O que é que os colchões dos berços, cadeiras de carro e fraldários têm em comum? São utilizados por bebés e todos possuem espuma – e isto é problemático. A espuma utilizada nos colchões e assentos liberta compostos orgânicos voláteis (COV) para o meio ambiente. Os COV provêem de vários compostos utilizados no fabrico destes objectos: resinas, solventes, adesivos e catalisadores que continuam a volatilizar muito depois do processo de fabrico.
A exposição crónica a baixos níveis de COV está relacionada com alergias, asma e infecções pulmonares nos bebés. Porém, uma nova investigação revelou uma realidade totalmente diferente. Uma equipa de cientistas da Universidade do Texas realizou um novo estudo que quantificou a actual quantidade de COV que são libertados para o ambiente onde está o bebé.
A equipa analisou 20 colchões de berço, tanto novos como usados, fabricados com espuma de poliuretano ou poliéster. Numa câmara de teste, como o tamanho semelhante ao quarto de um bebé, aquecida com um cilindro parra imitar o calor libertado pela criança, que acelera a libertação de COV, os investigadores compararam os valores dos COV no quarto e na zona de respiração da criança, cerca de 1 a 2,5 centímetros acima da superfície do colchão.
De acordo com o Treehugger, os cientistas identificaram 30 COV diferentes e alguns que são classificados como poluentes ambientais. Em média, concluíram os investigadores, os novos colchões libertam quatro vezes mais COV que os colchões mais antigos.
Porém, mais alarmante, a equipa descobriu que a quantidade de COV era significativamente maior na zona de respiração da criança do que no ambiente gral do quarto. Tal indicador é alarmante, já que os bebés tendem a dormir 12 a 14 horas por dia.
Contudo, existem alternativas aos colchões de espuma, como o latex, a borracha natural, o algodão orgânico, a fibra de eucalipto, entre outros.
Foto: eperales /Creative Commons









