Primeiro ano de “Trump 2.0” causou “destruição ambiental irreversível”, criticam ambientalistas

Refletindo sobre esse primeiro ano do que descreve como sendo um “Trump 2.0”, a organização não-governamental Center for Biological Diversity (CBD) considera que as ações do Chefe de Estado causaram “destruição ambiental irreversível”.

Filipe Pimentel Rações

No próximo dia 20 de janeiro, cumpre-se o primeiro ano do segundo mandato do presidente norte-americano Donald Trump. Logo desde o primeiro dia de volta à Casa Branca, lançou, uma ampla ofensiva contra proteções ambientais para abrir caminho à exploração de combustíveis fósseis e de minerais, pondo em risco, dizem os opositores, a saúde humana e espécies ameaçadas.

Refletindo sobre esse primeiro ano do que descreve como sendo um “Trump 2.0”, a organização não-governamental Center for Biological Diversity (CBD) considera que as ações do Chefe de Estado causaram “destruição ambiental irreversível”.

Em comunicado, os ambientalistas lembram que a “guerra multifacetada” lançada por Trump contra o ambiente ao longo do último ano causou “prejuízos potencialmente permanentes” na capacidade as agências federais para protegerem o ambiente e também provocou “danos sem precedentes” nas leis de proteção do ar, água e vida selvagem do país.

A título de exemplo, o CBD aponta que, em apenas um ano, perderam-se cerca de dois mil funcionários da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, “delapidando a capacidade da agência para proteger o público da poluição tóxica que todos os anos faz adoecer milhares de pessoas”.

A organização estima que também que tenham sido despedidos mais de 1.800 funcionários do serviço nacional de pescas e vida selvagem, mais de 2.700 do serviço de gestão dos parques nacionais e mais de 7.000 dos serviços florestais e de gestão do território. A tudo isso soma-se o anúncio da intenção de retirada dos Estados Unidos de uma série de entidades e acordos ambientais, entre eles a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas e o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas.

O CBD diz, em nota, que desde o início do segundo mandato de Donald Trump já abriu mais de 60 processos judiciais contra o governo pelas suas decisões no âmbito ambiental.

“Uma ação judicial de larga escala é necessária para conter a destruição ambiental promovida por Trump, que levará muitos anos, ou mesmo décadas, a ser revertida”, salienta a organização ambientalista.

Além das críticas ao presidente norte-americano, o CBD lança farpas também ao Partido Democrata, dizendo que até ao momento nenhum democrata apresentou um plano para reverter os danos causados pelas decisões do líder da Casa Branca.

“Enquanto Trump continuar a sua cruzada implacável contra o nosso património natural, continuaremos a lutar”, promete Stephanie Kurose, diretora-adjunta de assuntos governamentais do CBD.

“O primeiro ano de Trump 2.0 foi um pesadelo nacional”, remata.

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