Uma nova estimativa sugere que podem existem, em todo o mundo, mais oito a 14 milhões de espécies de insetos do que anteriormente se supunha. E a maior parte delas está ainda por descobrir.
Nos últimos 40 anos, tem sido quase universalmente aceite a estimativa de que a Terra alberga, nos dias de hoje, perto de seis milhões de espécies de insetos. Contudo, um grupo de cientistas da Europa, América do Norte, Tailândia, Taiwan e Costa Rica acredita que o número total de espécies poderá estar entre os 14 milhões e os 20 milhões, no que dizem ser uma estimativa conservadora.
O trabalho, divulgado na revista ‘PNAS’, teve por base informação genética de 1,6 milhões de insetos tropicais individuais, um censo de um grupo altamente diverso de vespas parasitoides da Costa Rica e metodologias estatísticas.
Os investigadores consideram que a duplicação ou a triplicação do número estimado de espécies de insetos a nível global, que é já tido como o grupo de animais mais diverso do planeta, tem implicações significativas para a compreensão da dimensão, da riqueza e do futuro da biodiversidade da Terra.
“Não podemos proteger as espécies se não soubermos que elas existem”, diz Laura Melissa Guzman, da Universidade de Cornell e coautora do estudo.
“Por isso, para podermos compreender a biodiversidade do nosso planeta é importante saber quantas há”, acrescenta.
Até ao momento, aproximadamente 1,2 milhões de espécies de insetos foram descritas cientificamente, o que representa uma pequena porção da estimativa agora apresentada.
“Os nossos resultados apontam para um grande número de insetos por descrever, aqueles sem um nome”, afirma a investigadora. “Tendo em conta os relatos recentes sobre os declínios das populações de insetos, poderá haver muitas espécies em declínio que ainda nem seques descobrimos.”









