25 espécies de primatas à beira da extinção



Vinte e cinco espécies de primatas, entre as quais gorilas, macacos e lémures, enfrentam a possibilidade de extinção, de acordo com um estudo da IUCN (International Union for Conservation of Nature). O estudo, anunciado numa conferência de biodiversidade que decorre em Hyderabad, Índia, refere a Ásia, América do Sul e África como os locais onde vivem as espécies ameaçados.

Seis destas espécies, aliás, vivem na ilha de Madagáscar, no sudeste africano. Os lémures de Madagáscar são dos mais atingidos, hoje, pela destruição de habitats e caça ilegal. Uma das espécies, o Lepilemur septentrionalis, tem apenas 19 indivíduos.

Os primatas, para além de serem os familiares mais chegados dos seres humanos, contribuem para o ecossistema ao espalhar sementes e manter a diversidade da floresta.

O estudo revela ainda que os esforços de conservação ajudaram várias outras espécies de primatas, que deixaram de estar classificadas como estando em perigo.

“Os lémures são um dos mamíferos mais em perigo no mundo, depois de mais de três anos de crise política e falta de reforço efectivo no seu país natal, Madagáscar”, explicou Christoph Schwitzer, da Bristol Conservation and Science Foundation, um dos grupos envolvidos no estudo.

Veja todas as espécies ameaçadas.

Uma crise similar decorre no sudeste asiático, onde os negócios de vida selvagem estão a acabar com a vida de vários primatas.

Mais de metade dos 633 tipos de primatas do mundo estão em perigo de extinção, sobretudo devido a actividades humanas, desde a desflorestação ou comércio ilegal de vida selvagem.





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