Onda de calor pode agravar alergias em cães e gatos. 8 dicas para ajudar a lidar com a situação

Médica veterinária da ZU explica sinais de alerta e cuidados a ter nesta altura do ano.

Redação

A subida significativa das temperaturas e o aumento da concentração de alergénios no ambiente levam ao agravamento das alergias sazonais em muitos cães e gatos. Nesta altura do ano, fatores como o pólen de árvores, gramíneas e ervas, os ácaros ambientais, os esporos fúngicos e o aumento da atividade de parasitas, como as pulgas, contribuem para o aparecimento ou intensificação de manifestações alérgicas nos animais de companhia. E a combinação de temperaturas mais elevadas com a maior exposição a alergénios ambientais pode traduzir-se em sintomas persistentes e desconforto significativo para os animais, afetando diretamente o seu bem-estar e qualidade de vida. O que devem então os tutores fazer?

“As alergias sazonais tendem a tornar-se mais evidentes nesta altura do ano, sobretudo porque o aumento da temperatura favorece a presença de vários alergénios ambientais. Muitos tutores começam a notar sinais como comichão persistente, irritação da pele, lambedura excessiva das patas ou otites recorrentes, que não devem ser desvalorizados”, explica Cláudia Domingues, médica veterinária da ZU.

Cães e gatos com sinais diferentes.

A especialista sublinha que “as alergias resultam de uma resposta exagerada do sistema imunitário a substâncias normalmente inofensivas presentes no ambiente”. Nos cães, acrescenta, “os sinais mais frequentes incluem prurido/comichão, inflamação da pele, lambedura excessiva das patas, vermelhidão e lesões em zonas como orelhas, face, axilas, abdómen e extremidades”. Já nos gatos, “os sintomas podem ser mais difíceis de identificar, manifestando-se através de queda de pelo associado a lambedura excessiva, dermatite, prurido facial ou cervical e, em alguns casos, lesões ulcerativas ou crostosas”.

Embora muitas vezes associadas apenas à pele, as alergias podem também provocar sinais respiratórios ligeiros, como espirros, corrimento nasal ou ocular, sobretudo em animais mais sensíveis.

“O diagnóstico deve ser sempre realizado por um médico veterinário, porque é importante excluir outras causas, como parasitas, infeções ou alergias alimentares. Quanto mais cedo o problema for identificado, mais rapidamente conseguimos controlar os sintomas e evitar complicações secundárias”, acrescenta Cláudia Domingues.

Como devem os tutores proceder? 8 recomendações a ter em conta

A médica veterinária esclarece que, “apesar de não existir uma cura definitiva para as alergias sazonais, existem várias estratégias que permitem controlar eficazmente os sintomas e melhorar a qualidade de vida do animal”.

Entre as principais recomendações estão:

  1. Manter um controlo rigoroso de pulgas durante todo o ano;
  2. Reforçar a higiene do ambiente, incluindo lavagem frequente de mantas e camas;
  3. Aspirar regularmente tapetes, sofás e zonas de descanso;
  4. Realizar banhos com produtos dermatológicos adequados e recomendados pelo médico veterinário;
  5. Limpar patas e pelo após os passeios, reduzindo a acumulação de pólen;
  6. Uso de suplementos que apoiem a saúde da pele (ácidos gordos, antioxidantes, probióticos);
  7. Evitar a automedicação;
  8. Procurar acompanhamento veterinário ao primeiro sinal de prurido ou irritação cutânea.

 

Cláudia Domingues reforça ainda a importância da observação atenta por parte dos tutores, sobretudo em animais que apresentam sintomas recorrentes na primavera ou início do verão. “Há animais que repetem exatamente os mesmos sintomas todos os anos nesta época. Identificar esse padrão e atuar precocemente faz toda a diferença para evitar desconforto prolongado, infeções secundárias e agravamento das lesões e garantir uma melhor qualidade de vida ao animal”, conclui a médica veterinária da ZU.

 

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