Como o Corinthia Lisboa reduziu consumo de energia em 24,7% desde 2009 (com VÍDEO)



Em 2009, o hotel Corinthia decidiu trocar as lâmpadas normais por iluminação LED, uma medida que reduziu em 80% o seu consumo de electricidade. Numa altura em que a crise já batia à porta – ainda que não com a força de hoje -, o hotel investiu ainda numa estratégia mais alargada de sustentabilidade, ajudado pela Galp Energia.

“A nossa primeira preocupação foi reduzir o consumo de energia do hotel, de forma sustentada e economicamente viável. Começámos por fazer uma caracterização de como o hotel utilizava a energia, desde a energia eléctrica ao gás natural”, referiu Pedro Louro, consultor da Galp responsável pelo projecto.

Durante cinco anos, a Galp estudou o hotel, traçando um plano a duas velocidades. O primeiro nível, de renovação do hardware, levou à troca da tecnologia e equipamentos: caldeiras, reservatórios, bombas e refrigeração.

O segundo nível preocupou-se em dar formação aos funcionários e todos os consumidores de energia do hotel. E nem os clientes escaparam. “Temos um conjunto de informação digital nos elevadores e quartos, que os clientes vão absorver e que os vai informar sobre a nossa contribuição em termos de sustentabilidade”, explicou ao Economia Verde Pedro Ferreira, manager do Corinthia.

“Este é um projecto inovador, em Portugal. É um edifício com algumas dezenas de anos, mas demos um passo significativo na directiva de tornar este edifício com um balanço energético nulo – e os painéis solares foram uma das soluções implementadas. Assim como uma co-geração, que permite produção de energia térmica e eléctrica, assumindo uma independência energética”, concluiu Pedro Louro.

Quando o projecto arrancou, frisa Pedro Ferreira, o objectivo passava por ter um ganho de redução do consumo na ordem dos 22%. Hoje, esse ganho é de 24,7%.

Corinthia e Galp não indicam o valor investido ou estimativa do retorno do investimento, mas com 27 andares – e 518 quartos –, o hotel ainda gasta €1 milhão em electricidade. Há, por isso, muito caminho a trilhar para ser completamente sustentável.

 





Notícias relacionadas



Comentários
Loading...