Reduzir o risco de incêndio com ações simples e eficazes

Uma parte significativa dos incêndios continua a ter origem em comportamentos humanos evitáveis. Este facto reforça uma mensagem essencial: a prevenção começa muito antes das chamas e começa, muitas vezes, em casa – na forma como cuidamos do nosso espaço e do território que nos rodeia. 

Redação

Todos os anos, milhares de hectares ardem em Portugal por causas que poderiam ser evitadas. Com a aproximação dos meses mais quentes, a limpeza de terrenos e os cuidados com as habitações são mais do que uma obrigação legal, mas um verdadeiro gesto de proteção de Pessoas, casas e comunidades.

Uma parte significativa dos incêndios continua a ter origem em comportamentos humanos evitáveis. Este facto reforça uma mensagem essencial: a prevenção começa muito antes das chamas e começa, muitas vezes, em casa – na forma como cuidamos do nosso espaço e do território que nos rodeia.

“Enquanto grupo segurador com uma presença próxima das comunidades e uma forte aposta na prevenção, o Grupo Ageas Portugal quer ajudar a mitigar os impactos e a promover comportamentos mais seguros. Porque prevenir é proteger e porque a responsabilidade deve ser partilhada por todos, há cuidados simples que fazem a diferença”, sublinha em comunicado, deixando as seguintes recomendações:

  1. Cuidar do edifício é o primeiro passo

Manter a casa em boas condições é essencial para reduzir o risco de propagação do fogo. Pequenas ações de manutenção podem evitar consequências graves:

  • Limpeza de telhados e caleiras: remover folhas secas, ervas mortas e outros materiais inflamáveis.
  • Reparação telhas soltas ou partidas e janelas danificadas para evitar a entrada de fagulhas.
  • Proteção de aberturas de ventilação e beirais com grelhas ou malhas finas que impeçam a entrada de brasas.
  • Organização do espaço exterior: evitar acumular materiais combustíveis, como lenha ou folhas secas, junto às paredes exteriores da habitação.
  1. Gerir a zona envolvente reduz o risco

A área à volta da casa é um dos principais fatores de risco em caso de incêndio. Garantir que esta zona está bem cuidada pode evitar que o fogo se aproxime do edifício:

  • Criação de zonas de segurança: manter uma área pavimentada de, pelo menos, dois metros em redor do edifício e uma área limpa de materiais inflamáveis até dez metros.
  • Manutenção da vegetação: limpar regularmente folhas secas, ervas e vegetação morta. É importante que as árvores estejam desramadas e que a distância entre as copas seja superior a quatro metros.
  • Distância segura para materiais combustíveis: armazenar lenha, resíduos agrícolas ou florestais a pelo menos 50 metros de distância do edifício.
  1. Evitar Comportamentos de Risco é essencial

Grande parte dos incêndios em Portugal resulta de comportamentos negligentes. A adoção de práticas responsáveis é determinante:

  • Queimadas controladas: evitar realizar queimadas durante períodos de calor intenso ou vento forte e seguir sempre as orientações das autoridades.
  • Uso de maquinaria: utilizar equipamentos agrícolas ou florestais com cuidado, especialmente em zonas secas ou com vegetação densa.
  • Descarte de cigarros: nunca atirar pontas de cigarro ao chão, principalmente em áreas florestais ou secas.
  • Proibição de pirotecnia: respeitar as restrições ao uso de foguetes e outros artefactos pirotécnicos, especialmente em épocas de risco elevado.
  1. Estar preparado pode salvar vidas

Mesmo com todas as precauções, é fundamental estar preparado para agir em caso de emergência. Ter um plano de evacuação definido, os contactos das autoridades locais acessíveis e acompanhar as informações da Proteção Civil são medidas essenciais, sobretudo para quem vive em zonas de maior risco.

A prevenção é uma responsabilidade de toda a Sociedade 

Os incêndios florestais são uma ameaça real ao território e às Pessoas. Embora o combate às chamas seja uma tarefa das autoridades e dos bombeiros, a prevenção depende de todos. Com medidas simples, adotadas atempadamente, “é possível reduzir significativamente o impacto dos incêndios e proteger o que é mais importante: as vidas humanas, o meio ambiente e o futuro das nossas Comunidades. Porque, quando falamos de incêndios, cada pequena ação conta”, conclui.

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