No Dia das Mentiras é importante saber como não ser enganado pelas marcas que dizem ser sustentáveis, mas na verdade não o são.
Questionar é o primeiro passo para evitar apoiar marcas que praticam falsas práticas sustentáveis. Existem algumas perguntas rápidas que permitem optar por escolhas realmente sustentáveis.
Se uma marca diz ser sustentável, devo acreditar sem ter toda a informação?
Para evitar enganos, é importante compreender o conceito de greenwashing. Trata-se de uma prática enganosa adotada por algumas empresas para criar uma falsa imagem de responsabilidade ambiental com objetivo de melhorar a sua reputação e aumentar vendas. Por isso, a resposta é não. Não se deve acreditar em tudo o que é apresentado.
Todos os rótulos indicam se um produto é melhor ou pior para o ambiente?
A resposta é não. Há atualmente mais de 450 rótulos ecológicos para além das inúmeras alegações ambientais, o que dificulta a vida dos consumidores. O Rótulo Ecológico Europeu (EU Ecolabel) é um bom aliado para guiar os consumidores mais ecológicos: assegura a sustentabilidade do produto ao longo de todo o ciclo de produção. Recentemente a DECO PROteste também lançou o seu selo Escolha Verde que só é atribuída aos produtos com pontuação máxima no impacto ambiental, mas que também tenham, na generalidade, uma qualidade boa ou muito boa.
Já foram eleitos produtos com esta distinção em papel higiénico, detergentes, champôs sólidos e, mais recentemente em frigoríficos, máquinas de lavar loiça, máquinas de lavar roupa e aparelhos de ar condicionado.
Um produto é sustentável apenas por apresentar uma embalagem verde ou por dizer no rótulo, “eco” ou “natural”?
Convém começar por esclarecer que não é por um produto indicar ser natural ou orgânico que é também sustentável. Natural e orgânico referem-se só à origem dos ingredientes. Já para o produto ser sustentável, têm de ser analisados os possíveis impactos económicos, sociais e ambientais associados a todas as fases do seu ciclo de vida: desde a matéria-prima até deixar de ser útil. Há argumentos que é fácil verificar serem falsos, como os referentes a fatores irrelevantes que, à partida, já se sabe serem proibidos. Outros, mais vagos, obrigam a uma reflexão sobre o que a marca está realmente a informar. Felizmente, muitos consumidores já estão cientes destas alegações, bem como do uso da cor verde e de imagens de flores e plantas, que dão a ideia de tratar-se de um produto amigo do ambiente. Também a palavra “natural”, habitual em muitos rótulos, já não convence qualquer um.
Existem formas de identificar produtos 100% sustentáveis? Primeiro há que salientar que não existem produtos 100% sustentáveis, todos os produtos têm impactos ambientais associados às várias fases do seu ciclo de vida. Há, no entanto, algumas certificações e símbolos reconhecidos que indicam se o produto que está a adquirir respeita um ou mais parâmetros da sustentabilidade, seja o ambiente, a origem local, a preservação da vida animal, entre muitos outros conceitos. Alguns exemplos de selos de confiança por parte dos consumidores são: EU Ecolabel, BPA Free, EU Biolabel, MSC, Vegan ou The Leaping Bunny ou “cruelty free”.
Se estas questões forem tidas em conta no momento de compra, torna-se mais fácil evitar ser enganado por marcas que praticam greenwashing.









