Cerca de meio milhar de focas foram encontradas mortas nas costas do mar Cáspio, na república russa do Daguestão, informou hoje o Ministério dos Recursos Naturais e Ecologia desta região.
As primeiras notícias sobre o aparecimento de focas-do-Cáspio mortas surgiram na passada segunda-feira.
“Até ao momento foram encontrados os corpos de 484 animais mortos, que foram levados pelo mar até à costa”, declarou o ministério do Daguestão no seu canal de Telegram.
As autoridades não indicaram as causas precisas da morte em massa das focas, mas estimaram tratar-se de um fenómeno “lamentavelmente habitual durante a migração destes animais no Cáspio”.
“As investigações científicas dos últimos anos, incluindo análises de vírus, não confirmaram a versão de doenças infecciosas em massa”, acrescentaram.
Segundo os cientistas, a principal causa desta tragédia poderá ser a asfixia dos animais ao atravessarem zonas com grandes concentrações de gases naturais, tais como metano e sulfureto de hidrogénio, que são libertados do fundo do mar devido à atividade sísmica.
O Ministério dos Recursos Naturais e Ecologia do Daguestão enviou especialistas na área para uma grande extensão da linha costeira desta república russa com o propósito de investigar o fenómeno.
A entidade regional ambiental mandou também vários pedidos urgentes a organismos federais russos responsáveis pela segurança, recursos e gestão ambientais para tomarem as medidas necessárias de forma a determinar as causas da morte das focas.









