Nova Iorque é frequentemente associada à sua abundante população de ratos, mas um novo estudo sugere que os gatos vadios da cidade também podem representar um desafio para a saúde pública. A investigação concluiu que mais de metade dos felinos errantes analisados apresentava pelo menos uma espécie de parasita, sendo os vermes do género Toxocara os mais comuns.
O estudo avaliou populações de gatos vadios na cidade de Nova Iorque. Os resultados mostram que os machos têm uma probabilidade significativamente maior de estarem infetados por estes parasitas do que as fêmeas.
Os investigadores verificaram ainda que os gatos machos e os exemplares com menos de um ano de idade libertam quantidades muito superiores de ovos de parasitas através das fezes. Por esse motivo, são considerados “superdisseminadores”, desempenhando um papel desproporcionado na contaminação do ambiente urbano.
Os parasitas do género Toxocara são vermes intestinais que podem infetar vários mamíferos, incluindo seres humanos. Os ovos libertados pelos animais podem permanecer no solo durante longos períodos e contaminar parques, jardins e outros espaços públicos. A infeção humana ocorre geralmente através do contacto acidental com solo contaminado ou da ingestão de partículas contendo ovos do parasita.
Embora muitas infeções sejam assintomáticas, os especialistas alertam que, em alguns casos, podem surgir complicações mais graves, sobretudo em crianças, consideradas um dos grupos mais vulneráveis.
Segundo os autores, os resultados evidenciam que as populações de gatos vadios constituem um risco sanitário de longo prazo e reforçam a importância de medidas de monitorização e gestão destes animais em meio urbano.
A investigação acrescenta uma nova dimensão ao debate sobre a convivência entre fauna urbana e saúde pública, numa cidade onde a presença de animais errantes continua a ser uma realidade quotidiana.









