Investigadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, simularam as mudanças climáticas da Terra sob diferentes condições de vento, recriando milhares de tempestades para avaliar a magnitude e a frequência de eventos extremos. O estudo constatou que, se as emissões globais não forem reduzidas, haverá um aumento de até 10% na frequência e magnitude de ondas extremas em extensas regiões Oceânicas.
Por outro lado, os cientistas descobriram que aconteceria um aumento significativamente menor caso fossem tomadas medidas efectivas para reduzir as emissões e a dependência de combustíveis fósseis. “Cerca de 290 milhões de pessoas em todo o mundo já vivem em regiões onde há uma probabilidade de 1% de inundação a cada ano”, disse o professor Ian Young, da Universidade de Melbourne, à Science Advances.
“Um aumento no risco de eventos extremos pode ser catastrófico, pois as tempestades causarão mais inundações e erosão do Litoral”, acrescentou o cientista. O estudo mostra também que a região do Oceano Antártico é significativamente mais propensa a aumentos extremos de ondas com potencial impacto nas costas da Austrália, Pacífico e América do Sul até o final do século XXI.
“Os resultados que vimos apresentam outro forte argumento para a redução de emissões através da transição para energia limpa, se quisermos reduzir a severidade dos danos”, explicou o investigador Alberto Meucci, também da universidade de Melbourne.









