No verão de 2020 foram descobertas ossadas de nove Neandertais na Caverna Guattari em San Felice Circeo, na região de Lácio, Itália.
Os arqueólogos revelam que os restos mortais remontam a 50 mil e 68 mil anos atrás, no entanto, um deles é mais antigo e tem entre 90 e 100 mil anos. Os vestígios indicam que a maioria era do sexo masculino, existindo apenas uma mulher no grupo, e que eram todos adultos exceto um indivíduo que se pensa ser jovem.
A presença de carvão e de ossos de animais queimados sugere também a utilização de uma lareira, o que, aliado a outras características, vai permitir que os especialistas reconstruam a vida do homem Neandertal e os seus costumes de há mais de 60 mil anos.
Na caverna foram ainda encontrados ossos de hienas, de auroque (uma espécie de bovino já extinta), rinocerontes, elefantes e de urso-das-cavernas (também já extinto).
Esta investigação está a decorrer desde outubro de 2019, no âmbito de uma parceria entre a Soprintendenza Archeologia, Belle Arti e Paesaggio per le Province di Frosinone, Latina e Rieti, e a Università degli Studi di Roma “Tor Vergata”.
Mauro Rubini, diretor do serviço de arqueologia do SABAP das províncias de Frosinone, Latina e Rieti, explica em comunicado: “Com esta campanha de escavações encontrámos numerosos indivíduos, uma descoberta que nos permitirá lançar uma luz importante sobre a história da população de Itália. O homem de Neandertal é uma etapa fundamental da evolução humana, ele representa o ápice de uma espécie e é a primeira sociedade humana da qual podemos falar.”
Dario Franceschini, Ministro da Cultura italiano, afirma que esta é “Uma descoberta extraordinária da qual o mundo inteiro falará porque enriquece a investigação sobre os neandertais. É o resultado do trabalho da nossa Soprintendenza em conjunto com universidades e órgãos de investigação, algo verdadeiramente excepcional.”












