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Tag Archive | "recursos naturais"

As grutas geladas do Wisconsin (com FOTOS)


O Wisconsin é um dos mais belos estados norte-americanos e, na verdade, não nos pára de surpreender dia após dia, qualquer que seja a estação do ano. É um lugar gelado frio e congelado, como já dizia Bon Iver. É o caso das grutas da ilha Apostle, em pleno Lago Superior, cujas cataratas congelam no Inverno e que recebem mais de 150 mil visitantes por ano.

Estas maravilhas geológicas permitem aos seus visitantes explorar uma quantidade muito grande de formações, quase todas congeladas. A ilha foi aberta aos turistas no Inverno de 2009, e desde então as visitas não param de crescer – o National Park Service, responsável pelo local, vai subir as entradas de €2,3 (R$ 7,3) para €3,9 (R$ 12,2), alegando que não tem forma de gerir os custos das expedições, que são quase três vezes superiores às receitas.

A visita permite entrar no parque e ver as grutas de gelo. Estas também abrem de Verão e podem ser acedidas de caiaque, mas é no Inverno que todo o seu esplendor sobressai. Veja algumas imagens do local.

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China está de olho em €41 mil milhões de solos raros da Grécia


Depois da América do Sul e África, a invasão chinesa chegou à Europa. Segundo o International Business Times, um grupo de investidores chineses visitou a Grécia no início de Setembro para expressar a sua intenção de explorar as grandes reservas de terras raras do país.

De acordo com o Planeta Sustentável, a Grécia é um dos cinco países europeus com reservas de terras e minerais raros – os outros são a Suécia, Finlândia, Noruega e Dinamarca. O solo grego teria €41 mil milhões (R$ 125 mil milhões) nestes recursos. Grande parte dos elementos encontram-se a norte do Mar Egeu e na Trácia.

As chamadas “terras raras” são um grupo de 17 elementos metálicos que podem ser usados em catalisadores, refino de petróleo, TV, telemóveis, portáteis, baterias recarregáveis em carros híbridos e eléctricos, turbinas eólicas, equipamentos médicos, sistemas fotovoltaicos, satélites de defesa e outros produtos.

Nos últimos tempos, a Grécia começou dois programas de pesquisa nas áreas a serem exploradas. O país ainda não divulgou detalhes de seus estudos, e deverá ser por isso que o grupo de investidores se deslocou até Atenas.

Os metais incluem neodímio, disprósio, lantânio, escândio, gadolínio, túlio e lutécio. A China já se encontra em posição estrategicamente favorável por ter a maior quantidade destes elementos em seu solo no mundo – 95% das reservas estimadas.

Isto confere ao país uma grande alavancagem política – até porque a economia, e sobretudo a de baixo carbono, depende deles.

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Grande tempestade fustiga Sydney (com FOTOS)


Cerca de oito mil habitações de Sydney e subúrbios ficaram sem energia neste final de tarde, devido a uma gigantesca tempestade que está a provocar bastantes danos na cidade australiana.

Segundo a imprensa australiana, a cidade prepara-se para receber outras várias tempestades nas próximas horas e durante todo o dia de amanhã. Uma das regiões da cidade, Richmond, viu a temperatura baixar 8,6 graus em apenas dez minutos.

À medida que a tempestade se moveu para outras partes da cidade, os relâmpagos sucediam-se e a chuva intensa provocou o pânico nos locais. Um cidadão partilhou no Twitter que uma árvore caiu num comboio, obrigando-o a parar e a adiar as sucessivas viagens.

Veja algumas das fotos da cidade.

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Alterações climáticas foram a chave do Congresso Mundial da Água


“AUTOSSUFICIÊNCIA ENERGÉTICA, NEUTRALIDADE DA PEGADA DE CARBONO e a adaptação às alterações climáticas no sector da água foram três das questões mais ouvidas no Congresso Mundial da Água, que decorre até amanhã no Centro de Congressos de Lisboa.

Ontem, o congresso juntou-se à Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, a decorrer nos Estados Unidos, e uniu quatro oradores para discutir os temas perante uma plateia sedenta de soluções.

No palco, Glen Daigger (Presidente da International Water Association), Harry Bode (Ruhrverband, Alemanha), Steve Kenway (Universidade de Queensland, Austrália) e Corinne Trommsdorff (IWA) sublinharam a relação existente entre o sector da água e as alterações climáticas, nomeadamente os efeitos das secas e das cheias nas atividades de abastecimento de água e saneamento de águas residuais com especial impacto na operação das infraestruturas.

O contributo das utilities para as alterações climáticas passa pela adopção de medidas de redução do consumo de energia, mas também de aproveitamento dos seus próprios recursos no sentido da autossuficiência energética, ambas contribuindo para a redução das emissões dos gases de efeito de estufa (GEE).

Os oradores admitiram que, embora as componentes de tratamento de água e águas residuais e, em particular, o seu transporte e distribuição, representem um consumo energético com alguma expressão, o peso mais significativo  reside numa fonte de consumo de energia frequentemente ignorada: os consumidores.

Assim, defenderam que a questão da eficiência energética deve ser planeada abordando o ciclo urbano da água de forma integrada: desde a captação à descarga no meio receptor, passando pelo consumo de água. Um exemplo: um gesto tão simples como tomar um duche quente representa um consumo de energia que vai muito para além do processo de levar água até casa do consumidor, uma vez que o próprio aquecimento da água implica consumos energéticos significativos, que podem ser tornados mais eficientes por exemplo por via do aproveitamento da energia solar.

Todo os oradores concordaram que o objectivo de alcançar a autossuficiência energética e neutralidade de carbono nos sistemas de água pode ser alcançado e já existem muitas soluções para o efeito, sendo que existem por vezes condicionantes locais que dificultam esse processo, desde logo porque o impacto das alterações climáticas é diferente de região para região.

Por fim, aproveitaram para fazer um apelo direccionado às entidades governantes e reguladoras para que lhes seja concebida uma maior liberdade na aplicação de tais soluções.”

A futura Engenheira do Ambiente Inês Vieira vive em Lisboa e foi uma das três vencedoras do concurso “Repórter da Água”, organizado pela Águas de Portugal para promover o Congresso Mundial da Água, a realizar-se esta semana em Lisboa.

O Green Savers tem uma equipa de reportagem neste congresso. Siga-nos diariamente em www.greensavers.sapo.pt, no Facebook ou Twitter.

Foto: Kevin Dooley / Creative Commons

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Ana Ferreira: “A água como verdadeiro factor de desenvolvimento”


“A ÁGUA É UM RECURSO INDISPENSÁVEL à vida, por isso, mesmo que as alterações climáticas continuem a condicionar o acesso a este recurso, precisamos de encontrar soluções para fazê-lo chegar a todas as pessoas do mundo.

A afirmação é de Hans Rosling, especialista em saúde e presidente da Fundação Gapminder, que falou na sessão plenária de abertura do primeiro dia do Congresso Mundial da Água, a decorrer em Lisboa até 26 de setembro.

Durante sessenta divertidos minutos, que motivaram várias gargalhadas por parte de uma audiência atenta, Hans Rosling tentou explicar de que forma a água pode ser a solução para o desenvolvimento dos países e das suas comunidades.

Apesar de nas últimas décadas terem decorrido diversas transformações a nível económico e social, que, na maioria dos continentes, se refletiram em aumento populacional e na melhoria dos níveis de escolaridade e do rendimento das pessoas, a pobreza persiste.

Segundo Hans Rosling, para a erradicação da pobreza contribuem vários fatores, como por exemplo a melhor oferta de educação, os serviços de saúde, as infra-estruturas, a tecnologia, a eletricidade, e como não podia faltar, o acesso à água aliada ao saneamento básico.

Quanto à qualidade da água, decorreram grandes mudanças durante o último meio século. Contudo, as doenças associadas à sua escassez ou às suas características continuam a persistir, tais como a diarreia ou a malária. Assim, é importante adotarmos políticas que assegurem o acesso generalizado das populações a condições de saneamento adequadas, quer nos países desenvolvidos, quer nas sociedades emergentes.”

Natural de Porto-de-Mós, Ana Ferreira tem 18 anos e foi uma das três vencedoras do concurso “Repórter da Água”, organizado pela Águas de Portugal para promover o Congresso Mundial da Água, a realizar-se esta semana em Lisboa.

O Green Savers tem uma equipa de reportagem neste congresso. Siga-nos diariamente em www.greensavers.sapo.pt, no Facebook ou Twitter.

Foto: Basilievich / Creative Commons

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Acesso a água potável é essencial para sair da pobreza, defende investigador sueco


O acesso a água potável é um importante aliado dos cidadãos que vivem na extrema pobreza –sobretudo as mulheres e crianças – e permite-lhes subir um degrau na escada da classe social. Esta ascensão pode ser feita de forma directa – um fácil acesso a água potável pode significar mais uma criança a frequentar a escola – e não a ir buscar baldes de água a vários quilómetros de distância; e indirecta: ir à escola é a única oportunidade que uma criança tem de mudar a sua própria situação social, através da educação.

Estas duas ideias foram hoje desenvolvidas em Lisboa por Hans Rosling, o médico, investigador e estatístico sueco que foi co-fundador e presidente da Gapminder Foundation e a quem foram dadas honras de inaugurar o Congresso Mundial da Água.

Desta vez, Rosling não engoliu uma espada, como nesta célebre conferência TED, mas o bom humor e veia de entertainer estiveram presentes, sobretudo quando as suas estatísticas entravam em cena – e foram muitas.

Siga Hans Rosling no Twitter.

Segundo Rosling, a água potável – e o fácil acesso a ela – é um dos temas mais importantes dos países afectados pela extrema pobreza. E deu o exemplo da família que, por não ter acesso directo a água potável, tem de “obrigar” dois dos seus filhos a ir buscá-la a vários quilómetros de distância. Caso esta situação aconteça, eles não poderão frequentar a escola e perderão algumas das poucas hipóteses que têm de melhorar a sua situação social.

Rosling até deu um exemplo: com uma simples solução inovadora – um carrinho de mão financiado por microcrédito do Banco Mundial, por exemplo –, qualquer família poderá colocar um adulto, sozinho, a buscar água, permitindo que os seus filhos frequentem as aulas.

A solução pode parecer tão simples quanto básica, mas a verdade é que é esta a realidade africana – e Rosling conhece-a bem, uma vez que viveu bastantes anos em África, incluindo, entre 1979 e 1981, em Nacala, Moçambique.

Na escola, estas crianças poderão aprender a defender os seus direitos, saber mais sobre a sua própria saúde e bem-estar, desenvolvimento de infra-estruturas básicas e tecnologias agrícolas, e descobrir formas de obter crédito ou microcrédito.

Segundo Rosling, a revolução da água nos países afectados pela pobreza extrema vai também beneficiar as mulheres. Quando estamos a falar desta realidade social, o mais importante é reduzir o trabalho das crianças e mulheres – os homens terão de passar a ter orgulho no facto de os seus filhos estudarem, e não na quantidade de filhos que têm.

Por outro lado, há questões indirectamente ligadas a este fenómeno e que estão a atrasar o desenvolvimento económico e social destas pessoas. As lesões na coluna são muito frequentes em mulheres que carregam água todos os dias; outras, que não têm casa de banho em casa, são atacadas sexualmente nos banheiros públicos.

Boom asiático e africano

No início da conferência, Rosling dividiu o planeta em quatro locais: América, África, Ásia e Europa. Se cada mil milhões de pessoas representarem uma única, América tem hoje uma pessoa – assim como África e Europa -, contra quatro da Ásia. Estes números vão evoluir nos próximos tempos: em 2050, África e Ásia ganharão um segundo habitante; e em 2010, África contará quatro habitantes – o equivalente a quatro mil milhões de habitantes. “Cerca de 80% da população global viverá na Ásia ou África em 2100”, avisou o investigador sueco.

Segundo Rosling, um dado que tem passado despercebido à opinião pública é a estagnação do número de crianças em todo o mundo. “O número de crianças parou de crescer no mundo – é o maior evento que alguma vez passou despercebido aos media: a Ásia e África estão a decrescer no número de filhos por mulher”, continuou.

Hoje, cada vez mais famílias de países em desenvolvimento decidem quantos filhos querem ter através do bem-estar que lhes poderão providenciar. É aqui que entra a importância da água no desenvolvimento económico e social. Seis em cada sete mil milhões de pessoas do mundo tem hoje acesso a água boa. “Menos de mil milhões de pessoas ainda não tem acesso a boa água, mas o problema hoje está relacionado com a qualidade da água – contaminações, problemas tóxicos”, explicou Rosling.

Para que a educação permita que os novos pais tenham uma nova visão do planeamento familiar, a água é fundamental. “Temos de levar boa água a estes mil milhões de pessoas – e melhorar a qualidade da água. Mas parabéns ao vosso sector, que está a fazer um trabalho extraordinário”, elogiou.

No entanto, há uma questão que deixa Rosling intrigado: há mais pessoas com acesso a telemóvel do que com acesso a água potável e saneamento básico – uma realidade sobretudo visível na Índia, onde vivem 1,3 mil milhões de pessoas. E qual a solução de Rosling? “Temos de inventar a casa de banho digital – os engenheiros conseguiram levar o telemóvel a vários pontos do Planeta, porque não fazem o mesmo com o saneamento básico?”.

No final da conferência, e depois de já outros oradores terem respondido a várias questões, Rosling terminou com uma pergunta que ficou a pairar na cabeça dos conferencistas, naquele final da manhã: “Sabem do que ninguém falou aqui hoje? Das alterações climáticas. Precisamos de agir rapidamente nas questões da água e saneamento básico, devido às alterações climáticas. Não se esqueçam disto: o clima vai mesmo mudar”. Mas já não havia tempo para mais.

Foto: Department of Foreign Affairs and Trade / Creative Commons

O Green Savers terá uma equipa de reportagem no Congresso Mundial da Água. Siga-nos diariamente em www.greensavers.sapo.pt, no Facebook ou Twitter.

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