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Água mais antiga da Terra foi encontrada no Canadá


Uma equipa de cientistas encontrou aquela que pode ser a água mais antiga do planeta Terra – um vasto reservatório enterrado nas profundezas do Escudo Canadiano. Esta água pode mesmo ter algo a dizer acerca da possibilidade de existência de vida em Marte e noutros planetas.

“Esta é a mais antiga água que alguém já foi capaz de recolher e, francamente, isso muda o campo de jogo”, disse Barbara Sherwood Lollar, geóloga da Universidade de Toronto e co-líder da equipa.

Esta água escorre através de fissuras numa mina de cobre perto de Timmins, Ontário, a cerca de 2,5 Km abaixo da superfície, de acordo com a LiveScience. Pode ter aí estado depositada, isolada do resto do planeta, durante até 2,7 mil milhões de anos.

Para os cientistas, a descoberta pode representar um bilhete de acesso aos primórdios da vida na Terra. Rica em produtos químicos, tais como metano e hidrogénio, a água parece ser um verdadeiro banquete de micróbios – embora as formas de vida tenham ainda de ser analisadas.

O geoquímico Greg Holland, que ajudou a analisar a água, sugere que a presença de vida nesta amostra poderia apoiar a teoria de que também há vida muito abaixo da superfície de Marte ou de outros planetas mais distantes.

A rocha vulcânica em que foi encontrada a água é “muito semelhante às rochas marcianas”, disse ele.

“É realmente um momento único na minha vida em que começamos a entender que o subsolo do nosso planeta não é apenas um deserto estéril. Quando estava no primeiro ano da universidade ainda pensávamos que fosse”, disse Barbara Lollar. Afinal a vida nos confins da Terra existe, resta descobrir mais acerca da sua natureza.

Antes destas descobertas feitas no Canadá, os mais antigos reservatórios subterrâneos conhecidos remontavam a não mais do que algumas dezenas de milhões de anos.

água

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Cabras são as novas cortadoras de relva do aeroporto de Chicago


O O’Hare International Airport, em Chicago, recrutou um rebanho de 25 cabras para a sua equipa de colaboradores. Os animais irão cortar a relva da infra-estrutura e zona envolvente e foram cedidos por um restaurante próximo. As novas colaboradores serão “gestoras de vegetação” do aeroporto.

Um dos sócios do restaurante comprou inicialmente os animais pensando no menu do seu estabelecimento. Mas, no fundo, eles revelaram-se “os cortadores de relva perfeitos”, em especial da vegetação nas áreas de acesso difícil e rochoso do aeroporto.

“Quando a cidade lançou a proposta, pensámos que era uma ideia local muito interessante e sustentável”, disse o sócio do restaurante.

Espera-se que as cabras limpem cerca de 23 metros quadrados de vegetação por dia, especialmente nas áreas montanhosas perto de riachos e em estradas actualmente cobertas de mato.

Os cortadores de quatro patas vão ter um guardador responsável por se certificar de que o rebanho não foge do perímetro que lhe cabe – com cercas para o manter longe das pistas do aeroporto.

“Estamos a usar recursos naturais de forma mais eficiente”, afirmou o Comissário de Aviação da cidade, de acordo com o Consumerist.

Quanto às cabras, não se vão transformar em hambúrgueres quando o trabalho estiver concluído – elas vão regressar à quinta onde vivem actualmente até à próxima Primavera, voltando depois mais tarde a trabalhar no aeroporto.

Goats

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A maioria do carbono da Terra está no subsolo profundo


A maioria dos aglomerados de carbono da Terra estão presentes nas suas profundezas, no quente manto de rochas existente por debaixo da crosta do planeta.

“A maioria das pessoas provavelmente não reconhece que a grande maioria do carbono – a espinha dorsal de toda a vida – está localizada no interior da Terra, abaixo da superfície – talvez até 90% dele”, disse em comunicado Elizabeth Cottrell, geóloga no Smithsonian’s Museum of Natural History. Cottrell é autora de um novo estudo que examina de que forma o ciclo de carbono do manto terrestre muda a composição da lava que forma novas crostas oceânicas.

Nas dorsais meso-oceânicas – fracturas abertas que cruzam os pisos oceânicos da Terra – a lava escorre para o exterior, directamente do manto – camada directamente abaixo da crosta terrestre. Analisar essa lava permite aos geocientistas obter pistas acerca do que está a acontecer a milhares de quilómetros abaixo da superfície.

Cottrell e a co-autora Katherine Kelley recolheram rochas do fundo do mar por todo o mundo e analisaram a sua composição. Rácios de determinados isótopos (átomos de um elemento com diferentes números de neutrões), bem como de ferro oxidado, sugerem que os reservatórios de carbono armazenados há milhares de milhões de anos influenciam fortemente a química do manto.

Quando o manto derrete e entra em erupção nas dorsais meso-oceânicas, produz rochas com componentes distintos. A razão por detrás da existência de diferentes componentes pode ser também a existência de diferentes origens. A rocha expelida pode, por exemplo, ser originária da crosta oceânica, engolida em profundidade rumo ao manto por acção das placas tectónicas, ou de uma pluma profunda a ascender perto da fronteira entre o manto e o núcleo.

Os investigadores descobriram que um desses componentes químicos da rocha tende a conter reduzido ferro, enquanto outro se combina com ferro oxidado. Esta combinação faz sentido quando o carbono desempenha um papel no controlo da composição do ferro no manto, avança o Huffington Post.

“O carbono fornece um mecanismo de redução do ferro e também uma explicação razoável por que estas lavas são enriquecidas de formas que poderíamos esperar de uma rocha de fusão de carbono”, disse Cottrell.

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EUA apostam em imagens de paisagens naturais no Instagram para atrair turistas (com FOTOS)


As grandes paisagens da América estão a ser exibidas numa impressionante colecção de fotografias no Instagram, que se tornou num instantâneo sucesso online. As icónicas atracções naturais incluem o céu nocturno sobre o Grand Canyon e a extraordinária vegetação do Parque Nacional de Yosemite.

As fotografias foram cedidas pelo Departamento do Interior dos EUA, a instituição encarregue de proteger os solos, a água e a vida selvagem do país. O departamento governamental – uma fonte improvável de tão notável arquivo fotográfico – tornou-se popular na internet.

Até agora, quase 40 mil pessoas seguem a página no Instagram, onde as fotos foram publicadas pela primeira vez. O objectivo desta acção é destacar os ecossistemas extremamente diversos que compõem os EUA e atrair os visitantes.

Entre os fenómenos naturais disponibilizados estão os antigos arcos naturais em pedra e os monólitos do Arches National Park, em Utah, e incríveis imagens captadas pelo Observatório de Vulcões do Alasca.

Veja algumas das imagens e deixe-se deslumbrar.

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Maior observatório subaquático do mundo vai permitir estudo do oceano em tempo real


No nordeste do Oceano Pacífico, está a ser criado um sistema de sensores de alta tecnologia e cabos de fibra óptica que vai permitir o monitoramento e recolha de dados a partir do fundo do mar, em tempo real. Quando estiver concluído, este será o maior observatório submarino do mundo.

Muitos aspectos do oceano são incrivelmente difíceis de analisar com os métodos tradicionais. A deslocação em navios para o alto mar, de modo a estudar ambientes específicos, pode funcionar para algumas pesquisas, para outras pode também ser suficiente a monitorazação via satélite, mas para determinados locais – como o fundo do oceano perto de um vulcão subaquático em actividade – são necessários métodos mais elaborados.

A Regional Cabled Observatory Iniciative, financiada pela National Science Foundation, consiste na recolha e transmissão de dados e vídeo em tempo real, a partir de 12 sensores colocados no fundo do mar, para os cientistas e o público em geral.

Os sensores serão capazes de monitorizar a pressão, os níveis de oxigénio, as correntes de água profundas, a actividade sísmica, o som debaixo de água e muito mais, em locais-chave ao largo da costa noroeste dos Estados Unidos. Os três primeiros locais a serem incluídos estão em Hydrate Ridge (zona com metano), Axial Seamount (vulcão em actividade) e Endurace Array Newport Line (região de ressurgência costeira).

Os cabos de fibra óptica vão formar uma verdadeira rede no oceano e farão parte da NSF Ocean Observatories Initiative – uma infra-estrutura de 900 Km de cabos subaquáticos capaz de responder às necessidades de telecomunicações e energia.

“Os cabos de fibra óptica (…) vão levar energia eléctrica (até 200 KW) e largura de banda de telecomunicações (até 240 Gbits/sec) através dos oceanos, para atender às necessidades da ciência, educação e humanidade em geral”, explicou a NSF, de acordo com o TreeHugger.

Espera-se que esta rede de informação aquática comece a operar já neste Verão. Os dispositivos de monitorização poderão permitir ao público em geral assistir à vida marinha em actividade em locais que são inacessíveis à maioria de nós, ver uma erupção vulcânica submarina em tempo real, bem como oferecer aos cientistas e estudantes melhores dados acerca do estado real do fundo do mar.

Foto: Sob licença Creative Commons

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Califórnia: fogos florestais estão a trazer ursos para zonas residenciais


Os bombeiros que combatem os fogos nas montanhas de Monrovia, a 35 quilómetros de Los Angeles, estão a encontrar um novo problema para realizarem, com eficácia, o seu trabalho: os ursos.

De acordo com a porta-voz da cidade de Monrovia, Jennifer McLain, os bombeiros e população local reportaram sete encontros com ursos nos últimos dois dias. Ela diz que o fumo está a levar os animais a descer até às zonas residenciais.

O Huffington Post afirma que os responsáveis pelo controlo de animais estão a tentar levar os ursos de volta ao seu habitat, nas montanhas de San Gabriel.

O fogo começou no sábado, no quintal de uma casa – devido ao mau funcionamento de um equipamento de jardinagem. Já foram evacuadas 300 casas.

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