Quer ajudar a aprofundar o conhecimento sobre alergias ao pólen? A Faculdade de Ciências do Porto está a recrutar voluntários

Investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) estão a recrutar voluntários para estudar a exposição pessoal ao pólen e perceber como é que estas partículas afetam o nosso dia-a-dia.

Redação

Investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) querem estudar a exposição pessoal ao pólen para perceber como é que estas partículas afetam o nosso dia-a-dia.

No âmbito do projeto BIOREAL, a equipa está à procura de voluntários que queiram ajudar a aprofundar o conhecimento sobre um problema que afeta inúmeras pessoas pelo país (e também mundo) fora.

“Estes elementos microscópicos são difíceis de controlar, mas há formas de reduzir os seus efeitos”, diz Helena Ribeiros, Professora da FCUP e coordenadora do projeto, “e tudo começa por compreender melhor como e quando estamos expostos a eles”.

O grupo-alvo de recrutamento são jovens e adultos com idade superior a 18 anos, estudantes ou funcionários com alergia a pólen.

“Neste estudo, queremos medir a exposição ao pólen de forma personalizada. Com a ajuda de voluntários, poderemos perceber melhor como os sintomas alérgicos estão ligados ao tipo e à quantidade de pólen a que estão expostos no dia a dia”, adianta a investigadora.

Em que é que consiste realmente a participação dos voluntários? A equipa explica que, durante cinco dias, os participantes apenas têm de se fazer acompanhar de um pequeno dispositivo (pesa menos de 600 gramas, garantem) e fazer a anotação diária dos sintomas de alergia numa aplicação móvel.

O equipamento fará ao longo do tempo a recolha de amostras de ar para análise da exposição ao pólen.

“Este aparelho, que cabe facilmente na carteira ou numa mochila, foi criado para ser confortável e não atrapalhar o dia o dia”, pelo que “os voluntários podem usá-lo no trabalho, em casa, ou enquanto passeiam”, esclarece Helena Ribeiro.

“Só precisam de o usar entre seis a oito horas por dia, no horário que fizer mais sentido: por exemplo, das 8h00 às 16h00, ou adaptado à sua rotina”, acrescenta.

Poderá inscrever-se quem tenha já sido diagnosticado com alergia a pólen (possuir um teste de sangue ou de pele, feito há menos de 10 anos) ou quem apresente sintomatologia alérgica, detalham os investigadores.

A equipa do projeto integra médicos imunoalergologistas que podem realizar testes para a confirmação do diagnóstico, afirmam.

As inscrições estão abertas até dia 20 de fevereiro e podem ser feitas através de um formulário online.

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