Alerta vermelho de chuvas fortes e risco elevado de cheias no sul de Moçambique
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) de Moçambique emitiu hoje um alerta vermelho para chuvas fortes a muito fortes nas próximas horas, sobretudo nas províncias de Gaza e Maputo, com risco elevado de cheias, inundações e descargas atmosféricas.
O Inam indica que o aviso é válido até às 24 horas de quinta-feira e prevê precipitação superior a 50 milímetros, podendo localmente ultrapassar os 100 milímetros, acompanhada de trovoadas e ventos com rajadas fortes.
Este alerta vermelho abrange todas as regiões das províncias de Gaza e Maputo, no sul do país, consideradas as mais vulneráveis face à intensidade da precipitação prevista para as próximas horas.
Várias zonas de Maputo, incluindo a cidade capital, e de Gaza encontram-se já hoje inundadas, com estradas e ruas cortadas devido à água acumulada e à subida dos caudais dos rios e bacias.
Segundo o Inam, que desde o final de dezembro tem emitido alertas de mau tempo em todo o país, este novo aviso vermelho estende-se igualmente a distritos específicos das províncias de Inhambane (sul), Sofala, Manica e Tete (centro), antecipando igualmente chuva intensa e risco de inundações para estas regiões.
O Inam refere ainda que nas províncias da Zambézia (centro), Niassa e Nampula (norte) espera-se a continuação de chuvas fracas a moderadas, igualmente acompanhadas de trovoadas, recomendando atenção redobrada nas zonas ribeirinhas.
Face às condições meteorológicas adversas, o Inam aconselha a adoção de medidas de precaução e segurança.
Na terça-feira, as autoridades moçambicanas anunciaram que pelo menos 94 pessoas morreram desde o início da atual época chuvosa, em outubro, em resultado sobretudo de afogamentos e descargas atmosféricas.
Moçambique é considerado um dos países mais expostos aos efeitos das alterações climáticas, registando cheias e ciclones tropicais recorrentes na época chuvosa, entre outubro e abril, mas também períodos prolongados de seca severa.
Entre 2019 e 2023, eventos climáticos extremos provocaram pelo menos 1.016 mortos e afetaram cerca de 4,9 milhões de pessoas no país, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.
