Microscópios de papel podem salvar vidas

Com menos de um dólar se constrói um microscópio que pode ajudar os médicos em países em desenvolvimento a detector doenças mortais.

Green Savers

Parece impossível pode fabricar um equipamento, que à partida parece tão complicado, como um microscópio. Ainda por cima se for impresso numa folha de cartão e com um custo final de apenas 1 dólar. Isto porque Origami, a arte japonesa de dobradura de papel, evoluiu consideravelmente desde que apareceu no mundo ocidental ao longo do último século: é simples, fácil e barato. Assim, não é de admirar que os cientistas e engenheiros começaram a explorá-lo em todos os tipos de formas inovadoras. Eles agora usam origami para construir tudo, desde máquinas moleculares a telescópios espaciais.

Foi exactamente isso que fez o bioengenheiro indiano Manu Prakash, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos – e sua invenção pode salvar vidas em países em desenvolvimento, onde faltam equipamentos para diagnosticar (e tratar) doenças correctamente. As peças do microscópio de Prakash, o Foldscope, são impressas em cartão. Depois, são destacadas e montadas seguindo um sistema de dobragens e encaixes, como num origami, e em apenas sete minutos.

Manu Prakash e os colegas da Universidade de Stanford revelam como foi projectado e construído este microscópio. “Embora custe menos de um dólar, pode fornecer mais de 2.000 vezes de ampliação com resolução submicron, pesa menos de duas moedas, é pequeno o suficiente para caber no bolso, não requer alimentação externa, e podem sobreviver a uma queda de um edifício de três andares ou pode até ser pisado por uma pessoa”, explicam os cientistas.

O Foldscope – que tem o formato de uma tira, diferente dos microscópios convencionais – ainda tem peças como lentes (custa 56 cêntimos de dólar), uma pequena lâmpada de LED (21 cêntimos de dólar) e uma pilha semelhante à que é usada em relógios (6 cêntimos de dólar), que permite ao Foldscope funcionar durante 50 horas.

Prakash e a sua equipa criaram 12 modelos diferentes. Todos vêm com um projector embutido para que as suas imagens possam ser analisadas por várias pessoas ao mesmo tempo.

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