Três prioridades para um 2026 mais sustentável



O ano de 2026 promete ser decisivo para a sustentabilidade em Portugal e na Europa. A transposição da RED III e a entrada em vigor de outras diretivas climáticas ambiciosas traçam novos incentivos e obrigações para as empresas, estimulando a adoção de práticas mais verdes e eficientes. Conjugar políticas públicas com inovação tecnológica e maior exigência regulatória é, cada vez mais, uma prioridade inadiável para transformar os desafios ambientais em oportunidades estratégicas e avançar rumo a uma sociedade mais neutra em carbono.

“A sustentabilidade vai além de uma obrigação ética ou regulatória. Deve ser uma prioridade central para todos os setores. Na Eco-Oil, acreditamos que construir um futuro responsável depende, cada vez mais, de uma ação coletiva, que incorpora a sustentabilidade através de soluções práticas e circulares. Estamos, por isso, comprometidos em inovar continuamente, através de soluções que transformem resíduos em valor energético e auxiliem a indústria a acelerar a transição para uma operação mais eficiente e sustentável”, reforça Nuno Matos, Diretor-Geral da Eco-Oil.

Perante estes desafios, a Eco-Oil, empresa portuguesa especializada no tratamento de águas contaminadas e produtora de fuel sustentável para a indústria a partir de resíduos recebidos dos navios-tanque, destaca três tendências que vão moldar 2026 no campo da sustentabilidade:

1 | Captura e valorização de carbono

Reduzir as emissões de gases com efeito de estufa continua a ser uma prioridade central para empresas comprometidas com os princípios ESG. No entanto, mais do que simplesmente reduzir, torna-se cada vez mais importante aperfeiçoar mecanismos que permitem capturar e valorizar o carbono emitido. Tecnologias de captura direta de CO₂ e soluções que transformam o carbono fóssil em matéria-prima energética são hoje ferramentas estratégicas para descarbonizar setores altamente intensivos em energia, como a indústria, conciliando a necessidade de reduzir emissões com a manutenção de uma produção economicamente viável e competitiva.

Estas soluções são particularmente relevantes para setores mais difíceis de descarbonizar, tais como a produção de aço e ferro, a indústria química e o transporte marítimo. Além de mitigarem o impacto ambiental, estas tecnologias incentivam a criação de ecossistema empresariais que beneficiem do CO2 captado e abrem caminho para novos modelos de negócio sustentáveis.

2 | Conjugar diferentes soluções energéticas

A transição para fontes de energia renováveis continuará a ser uma prioridade em 2026, mas vai além da simples substituição de combustíveis fósseis. Criar uma matriz diversificada, que combine renováveis, alternativas de baixo carbono e medidas de eficiência energética, é essencial para reduzir a dependência fóssil de forma segura, equilibrada e competitiva, enquanto fortalece a resiliência das empresas face às flutuações do mercado energético e às exigências regulatórias europeias. Ao integrar fontes renováveis com soluções de baixo carbono, as empresas conseguem otimizar a produção, reduzir custos operacionais e aumentar a sustentabilidade das suas operações.

3 | Apostar na circularidade

Com as primeiras fases de implementação do Circular Economy Act e outras iniciativas europeias em curso, a economia circular está cada vez mais no centro da estratégia empresarial para 2026. Este modelo económico vai além da simples gestão de resíduos: implica otimizar os fluxos de materiais usados e integrar práticas que maximizem a reutilização e minimizem o desperdício ao longo de toda a cadeia de valor. Ao prologar a vida útil dos resíduos, as empresas conseguem reduzir a sobreexploração de matérias-primas virgens e, desta forma, aliviar a pressão sobre o meio ambiente.

A adoção de modelos mais circulares traz também benefícios para a economia do país. Pode estimular novos processos de inovação e criar emprego, reduzir a dependência externa de recursos e fomentar cadeias de valor mais sustentáveis.






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