Anna Sofia Knauf, jornalista do agregador norte-americano Grist, passou a adolescência com acne extremo. “A minha acne fez-me parecer que tinha peste bubónica”, explicou Anna neste artigo.

A jornalista cresceu nos subúrbios de Los Angeles, Estados Unidos, e diz que tentou todos os produtos recomendados para atenuar a acne, sem qualquer resultado. Milagrosamente, a sua acne desapareceu no dia em que se mudou para Seattle, no estado de Washington.

“A minha pele pode ter melhorado por várias razões: chegar à idade adulta ou ter melhorado a minha dieta. Mas há um outro factor que pode ter contribuído. O ar do noroeste pacífico era significativamente melhor que o nevoeiro de poluição de Los Angeles”, admitiu.

Não é segredo que Los Angeles é uma das mais poluídas cidades norte-americanas, uma metrópole focada na ditadura do automóvel. “Durante toda a minha vida os dermatologistas disseram que a minha acne era o resultado da minha genética e de factores externos. Mas à medida que via cada vez menos borbulhas ao espalho comecei a pensar: será que a poluição atmosférica era responsável pela minha acne?”, questionou.

De acordo com a dermatologista e neuropata Anne Marie Fine, as pequeníssimas partículas tóxicas presentes no ar podem ser responsáveis por uma pele com mau aspecto. No entanto, é difícil dizer com exactidão que a má qualidade do ar é responsável por uma pele, digamos, difícil.

“Existe alguma coisa, de facto, mas é difícil fazer essa correlação específica… há alguns estudos antigos, mas só agora estamos a descobrir algo mais sobre este tema”, revelou outra dermatologista, Elizabeth Tanzi. “Vemos isso clinicamente e os estudos científicos comprovam-no”, continuou.

De acordo com ambas, a inflamação provocada pela poluição atmosférica pode resultado em pele sensível e envelhecida. Mas só agora os cientistas estão mais atentos para o tema. “É um dos temas do momento, ver o efeito da camada de ozono na pele e partículas poluentes. Muita desta investigação está a ser financiada pelas empresas de beleza, como podem imaginar, porque eles andam à procura de produtos que possam ajudar a acabar com esta inflamação crónica”, concluiu Tanzi.

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