Na semana em que se assinala a compostagem, saiba como pôr em prática esta atividade sustentável, económica e acessível.
A compostagem consiste num processo de transformação biológico que converte restos orgânicos num fertilizante rico em nutrientes. Embora já seja implementada em vários municípios, esta prática pode ser facilmente realizada em contexto doméstico, mesmo sem jardim, através de compostores individuais ou comunitários disponibilizados por algumas autarquias.
A base do processo passa pela utilização de um compostor, que pode assumir diferentes formas, contentores de plástico ou estruturas em madeira com cobertura.
No entanto, antes de comprar um compostor ou construir um, é recomendado verificar junto das entidades locais a existência de programas de apoio ou distribuição gratuita destes equipamentos.
É preciso ter atenção aos resíduos que podem ser compostáveis, existem duas tipologias, resíduos verdes e os castanhos, que podem ser compostados sem nenhuma limitação de quantidade. Os verdes, ricos em azoto e geralmente húmidos, são perfeitos para compostar, podem ser folhas verdes, ervas daninhas sem sementes, flores e plantas (desde que não tratadas com químicos), aparas de relva frescas, restos de vegetais crus e casca de frutas, borras de café, incluindo os filtros, folhas ou saquetas de chá.
Os resíduos castanhos, ricos em carbono e secos, também são adequados. É o caso das folhas secas, da relva cortada seca, da palha ou do feno, resíduos de cortes e podas, aparas de madeira e serradura (desde que não tratada quimicamente), carumas, cascas de batata, casca de frutos secos e ramos finos. Existem outros resíduos que podem ser compostados, mas para os quais é necessária especial atenção para não adicionar quantidade excessiva, uma vez que poderá comprometer o sucesso da compostagem: restos de pão, massas e arroz cozinhados, papel de cozinha usado e não contaminado.
Não devem ser compostados restos de carne e peixe, ossos e espinhas, óleo e comidas gordurosas, laticínios (como queijo e manteiga), cascas e restos de ovos, cortiça, beatas de cigarros, fezes humanas ou de animais, fraldas, toalhitas, materiais não orgânicos, tintas, pilhas, cinzas, medicamentos, embalagens, troncos de árvores e todos os componentes que possam conter produtos químicos, como plantas tratadas com pesticidas.
Dicas práticas para fazer compostagem:
- No fundo do compostor devem ser colocados ramos grossos, de modo a facilitar a entrada de ar e impedir a compactação dos resíduos;
- Antes de serem adicionados resíduos, é importante cortar sempre os resíduos a colocar no compostor em pequenos pedaços (três a sete centímetros), possibilitando a passagem de oxigénio e de água.
- Deve ser adicionada uma camada de dez centímetros de resíduos castanhos no fundo do compostor, por cima dos ramos anteriormente adicionados.
- De seguida, uma mão-cheia de terra ou composto pronto anteriormente, pois irá conter microrganismos suficientes para iniciar o processo de compostagem. No entanto, é importante ter atenção para não adicionar terra em demasia, pois irá perder espaço útil para fazer composto.
- Juntar uma camada de resíduos verdes.
- Adicionar nova camada de resíduos castanhos.
- Sempre que se adiciona uma nova camada, a anterior deverá ser levemente humedecida.
Ao adicionar novas camadas de resíduos, deve fazer por esta ordem até encher o compostor. É importante que a última camada de resíduos a adicionar sejam resíduos castanhos, de modo a evitar problemas de odores e a proliferação de insetos ou outros animais indesejados. Deve, ainda, evitar colocar resíduos verdes no compostor sem serem cobertos com matéria seca.
O último aspeto a ter em conta é a monitorização da temperatura. A temperatura é altamente influenciada pela atividade de microrganismos, pelo que é necessário mantê-la elevada de forma a assegurar a máxima atividade destes organismos e conseguir o efeito esperado da compostagem.
Fonte de informação:
https://www.deco.proteste.pt/sustentabilidade/artigo/compostagem-caseira-como-fazer









