Cedro de Runa, Torres Vedras, vence concurso de árvore do ano



Um cedro com 75 anos plantado na freguesia de Runa, concelho de Torres Vedras, venceu a edição deste ano do concurso “Árvore do Ano” e vai representar Portugal no concurso europeu, no próximo mês.

Numa edição em que foram apresentadas mais de 50 candidaturas, o cedro de Runa chegou à fase final e ganhou com mais de 3.000 votos, ficando em segundo lugar uma árvore-da-borracha-australiana, em Ponta Delgada, e em terceiro uma canforeira em Bencanta, Coimbra.

O cedro da igreja de Runa, explica em comunicado a União da Floresta Mediterrânica (UNAC), que organiza o concurso em Portugal, foi plantado na década de 1950 e tornou-se parte da história e identidade da aldeia.

Citando a Junta de Freguesia de Runa, promotora da candidatura, o cedro “merece afirmar-se como símbolo da aldeia de Runa e do concelho de Torres Vedras”.

O concurso Árvore do Ano Portugal é uma iniciativa integrada na competição europeia “European Tree of the Year”, que distingue árvores com histórias marcantes e promove a ligação entre a natureza e as comunidades locais.

O cedro de Runa irá agora representar Portugal na fase europeia do concurso, que decorre em fevereiro, competindo com as árvores eleitas nos restantes 15 países participantes.

O concurso é dinamizado anualmente, desde 2011, pela “Environmental Partnership Association” (EPA), uma organização ambientalista da Europa central e oriental que atua em seis países, e tem como missão valorizar as árvores enquanto património natural e cultural da Europa, destacando os serviços de ecossistema que prestam.

A UNAC explica que a competição não distingue a árvore “mais bonita” mas sim aquela cuja história está mais profundamente enraizada na comunidade onde se encontra e na vida dos seus habitantes.

A iniciativa europeia consciencializa todos os anos milhares de pessoas em relação à natureza, promovendo o cuidado e a preocupação com 16 árvores de outros tantos países.

No ano passado venceu o concurso internacional uma faia polaca, tendo Portugal ficado em segundo lugar com a chamada “Figueira dos Amores”, uma figueira da austrália plantada nos jardins da Quinta das Lágrimas, em Coimbra.

O empresário Miguel Júdice recebeu na cerimónia a distinção alusiva ao segundo lugar e referiu o mérito de alguém plantar árvores que não vai ver desenvolvidas e recordou a relação com a árvore da Quinta das Lágrimas, que é propriedade da família.

A UNAC aderiu pela primeira vez à iniciativa como organizador nacional em 2018, ano em que venceu o concurso uma árvore portuguesa, o sobreiro “Assobiador”, em Águas de Moura, concelho de Palmela.

A UNAC representa os interesses dos produtores florestais do espaço mediterrânico português junto das instituições nacionais e europeias.






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