças a vírus.

A investigação, revista por pares e com base num ensaio clínico randomizado, analisou cerca de 200 salas de aula, das quais pouco mais de metade estavam equipadas com purificadores HEPA. O objetivo era perceber se estes dispositivos poderiam ajudar a prevenir o contacto das crianças com vírus e outros agentes patogénicos no ambiente escolar.

Os resultados mostraram que, embora os purificadores tenham reduzido modestamente a diversidade de microrganismos presentes no ar, não houve uma diminuição significativa na quantidade de vírus a que os alunos estiveram expostos.

Este estudo levanta questões sobre a real eficácia destes dispositivos no contexto da prevenção de doenças respiratórias em ambiente escolar, particularmente no que diz respeito à sua utilização como medida de contenção de surtos virais sazonais ou generalizados.

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