Nova moda dos cafés para animais criticada em Londres



O primeiro café de corujas de Londres, Inglaterra, abre em Março, no Soho, e o conceito é muito similar a outros idênticos espalhados por todo o mundo: os clientes podem interagir com os animais enquanto bebem um café ou uma cerveja.

O café chama-se Annie the Owl, baseia-se nos primeiros a aparecerem globalmente, em Tóquio, e já motivou a inscrição de 25.000 pessoas, que pagarão €27 para desfrutarem do momento.

O bar estará aberto das 20h às 2h – para “respeitar” os hábitos noctívagos das corujas – e parte dos lucros serão reencaminhados para o Barn Owl Trust. No entanto, nem assim os activistas pelos direitos dos animais concordam com a ideia.

Segundo o Daily Mail, uma petição publicada na Change.org pretende pressionar os proprietários do café a voltarem atrás com a ideia. “Seria difícil pensar numa experiência mais assustadora para as corujas, que têm um ouvido e visão especialmente apurados, que estarem rodeados por homens intoxicados num bar”, explicaram activistas da PETA ao jornal britânico.

Esta ideia é rebatida por Sam Sheiky, curador do bar. “É por uma boa causa e os londrinos vão divertir-se. Passámos muito tempo a tratar do bem-estar dos animais e a garantir que as corujas estariam confortáveis”, explicou.

Segundo o jornal, os cafés de animais são uma tendência crescente em Londres. No final do ano abrirá o primeiro café para cães – Happiness of Hounds – em Shoreditch; e o primeiro café para gatos – Cat Emporium – recebeu milhares de fãs no ano passado.

No Japão, a moda dos cafés para animais atingiu um novo extremo no Café Little Zoo, em Narashino, onde os clientes podem interagir com iguanas, falcões e cobras. Há também cafés a oferecer encontros com cães, cabras, coelhos, pinguins e serpentes.





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