Seca prolongada implica aumento das emissões em Portugal

Com os efeitos da seca na produção de electricidade e grandes áreas ardidas, 2017 será um dos anos com mais emissões desde o início da década, anunciou a associação Zero. Com o agravamento da seca, as emissões vão aumentar, prevêem os ambientalistas.

Tendo por base dados da REN – Redes Energéticas Nacionais, a associação ambientalista Zero fez um estudo onde se conclui que a seca deste ano “conduziu a uma diminuição dramática da produção de electricidade através das grandes barragens e um aumento enorme do recurso às centrais térmicas”. O total de contribuição de produção de electricidade a partir de fontes renováveis em relação ao consumo em Portugal, recuou 23,3%, ou seja, de 71,0% para 47,7%, refere o estudo.

Estes valores invertem a performance de Portugal, pois enquanto em 2016 o país teve uma produtibilidade eléctrica 66% acima da média, este ano está com valores 43% abaixo. Face a estes valores, a Zero classifica esta evolução de “dramática”, já que “a produção de electricidade” nas actuais circunstâncias “tem de ser garantida em grande parte pela queima de combustíveis fósseis, em particular de centrais a carvão e de ciclo combinado a gás natural.

Quantificando as emissões associadas à produção de electricidade entre Janeiro e Setembro de 2017, os ambientalistas apuraram que se atingiu “cerca de 24 milhões de toneladas de dióxido de carbono”, ou seja, um aumento de 5,7 milhões de toneladas em relação ao mesmo período do ano passado. Com o prolongamento da seca, estas emissões, sublinham, “continuarão a aumentar”.

Foto: cdapoa

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