A Coligação C7, composta pelas associações de defesa do ambiente FAPAS, GEOTA, LPN, QUERCUS, SPEA, ZERO e WWF Portugal, renova o seu compromisso na defesa, proteção e valorização da natureza e da biodiversidade em Portugal, com a redefinição dos assuntos estratégicos a que dará particular atenção em 2026, foi divulgado em comunicado.
Segundo a mesma fonte, a última década tem sido marcada por eventos que evidenciam a fragilidade da humanidade à medida que as pressões ambientais aumentam e que vão agravando as crises associadas às alterações climáticas, à perda da biodiversidade e à poluição, que se reforçam mutuamente. O combate a esta tripla crise planetária “exige uma atuação articulada junto da sociedade civil e das instituições públicas e governamentais”.
“Apesar deste cenário desafiante, vivemos também um momento decisivo, tanto no contexto europeu como nacional, com o aparecimento de soluções inovadoras e uma crescente mobilização coletiva que demonstram a nossa capacidade para construir um futuro mais sustentável e resiliente, capaz de proteger pessoas e natureza”, acrescenta a nota.
Para que essa oportunidade não nos passe ao lado, ao nível nacional a C7 “manterá a sua ação prioritária suportada nos princípios da proteção da legislação e da regulamentação ambiental, da boa governança e da implementação eficaz, onde o planeamento estratégico, o ordenamento do território, o financiamento adequado e a capacitação das entidades se afiguram instrumentos fundamentais”.
A C7 definiu 3 prioridades de ação em 2026:
1 – Reforçar o financiamento da conservação da natureza e a efetiva gestão das áreas classificadas
2 – Acompanhar as dinâmicas legislativas e contribuir para uma melhor Governança Ambiental
3 – Garantir uma transição energética justa, igualitária e ambientalmente sustentável
“Vivemos um momento crítico em relação ao clima e à biodiversidade. É da maior importância que o Governo, Assembleia da República e os Partidos Políticos abracem estas prioridades, essenciais para a resiliência das comunidades e nos acompanhem nesta difícil missão de proteção do ambiente”, conclui Américo de Abreu Ferreira, Presidente do GEOTA, ONGA que coordena a coligação C7 em 2026.









