União Europeia proíbe o uso de pesticidas nocivos a abelhas



A Comissão Europeia vai avançar com a medida de proibição de pesticidas suspeitos de matarem abelhas, apesar de a proposta não reunir o consenso dos estados membros da UE. Numa votação de recurso, 15 países apoiaram a proposta, mas oito votaram contra – incluindo Portugal – e quatro abstiveram-se da votação.

Os estados membros da UE não conseguiram alcançar uma maioria qualificada, a favor ou contra, na proposta de restrição do uso de três insecticidas neonicotinóides que ameaçam a saúde e sobrevivência das abelhas.

Tonio Borg, comissário europeu da Saúde e Defesa do Consumidor, disse: “Eu prometo dar o meu melhor para garantir que as nossas abelhas, que são tão vitais para o nosso ecossistema e contribuem com mais €22 mil milhões por ano para a agricultura europeia, são protegidas”.

Na ausência de um acordo entre os estados membros, ficou a cargo da Comissão decidir se adopta ou não a proposta – esta já fez saber que avançará com as restrições, que serão aplicadas a partir de 1 de Dezembro de 2013.

A medida limita o uso de três neonicotinóides – clotianidin, imidacloprid e tiametoxam – no tratamento de sementes, na sua aplicação no solo e no tratamento de plantas e cereais que atraem abelhas. O uso será permitido nas culturas que não aliciam os insectos, em estufas e em plantações problemáticas mas apenas depois da floração. As restantes utilizações autorizadas estarão disponíveis apenas para profissionais.

Assim que novas informações estiverem disponíveis – e o mais tardar no prazo de dois anos – a Comissão Europeia irá rever as condições de aprovação dos três neonicotinóides, tendo em conta desenvolvimentos científicos e técnicos relevantes.

A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar defende que os três pesticidas causam problemas para a saúde das abelhas em culturas como o girassol e o milho.

Foto: Sob licença Creative Commons





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