O presidente brasileiro, Lula da Silva, marca presença sexta-feira na V Cimeira Amazónica, em Bogotá, e espera conseguir uma posição unificada de todos os países para a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP30).
“Durante a cimeira de Bogotá, os países da região deverão reafirmar o seu compromisso com a cooperação amazónica”, lê-se num comunicado da Presidência brasileira, no qual garantem que os países vão manifestar apoio às “iniciativas brasileiras a serem lançadas na ocasião, em especial o Fundo Florestas Tropicais para Sempre”.
Na segunda-feira, em conferência de imprensa em Brasília no Palácio Itamaraty, o responsável para a América do Sul do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, João Marcelo Queiroz, frisou que Lula da Silva “reafirmará o compromisso do Brasil em favor de uma nova agenda estratégica para a Amazónia”.
O Governo brasileiro confia que a reunião na capital colombiana permitirá “unificar posições” regionais para a COP30, que será realizada em novembro na cidade amazónica de Belém, capital do estado brasileiro do Pará.
A agenda da cimeira abrange questões como alterações climáticas, desflorestação, combustíveis fósseis e ameaças transnacionais como a mineração ilegal, além do intercâmbio de boas práticas entre os países amazónicos.
As reuniões de Bogotá contarão com a presença das delegações dos oito países membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazónica (OTCA): Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.
A delegação brasileira, além de Lula da Silva e do seu ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, inclui a ministra do Ambiente, Marina Silva, e o presidente da COP30, André Correa do Lago.
Esta semana, a ministra dos Negócios Estrangeiros da Colômbia, Yolanda Villavicencio, avisou que a Amazónia corre o risco de chegar a um ponto sem retorno.
“As evidências científicas lembram-nos que a Amazónia corre o risco de atingir um ponto sem retorno. A sua preservação exige unidade política, cooperação técnica, respeito à diversidade cultural e articulação entre a ciência e os conhecimentos próprios dos povos indígenas”, afirmou.
Villavicencio acrescentou que “a Amazónia não é apenas um pulmão verde”, mas “também o território vital de milhões de pessoas, incluindo comunidades indígenas, afrodescendentes e locais, cujas práticas ancestrais são fundamentais para a sustentabilidade da floresta”.









