O gás russo representa 45% das importações de gás da União Europeia (UE) e 40% do seu consumo. No entanto, a situação atual de guerra na Ucrânia, está a levar a grandes mudanças neste campo. Este momento deve ser tido em conta como uma oportunidade para os Estados Membros reduzirem a sua dependência, investindo em fontes alternativas e renováveis.
A Agência Internacional de Energia (IEA) decidiu publicar um relatório, onde apresenta um plano de medidas para que a UE reduza as importações de gás vindo da Rússia em mais de um terço num ano, promovendo a transição para a energia verde.
“O uso do gás natural como uma arma política e económica por parte da Rússia demonstra que a Europa precisa de agir rapidamente para estar pronta para enfrentar incertezas consideráveis no fornecimento de gás russo no próximo inverno”, afirma Fatih Birol, Diretor Executivo da IEA. “A Europa precisa de reduzir rapidamente o papel dominante da Rússia nos seus mercados de energia e aumentar as alternativas o mais rápido possível”.
Conheça os 10 pontos cruciais e o impacto direto que têm, apresentados pela IEA:
- Não assinar nenhum novo contrato de fornecimento de gás com a Rússia – vai permitir uma maior diversificação da oferta este ano, e nos próximos;
- Substituir os abastecimentos russos por gás de fontes alternativas – aumenta os abastecimentos de gás não russo em cerca de 30 mil milhões de metros cúbicos num ano;
- Introduzir obrigações mínimas de armazenamento de gás – aumenta a resiliência do sistema de gás no próximo inverno;
- Acelerar a implantação de novos projetos eólicos e solares – reduz o uso de gás em 6 mil milhões de metros cúbicos num ano;
- Maximizar a geração de energia a partir de bioenergia e nuclear – reduz o uso de gás em 13 mil milhões de metros cúbicos num ano;
- Decretar medidas fiscais a curto prazo sobre lucros inesperados para proteger os consumidores vulneráveis dos preços altos da eletricidade – reduz as contas de energia mesmo quando os preços do gás se mantêm altos;
- Acelerar a substituição de caldeiras a gás por bombas de calor – reduz o uso de gás em mais 2 mil milhões de metros cúbicos num ano;
- Acelerar melhorias de eficiência energética em edifícios e indústria – diminui o uso de gás em cerca de 2 mil milhões de metros cúbicos num ano;
- Incentivar uma redução temporária do termostato de 1°C pelos consumidores – reduz o uso de gás em cerca de 10 mil milhões de metros cúbicos num ano;
- Intensificar os esforços para diversificar e descarbonizar as fontes de flexibilidade do sistema de energia – corta os fortes vínculos entre o abastecimento de gás e a segurança elétrica da Europa.









