A UCADESA alertou para o impacto dos sucessivos atrasos no início da atividade das Organizações de Produtores de Sanidade Animal (OPSA), no âmbito do Plano Nacional de Saúde Animal para 2026, considerando que a situação poderá comprometer a defesa sanitária do país.
Em comunicado divulgado esta terça-feira, 17 de março, a entidade manifesta “profunda preocupação” com o facto de o arranque das atividades continuar dependente da conclusão de um concurso internacional para serviços de análises laboratoriais, um processo que descreve como burocraticamente complexo e sujeito a adiamentos recorrentes.
De acordo com a UCADESA, no cenário mais favorável, as OPSA só deverão iniciar funções em maio, o que reduz significativamente o período de execução das medidas previstas. A organização sublinha que estas estruturas têm assegurado a continuidade dos serviços e a manutenção dos postos de trabalho ao longo de todo o ano, apesar de apenas conseguirem desenvolver atividade efetiva durante oito a nove meses.
A exigência de cumprimento integral do plano sanitário até ao final do ano civil agrava, segundo a mesma fonte, as dificuldades operacionais, obrigando ao reforço de equipas num contexto marcado pela escassez de profissionais qualificados e pela necessidade de formação prolongada.
O alerta surge numa altura considerada sensível, tendo em conta a existência de ameaças sanitárias nas proximidades do território nacional. Para a UCADESA, não é aceitável que a sanidade animal permaneça condicionada por entraves administrativos, defendendo uma revisão urgente dos procedimentos para garantir maior previsibilidade e eficiência.
A organização conclui que a proteção da sanidade animal constitui um pilar estratégico para o setor pecuário e para a economia nacional, apelando a uma atuação mais célere e ajustada às necessidades no terreno.









