Um dos anfíbios mais ameaçados da Europa é libertado em Espanha para tentar salvar a espécie

Classificado com o estatuto de “Criticamente em perigo” na Lista Vermelha dos Anfíbios Europeus, estima-se que existam atualmente cerca de mil indivíduos na Natureza, uma população que continua em declínio, sobretudo por causa de ameaças como as secas nas montanhas de Montseny em que vive, a destruição do habitat e doenças, como fungos.

Redação

O tritão Calotriton arnoldi, também conhecido como tritão-de-montseny, é considerado um dos anfíbios mais ameaçados da Europa, mas estão em curso esforços para recuperar a espécie na Catalunha, a única região onde ainda ocorre e da qual é endémico.

Classificado com o estatuto de “Criticamente em perigo” na Lista Vermelha dos Anfíbios Europeus, estima-se que existam atualmente cerca de mil indivíduos na Natureza, uma população que continua em declínio, sobretudo por causa de ameaças como as secas nas montanhas de Montseny em que vive, a destruição do habitat e doenças, como fungos.

Este mês, o Zoo de Chester, do Reino Unido, que faz parte de um projeto para recuperar a espécie e contribui para a reprodução em cativeiro destes tritões, introduziu 32 indivíduos numa área montanhosa perto de Barcelona. A localização exata não é revelada publicamente para proteger os animais de perturbações e de capturas ilegais.

De corpos acastanhados com salpicos dourados, os tritões Calotriton arnoldi podem atingir os 10 centímetros de comprimento e alimentam-se sobretudo de insetos e vermes aquáticos.

Atualmente, estão numa situação precária. “O seu habitat está fragmentado por estradas, são altamente sensíveis à qualidade da água e enfrentam a ameaça constante do comércio ilegal de vida selvagem”, explica, em nota, Gerardo Garcia, diretor de Plantas e Animais do Zoo de Chester.

Ainda assim, apesar das reduzidas dimensões da população sobrevivente, os tritões Calotriton arnoldi apresentam uma boa diversidade genética.

“Normalmente, quando os números descem a este nível, seria de esperar que a diversidade genérica caísse drasticamente. Mas a investigação revela que é surpreendentemente elevada”, acrescenta o responsável.

Esses anfíbios, parentes das salamandras, ainda escondem alguns segredos que estão por revelar na sua plenitude.

Os especialistas acreditam que parte do seu ciclo de vida é passado em cursos de água que corre abaixo da superfície do solo na região montanhosa de Montseny, porque as suas larvas são frequentemente avistadas na Natureza, mas não por muito tempo. Eventualmente, acabam por voltar a emergir já como adultos maturos.

De acordo com a instituição britânica, mais de uma centena de outros tritões da mesma espécie estão ainda a viver nesse zoológico e serão futuramente também introduzidos na Natureza para revitalizar a população das montanhas de Montseny.

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