Mais de 90% do tecido empresarial português é composto por micro, pequenas e médias empre20sas, as chamadas PME. Assim, sem elas, a descarbonização da economia do país não será mais do que uma bonita ambição, entre tantas outras.
Sem os mesmos recursos técnicos, financeiros e humanos que as grandes empresas, muitas PME podem ter dificuldade em conseguir trilhar o caminho do desenvolvimento sustentável, alinhando os seus negócios com a proteção do planeta.
Luís Roberto, gestor, professor e especialista em Sustentabilidade, ESG e Regeneração, é um dos autores da recentemente publicada obra “A Caminho da Sustentabilidade: Os 7 passos para a acção”. Em entrevista, fala-nos dos desafios enfrentados pelas PME em Portugal e sobre como criar as condições para que a sustentabilidade não seja “um custo adicional” e se torne “uma oportunidade de inovação, eficiência e competitividade”.
Dada a sua representatividade no tecido empresarial português (e também europeu), bem como as suas contribuições para as emissões de gases com efeito de estufa, a transição para uma economia mais alinhada com a proteção do planeta não é possível sem as PME. Mas ao contrário das grandes empresas, podem não ter os recursos humanos, técnicos e financeiros para fazer essa viagem. Como é que se pode ajudar as PME?
A sustentabilidade só será real se as PME forem parte integrante deste processo de transformação.
Em Portugal existe mais de um milhão e quatrocentas mil PME, dominando o tecido empresarial português, gerando aproximadamente dois terços da atividade económica empresarial privada, o que significa que o crescimento económico é praticamente impossível sem a cooperação dos pequenos negócios.
No entanto, é verdade que muitas enfrentam limitações de recursos humanos, técnicos e financeiros, que dificultam a adoção de práticas sustentáveis. A ajuda tem de vir em várias frentes.
Em primeiro lugar, é essencial simplificar o acesso a financiamento verde. Muitas PME não têm departamentos dedicados para preparar candidaturas complexas, por isso os instrumentos de apoio devem ser mais ágeis, acessíveis e acompanhados de assistência técnica.
Em segundo lugar, precisamos de reforçar a capacitação e o desenvolvimento de competências em sustentabilidade, através de programas de formação, partilha de boas práticas, e o incremento das redes de apoio entre empresas. A colaboração setorial e territorial é chave. Quando as PME trabalham em ecossistemas locais, conseguem partilhar recursos, reduzir custos e acelerar a transição.
Terceiro, a digitalização é um grande parceiro. As ferramentas digitais permitem monitorizar consumos, otimizar processos e reduzir desperdícios, ou seja, tornam a sustentabilidade mais eficiente e mensurável.
Por fim, é importante reconhecer e valorizar as PME que já estão a dar passos nessa direção, através de mecanismos de certificação, incentivos fiscais ou visibilidade no mercado.
Em suma, ajudar as PME na transição sustentável significa criar um ambiente em que a sustentabilidade não seja um custo adicional, mas uma oportunidade de inovação, eficiência e competitividade.
A quem é que cabe a responsabilidade de colocar as PME no caminho da sustentabilidade efetiva e de longo-prazo? Aos seus gestores, ao Governo e entidades públicas, às empresas maiores que as têm nas suas cadeias de valor, à própria sociedade que usa os seus serviços e consome os seus produtos?
A responsabilidade é de todos. O sucesso da transição sustentável só será possível de alcançar quando tivermos a capacidade e a disponibilidade para interagirmos e trabalharmos em conjunto – empresas, academia, governos, ONG e cidadãos.
Começando pelas PME e os seus gestores, é claro que a mudança tem de começar dentro das empresas. A liderança é essencial para integrar a sustentabilidade na estratégia do negócio, mesmo que de forma gradual e adaptada à escala de cada negócio. Mas não podemos esperar que as PME façam esta caminhada sozinhas.
O Governo enquanto legislador, tem um papel determinante em criar condições políticas estáveis, incentivos financeiros e simplificação administrativa. Sem um enquadramento de apoio claro, é difícil que as PME assumam compromissos de longo prazo.
As grandes empresas, por sua vez, têm uma responsabilidade crescente na forma como gerem as suas cadeias de valor. Devem apoiar as PME fornecedoras na descarbonização, partilhar conhecimento e facilitar o acesso a ferramentas e métricas comuns. Essa colaboração é essencial para uma transição justa e eficaz.
E, finalmente, a sociedade e os consumidores também têm o poder de influência. Cada escolha de consumo influencia o mercado. Quando valorizamos produtos e serviços mais sustentáveis, estamos a enviar um sinal claro às empresas, de que esse é o caminho a seguir.
Portanto, a sustentabilidade das PME é um projeto coletivo, que requer liderança interna, políticas públicas inteligentes, colaboração empresarial e um mercado que premeie o compromisso com a sustentabilidade.
Dados da Pordata indicam que, do total de PME em Portugal, mais de 90% (cerca de milhão e meio) são microempresas, ou seja, têm menos de 10 trabalhadores. Como é que empresas com essas dimensões, que muitas vezes estão mais focadas na luta diária para tentarem manter as portas abertas do que nos impactos ambientais, podem alinhar-se com as exigências que lhes são impostas? Muitas delas simplesmente podem não ter recursos, sejam quais forem, para fazer tais transformações, certo?
É verdade. A maioria das PME portuguesas são microempresas, muitas vezes com equipas reduzidas e recursos muito limitados. A sua prioridade diária é sobreviver, pagar salários e manter clientes. Falar-lhes de sustentabilidade sem reconhecer essa realidade é contraproducente.
Mas a transição sustentável não tem de ser uma exigência inatingível, tem de ser um caminho ajustado à sua escala.
O primeiro passo é ajudar estas empresas a perceber que sustentabilidade também pode significar eficiência. Gastar menos energia, reduzir desperdício, otimizar transportes, ou valorizar produtos locais. Pequenas mudanças podem ter impacto ambiental e, ao mesmo tempo, melhorar margens.
Depois, é preciso aproximar os apoios da sua realidade. Programas simplificados, consultoria acessível, ferramentas digitais prontas a usar e projetos coletivos, por exemplo.
As autarquias, associações empresariais e clusters locais podem ter aqui um papel essencial, ao serem o elo de ligação entre as políticas públicas e o terreno, traduzindo a sustentabilidade em ações concretas, simples e úteis.
Por fim, temos de mudar a narrativa. A sustentabilidade nas microempresas não começa com os relatórios de sustentabilidade e certificações, mas com pequenas decisões diárias mais inteligentes e responsáveis. O importante é pô-las a caminho, com apoio, realismo e reconhecimento do seu esforço.
As PME podem estar cientes da importância de fazerem a transição para modelos de negócio menos ambientalmente prejudiciais, não só por questões de estratégia de negócio, mas também por preocupações genuínas com o futuro do planeta. Outras podem não ter essa visão. Como é que se chega a elas? Será que a velha ladainha do “é um fator de competitividade e é bom para o negócio” chega? Ou é preciso mais?
A ideia de que a sustentabilidade é boa para o negócio é verdade, mas já não chega. Esse discurso, embora verdadeiro, soa muitas vezes a filosófico para quem está focado em manter a empresa a funcionar dia a dia.
Chegar às PME que ainda não abraçaram esta visão exige mostrar resultados tangíveis e casos práticos. Quando um empresário vê outro, semelhante a si, reduzir custos, conquistar novos clientes ou melhorar a reputação da sua marca através de práticas sustentáveis, isso tem muito mais impacto do que qualquer campanha institucional.
Além disso, é fundamental criar condições para que a sustentabilidade seja simples e vantajosa desde o início — com apoio técnico, incentivos concretos e menos burocracia. A mensagem tem de ser: “As PME não estão sozinhas, a sustentabilidade é um caminho partilhado”.
Mas há também uma dimensão mais profunda. Precisamos de reconectar a sustentabilidade ao propósito e à continuidade do negócio. No fundo, trata-se de garantir que as empresas que hoje sustentam as economias locais continuam a existir num futuro que será necessariamente mais sustentável.
Portanto, sim, é um fator de competitividade, mas é também um fator de sobrevivência e de reputação. A transição só acontecerá quando a sustentabilidade deixar de ser uma obrigação externa, e passar a ser um motivo interno de convicção e pertença.
Poderá haver alguma relação entre o nível de escolaridade e o caminho para a sustentabilidade nas PME? Em abril de 2024, a Pordata indicava que 44% dos empregadores têm, no máximo, o 9.º ano. É sabido que formação académica não é conhecimento nem sabedoria, mas poderá influenciar, dada a complexidade dos assuntos em questão no que toca à sustentabilidade?
O nível de escolaridade pode influenciar o acesso à informação, mas não determina a capacidade de liderança ou visão.
Em Portugal, muitas PME foram criadas e mantidas por pessoas com enorme experiência prática e sentido de responsabilidade. Esse capital humano é valiosíssimo, e é nele que temos de investir, não o substituindo, mas complementando-o com formação prática.
O que realmente faz a diferença é a oportunidade de aprender. Se a formação em sustentabilidade for dada de forma clara, ligada ao dia a dia do negócio, mostrando benefícios concretos e os impactos positivos que podem ser criados, então o nível de escolaridade deixa de ser uma barreira.
Tenho conhecido empresários com percursos escolares curtos, mas com uma visão e uma sensibilidade ambiental extraordinárias. Às vezes, o que faz mesmo a diferença é a abertura para aprender, a curiosidade e a vontade de fazer diferente.
Ou seja, mais do que escolaridade formal, o que importa é a capacitação contínua e proximidade, traduzir a sustentabilidade em linguagem simples, aplicável e inspiradora. Quando isso acontece, o conhecimento torna-se inclusivo, e todos podem fazer parte da transição, independentemente do diploma que têm.
Em setembro passado, o Luís e outros colegas especialistas lançaram o livro “A Caminho da Sustentabilidade: Os 7 passos para a acção”, que descrevem como sendo “um livro inevitável” para ajudar as PME “a conhecerem o essencial da sustentabilidade, e a percorrer a sua caminhada, de forma simples, mas estruturada”. Como é que uma PME poderia começar a pensar sobre a sua estratégia de sustentabilidade? Onde fica o início do início?
O ‘início do início’ é, acima de tudo, quando ganhamos a consciência de que a sustentabilidade já não é opcional.
Quando à mesa do café a Margarida Antunes, o Joaquim Caetano, o Ricardo Ferreira e o Luís Roberto decidiram escrever o livro “A Caminho da Sustentabilidade – os 7 passos para a acção”, também ele um projeto coletivo, que reúne a experiência, o saber e a observação atenta dos seus autores, complementado por casos de estudo de empresas reputadas (Adega Mayor, Casa Mendes Gonçalves, Grupo Osíris), e a visão humanista da Escola de Negócios – AESE, quisemos precisamente mostrar que qualquer PME, independentemente da sua dimensão ou setor, pode começar esta caminhada de forma simples, desde que tenha um roteiro claro.

O método dos 7 Passos permite que todos os envolvidos entendam o que precisa ser feito, centrando os esforços nas tarefas certas, evitando o desperdício de tempo e esforço, garantindo que cada ação contribui diretamente para implementar a sua estratégia de sustentabilidade.
Criar uma estratégia de sustentabilidade e integrá-la na estratégia do negócio é o desafio que se coloca às PME. Ao serem capazes de o conseguir, estão paralelamente a proteger o negócio da estagnação e a potenciar oportunidades de desenvolvimento e inovação.
Assim, é também essencial que os empresários estejam dispostos a orientar as suas ações para um novo modelo de gestão, capaz de aliar o progresso económico à preservação do meio ambiente e às condições sociais.
Para estabelecer a estratégia de sustentabilidade de qualquer empresa, o primeiro passo, é compreender onde se está. Perceber os principais impactos e as oportunidades do seu negócio, no ambiente, nas pessoas e na comunidade. Esse diagnóstico inicial, mesmo que seja simples, ajuda a ganhar clareza e foco. E a partir daí, o caminho torna-se progressivo, passo a passo. Cada passo conta, e o importante é dar o primeiro.
O nosso objetivo com o livro foi exatamente esse. Traduzir a sustentabilidade para a linguagem das PME, tornando-a prática, acessível e estruturada. Um livro inevitável que ajuda a transformar boas intenções em ação concreta.
Pensando que algum proprietário de uma PME poderá estar a ler esta nossa conversa, e que ainda não tem uma estratégia de sustentabilidade e nem pensou ainda muito sobre isso, como é que tentaria convencê-lo ou convencê-la de que a sustentabilidade é importante para o seu negócio e não é apenas uma coisa “ambientalista” que só vai dar trabalho e mais despesa?
Antes de mais, eu diria a esse empresário ou empresária: Eu compreendo! Gerir uma PME em Portugal é um desafio diário e constante, onde sobra pouco tempo para pensar em mais uma ‘obrigação’.
Mas a sustentabilidade não é um custo nem uma moda. É, na verdade, uma forma de tornar o negócio mais eficiente e mais competitivo.
Em Portugal, 77,7 % das PME declaram ver a sustentabilidade como uma oportunidade estratégica, e 87 % acreditam que a sustentabilidade pode melhorar significativamente a competitividade do seu negócio.
Medidas simples, como otimizar consumos de energia ou reduzir desperdícios, podem trazer poupanças diretas e melhorar a resiliência da empresa face a aumentos de preços.
Além disso, há cada vez mais clientes, investidores e grandes empresas que exigem práticas sustentáveis aos seus parceiros. Quem se antecipa a essas exigências ganha vantagem competitiva e uma reputação positiva que ajuda a atrair novos clientes e talentos.
E, finalmente, há o fator humano. As PME sustentáveis tendem a ter equipas mais motivadas e inovadoras, porque trabalham com um propósito claro. Segundo um estudo produzido pela McKinsey, 80% dos millennials querem trabalhar em empresas fortes em sustentabilidade.
Portanto, sustentabilidade não é um fardo. É uma estratégia de crescimento inteligente, que combina responsabilidade com rentabilidade e prepara a empresa para o futuro.
A sustentabilidade é, no fundo, um novo modelo de gestão com visão de futuro. É garantir que o negócio continua a existir daqui a dez anos, num mundo que vai ser inevitavelmente mais exigente e mais consciente.
Saber que o que fazemos hoje pode contribuir para um futuro melhor não é ser ambientalista, é ser realista e responsável, e as PME que investem em sustentabilidade hoje serão as líderes de mercado amanhã.
Considera que quando se fala em transição ecológica, em alinhar os negócios com objetivos de proteção ambiental, o discurso tende a ter como foco as grandes empresas e, de alguma forma, a deixar de fora as PME, as suas dificuldades, as suas idiossincrasias?
Sim, o discurso sobre sustentabilidade e proteção ambiental ainda está muito centrado nas grandes empresas. Mas sem as PME, que são 99% do tecido empresarial português, não há transição possível.
O problema é que o discurso, e muitas vezes as políticas, não têm em conta a escala, a linguagem e os recursos das PME. Falamos em descarbonização, economia circular, fatores ESG e gestão de riscos, mas raramente explicamos o que isso significa na prática para uma empresa com 10 ou 15 colaboradores.
O desafio, portanto, é democratizar a sustentabilidade. Criar instrumentos simples, políticas adaptadas e narrativas que falem para todos os tamanhos de empresa. A transição ecológica só será justa e eficaz se for inclusiva, se percebermos que o pequeno negócio local é tão parte da solução quanto o grande grupo industrial.
É por isso que tenho insistido tanto em traduzir a sustentabilidade para a realidade das PME, tornando-a acessível e inspiradora.
As PME têm um lugar à mesa das negociações de regulamentos ambientais e de sustentabilidade que as afetem diretamente? Têm capacidade para lá chegar, ou têm sequer a porta aberta para isso? Ou esses fóruns continuam a ser só para as grandes empresas?
Infelizmente, as PME ainda estão pouco representadas nas decisões sobre sustentabilidade. As regras que as afetam são, muitas vezes, desenhadas sem as escutar.
Apesar do excelente trabalho desenvolvido por várias associações representativas das PME, o setor mantém-se fragmentado, com pouca articulação entre si, e um peso político diminuto, faltando, em minha opinião, uma plataforma comum que traduza, de forma coesa, as preocupações sobre regulação ambiental, sustentabilidade e outros temas cruciais como a transição digital, por exemplo.
Por outro lado, os fóruns, as consultas públicas e as mesas de negociação continuam, em grande parte, dominados por grandes empresas, associações setoriais com mais recursos, e entidades públicas.
As PME não têm, por norma, departamentos jurídicos, de sustentabilidade ou de relações institucionais, por isso, precisam de ser representadas de forma mais estruturada. O papel das associações empresariais, câmaras de comércio e confederações é fundamental para levar a sua voz aos decisores.
Mas também cabe ao próprio poder público abrir as portas de forma mais inclusiva, criando mecanismos de consulta simplificados, fóruns regionais e processos participativos adaptados à dimensão das PME. As autarquias podem também atuar como facilitadoras, criando espaços de consulta local, redes colaborativas e programas de capacitação, em parceria com a academia, que ajudem as PME a compreender e a aplicar políticas de sustentabilidade.
Se queremos uma transição ecológica justa, precisamos de um diálogo mais equilibrado, em que o pequeno negócio local tenha voz na mesma mesa onde se definem as regras do futuro. A sustentabilidade também é governação participativa e equidade de representação.
Já várias PME nascem com as preocupações ambientais no cerne dos seus modelos de negócio, patentes nos seus produtos e serviços e têm gestores bem alinhados com essas questões. Mas muitas outras nem por isso. Considera que algum dia será possível colocá-las todas no mesmo comprimento de onda “verde” ou o que importa mais é o percurso, o que se faz até lá, e não tanto o destino final?
O importante não é que todas as PME cheguem ao mesmo destino ao mesmo tempo, mas que todas caminhem na direção certa. A sustentabilidade é um caminho, feito de passos, não de saltos.
Algumas PME já nascem com o ‘verde’ no ADN. São pioneiras e mostram o que é possível fazer. Outras chegam lá mais devagar, porque enfrentam constrangimentos reais de tempo, recursos ou conhecimento. Mas o essencial é que cada uma encontre o seu ponto de partida e a sua motivação.
A sustentabilidade não é uma meta única e fixa. É um processo de melhoria contínua, de aprendizagem e de responsabilidade. Como referi por diversas vezes, a sustentabilidade é uma ongoing journey [viagem contínua], que implica compromisso, liderança, e cultura de sustentabilidade, em que todos reconhecem a importância de serem sustentáveis.
Se conseguirmos que cada PME, por mais pequena que seja, dê passos consistentes e conscientes, então o resultado coletivo será transformador. No fundo, o que conta não é que todas falem a mesma linguagem verde, mas olhem o futuro mais equilibrado, resiliente e humano.
O caminho para a sustentabilidade não se faz sozinho. PME, grandes empresas e sociedade precisam de caminhar lado a lado, porque o verdadeiro valor está em crescer juntos, sem deixar ninguém para trás.
*Entrevista publicada originalmente na revista de dezembro de 2025.
*Nota de pesar: Luís Roberto faleceu em fevereiro de 2026 e deixou uma marca importante na promoção da sustentabilidade empresarial em Portugal.









