A Finerge, o maior produtor de energia eólica em Portugal, através da sua subsidiária Central Solar Fotovoltaica de Raia Douro, concluiu com sucesso um financiamento no montante de €115 milhões para a construção e operação de quatro projetos solares híbridos, no âmbito do Project Sunrise, foi divulgado em comunicado.
Segundo a mesma fonte, os projetos solares híbridos Sendim, Senhora da Póvoa, Benespera e Riodades estarão ligados a parques eólicos atualmente em operação, permitindo otimizar a produção da Finerge nos respetivos pontos de injeção na rede. No seu conjunto, estes projetos acrescentarão 257 MWp de nova capacidade solar instalada ao portefólio da Finerge.
A capacidade financiada no âmbito do Project Sunrise deverá entrar em operação entre a segunda metade de 2026 e a primeira metade de 2027, reforçando de forma significativa a capacidade de geração de energia renovável da empresa em Portugal e diversificando ainda mais o seu mix tecnológico.
Cerca de 90% da produção solar híbrida será comercializada através de contratos de Power Purchase Agreements (PPAs) por um período de 10 anos, combinando modalidades de pay-as-produced e baseload, que assegura visibilidade de receitas a longo prazo e contribui para a mitigação do risco de mercado.
O Project Sunrise foi estruturado como uma operação de project finance, com o financiamento contratado ao nível de cada projeto, sendo a Central Solar Fotovoltaica de Raia Douro a entidade mutuária. A Finerge contou com o apoio da Alantra como assessor financeiro da operação, que foi financiada por um sindicato bancário composto pela Caixa Geral de Depósitos, Banco Comercial Português e Banco de Sabadell, sucursal em Portugal.
“Este financiamento representa mais um marco importante na execução da estratégia de crescimento orgânico da Finerge, potenciando as sinergias entre as tecnologias eólica e solar, e maximizando o valor dos nossos ativos existentes”, afirma Pedro Norton, CEO da Finerge. “Os projetos solares híbridos são uma prioridade estratégica, tanto pelas eficiências operacionais que proporcionam como pelo seu contributo para a transição energética”.









